Mês: janeiro 2018

É PRECISO CAMINHAR 2018-01-17 18:41:00

18/01/2018
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É PRECISO ESTAR COM JESUS NA LUTA VITORIOSA CONTRA A FORÇA DESTRUIDORA DA HUMANIDADE
Quinta-FeiraDa II SemanaComum
Primeira Leitura: 1Sm 18,6-9;19,1-7
18,6 Naqueles dias, quando Davi voltou, depois de ter matado o filisteu, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, dançando e cantando alegremente ao som de tamborins e címbalos.7 E, enquanto dançavam, diziam em coro: “Saul matou mil, mas Davi matou dez mil”. 8 Saul ficou muito encolerizado com isto e não gostou nada da canção, dizendo: “A Davi deram dez mil, e a mim somente mil. Que lhe falta ainda, senão a realeza?” 9 E, a partir daquele dia, não olhou mais para Davi com bons olhos. 19,1Saul falou a Jônatas, seu filho, e a todos os seus servos sobre sua intenção de matar Davi. Mas Jônatas, filho de Saul, amava profundamente Davi, 2 e preveniu-o a respeito disso, dizendo: “Saul, meu pai, procura matar-te; portanto, toma cuidado amanhã de manhã, e fica oculto em um esconderijo. 3 Eu mesmo sairei em companhia de meu pai, no campo, onde estiveres, e lhe falarei de ti, para ver o que ele diz, e depois te avisarei de tudo o que eu souber”. 4 Então Jônatas falou bem de Davi a Saul, seu pai, e acrescentou: “Não faças mal algum ao teu servo Davi, porque ele nunca te ofendeu. Ao contrário, o que ele tem feito foi muito proveitoso para ti. 5 Arriscou a sua vida, matando o filisteu, e o Senhor deu uma grande vitória a todo o Israel. Tu mesmo foste testemunha e te alegraste. Por que, então, pecarias, derramando sangue inocente e mandando matar Davi sem motivo?” 6 Saul, ouvindo isto, e aplacado com as razões de Jônatas, jurou: “Pela vida do Senhor, ele não será morto!” 7 Então Jônatas chamou Davi e contou-lhe tudo isto. Levou-o em seguida a Saul, para que ele retomasse o seu lugar, como antes.
Evangelho: Mc 3,7-12
Naquele tempo, 7Jesus se retirou para a beirado mar, juntocomseusdiscípulos. Muitagente da Galileia o seguia. 8E tambémmuitagenteda Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, do outrolado do Jordão, dos territóriosde Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porquetinham ouvidofalarde tudo o queele fazia. 9EntãoJesus pediu aos discípulosquelheprovidenciassem uma barca, porcausa da multidão, paraquenão o comprimisse.10Comefeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todosos que sofriam de algummal jogavam-se sobreeleparatocá-lo. 11Vendo Jesus, os espíritosmauscaíam a seuspés, gritando: “Tu és o Filhode Deus!” 12MasJesus ordenava severamenteparanão dizerem quemeleera.
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A Plena Comunhão Com Deus Nos Torna Bons Amigos
Do capitulo 16 até a morte de Saul, no final do primeiro livro de Samuel, o autor do livro nos apresenta as relações entre Saul e Davi. Nestas páginas o autor coloca em evidência as qualidades que Deus exige para o rei de seu povo.
No combate entre Davi e Golias, como lemos na Primeira Leitura do dia anterior, fica evidente que Deus se serve do pequeno para ganhar dos grandes; astúcia diante da força; valentia diante do medo e confiança em Deus diante do aparato militar. Diante desta vitória e outras vitórias o povo aclama: “Saul matou mil, mas Davi matou dez mil”. Davi está cheio de qualidades. Ele é um homem inteligente e habilidoso. Sua beleza física ganha admiração das mulheres. E suas reais qualidades humanas obtêm amizades fieis entre as quais a amizade de Jônatas, filho do rei Saul.
Mas na base da aclamação popular de que Davi é objeto, Saul percebe que sua missão e seu reinado estão em jogo. Em um momento de delírio, Saul tenta matar Davi que agora vê como rival. Por duas vezes, Davi se salva da morte que Saul tenta infligir-le.  Saul, cheio de complexos e depressões psicológicas, só precisava ouvir a música das garotas a favor de Davi para ser preso ao ciúme. Por outro lado, bastante explicável, porque Davi tinha mais carisma e estava se mostrando como um bom líder militar, não só em seu duelo único com Golias, mas também em outras ações que lhe foram confiadas posteriormente.
Felizmente, seu amigo Jônatas, filho de Saul, permanece fiel a Davi e este alerta Davi sobre o que está sendo conspirado contra ele. Além disso, Jônatas consegue convencer seu pai a abandonar esse plano e promete respeitar a vida de Davi. O conflito não vai acabar por lá, porque Saul é um personagem muito inconstante.
São histórias muito humanas de amizade, inimizade e ciúmes. Deus também escreve a história através deles. Davi está sempre em boa luz, apesar de suas falhas: com qualidades humanas que atraem a amizade de homens e mulheres, com um grande coração que o levará a perdoar a Saul seu perseguidor e com grande fé em Deus, a quem, apesar de seus pecados, ele tenta lhe obedecer por sua vida inteira. No salmo, colocamos estas palavras na boca de Davi: “Eles me atacam e me perseguem o dia todo: em Deus eu confio e não tenho medo”.
A história entre Saul e Davi, muitas vezes, se repete em nossa vida familiar ou comunitária. Somos psicologicamente também tão inseguros como Saul. Muitas vezes nós nos deixamos levar por ciúmes e inveja quando outros conseguem e recebem aplausos e nos fazem uma pequena sombra. Tomemos cuidado para que nosso ciúme não se torne tôxico. A toxicidade do ciúme aprisiona a vítima e o algoz. A violência familiar, em grande porcentagem, tem a ver com o ciúme. O ciúme não tem idade: há adultos ciumentos e há crianças dominadas e amamradas pelo ciúme. Não só dentro da família, pode-se ter ciúme de uma pessoa do trabalho, dos amigos. Tudo o que temos pode ser vítima do ciúme, porque o ciúme é medo de perder o que se tem.
Mas quando você é livre de coração, você atrai oportunidades. Por isso, é preciso que cada um cuide de seu interior, seu coração, pois tudo provem dele. Quando você é livre por dentro, você se torna simples. As pessoas simples atraem, as pessoas complicadas afastam. A pessoa livre transforma u mau momento em algo divertido. A pessoa livre por dentro é uma pessoa de paz. As pessoas com paz atraem. Quando você alcança a paz interior, as portas se abrem para você.
Além disso, precisamos estar atentos e conscientes de que Deus sempre coloca ao nosso lado os verdadeiros amigos, como Jônatas para Davi, para nos recolocar no caminhão de Deus respeitando a vida do próximo. Os verdadeiros amigos são nossos anjos de Deus. A verdadeira amizade nunca nos faz mal. Os verdadeiros amigos nos alertam sobre o perigo para nossa vida como aconteceu entre Jônatas e Davi: “Saul, meu pai, procura matar-te; portanto, toma cuidado amanhã de manhã, e fica oculto em um esconderijo”, disse Jônatas para Davi, seu amigo. Os bons amigos, como Jônatas, constroem pontes para superar os obstáculos e removem a dureza das tensões, oferece soluções para os problemas. O jovem Jônatas, o filho do rei Saul, possível sucessor de Saul, poderia ter motivos para o ciúme com Davi, porque seu amigo era muito mais popular que seu pai, Saul. Mas Jônatas não se deixou levar pelo ressentimento e sim pela verdadeira amizade com Davi e respeitou a verdade: “Não faças mal algum ao teu servo Davi, porque ele nunca te ofendeu. Ao contrário, o que ele tem feito foi muito proveitoso para ti. Arriscou a sua vida, matando o filisteu, e o Senhor deu uma grande vitória a todo o Israel. Tu mesmo foste testemunha e te alegraste. Por que, então, pecarias, derramando sangue inocente e mandando matar Davi sem motivo?”, disse Jônatas para seu pai, Saul. Será que você é bom amigo? Voce tem amigo?
As histórias de Saul, Davi e Jônatas são espelhos em que podemos olhar para nós mesmos e fazer um pequeno exame de consciência sobre como nossas reações estão lidando com os outros.
O Texto Do Evangelho e Suas Mensagens
1. O BemPraticado Nos Protege Da TentaçãoDo Poder
E tambémmuitagenteda Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, do outrolado do Jordão, dos territóriosde Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porquetinham ouvidofalar de tudoo queelefazia” (Mc 3,8).
Segundo Marcosmuitas pessoas foram ao encontro de Jesus pelaseguinterazão: “Ao ouvir o queele fazia”. Nãodiz que “ao ouviro queeledizia” e sim “o queele fazia”. O queJesus fazia se fazia ouvir. Suaprática fazia ruído. Suasobraspara o bem das pessoassãogritantes. Provavelmente o quedizia corria de bocaemboca, porquesuapalavraeraconcreta, referida à prática. Ele acolhe e procurao bemparatodos, semexceção. Seudizer, seguramente, tambémera uma forma de fazer. Dizere fazer, simultaneamente, comoformas de práticaspara Jesus. Seufazer ultrapassa sempreseudizer.
Mesmo quese torne popular e bemconhecidoporseufazer, Jesus não se embriaga do fervorpopular, de aplausos, de triunfalismose de vanglorias. Porisso é queelesempre se retira da multidãoparamantercontatocomseuPaiparanãocair na egolatria, no egoísmoe no egocentrismo. O Reino de Deus é sempre o centrode suaatividade.
Há momentos, na nossavida, nosquaisa únicaformade dizer é fazer. E há tambémmomentos, é verdade, quehá formas de dizerquesãomaiseficazesque muitas formasde fazer. Jesus, emtodocaso, foi sempre orientado à prática, à construção do reinode Deus, à obrade dignificação de pessoas: comsuapalavra, comtestemunhopessoale comaçõesconcretas de libertação. Porisso, com Jesus tudopode mudarparamelhor. É comose nascesse de novo. Elecura. Nas primeiras páginas do evangelhoele é chamado de “o Salvador”, o que dá a saúdede corpo e de alma. Jesus sente o sofrimento dos homens. A compaixão move seucoração. EmJesus se vêumsentidoparaa dor.
Quando umcristão fizer maiso bem do queapenasfalar do bem Jesus faz presente e o bem praticado faz ruído ao redormesmoqueaqueleque o pratica nãodiga nada. O bempraticado e vividoproclamaporsipróprio. O bem praticado se tornapregadorporaqueleque o pratica. O bempraticado sempre atrai parceiros. Quenossamaneirade viver possa fazerruídonãopelomalque cometemos, maspelobemque praticamos silenciosamente.
Estamos neste mundocom o únicoobjetivo: fazero bem e porisso, nósnão podemos deixar de fazer o bememqualqueroportunidade. Mas é fácilserpego na armadilha de pensarque o dia de hojenãoimporta muito, poisainda temos outrosdiaspelafrente. Masuma grandevidanão é nadamaisqueuma seqüência de diasbemvividos, amarrados juntoscomoumbelocolar de pérolas. Cadadiaé importante e contribui paraa qualidade do resultadofinal. O passadose foi, o futurosóexiste na nossaimaginaçãoe, portanto, o diade hoje é tudoo quecadaum tem. Precisamos usá-lo sabiamente para o bem. Nossavidanãoé umensaio. As oportunidades perdidas raramente voltam.
Mas precisamos superarpermanentementea tentaçãocontrao poder, a egolatria, istoé, fazer as coisasemfunçãodo próprioegoe nãoemfunção do bemde todos. É precisonos mantermos emcontatocomDeus, o Únicoquenossalva. Porisso, precisamos imitare olharpara Jesus quesempreprocura o contatocomDeustodavezque a multidãoquerfazerdele umrei. O mundo, ao contrário, aproveita qualquermomentode popularidadeparao benefíciopróprioa custo da maioriaque vive emmiséria.  Comoseguidoresde Cristo precisamos olharparanossavidaounossamaneirade viverparasaberonde estamos a fim de saber se estamos no caminho de Cristoounão.
2. A HumanidadeFaz Caravana Ao EncontroDe Deus
Muitagente da Judéia, de Jerusalém, da Idumeia, do outroladodo Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi atéJesus”, relatou evangelistaMarcos.
Santa Teresa de Ávila dizia: “Quero verDeus”. Todosnóstemos o mesmodesejo, como a multidãoda Judéia, de Jerusalém, da Idumeia, de Tiro, de Sidônia e de outrosterritórios quis iraté Jesus.
A humanidadeé uma imensacaravanaquecaminhaparachegaratéDeus, poissomente n’Ele se encontrao sentido de suaexistência e a plenitudede suavida. Mas no fundoela, porsiprópria, é incapaz de abriro caminho, poisa humanidade tem experiênciade seuspecados, de suasdificuldadesde amar e de rezar. Jesus, como o Caminhoporexcelência(cf. Jo 14,6), ao entrar no céucomsuahumanidade (Mc 16,19; Lc 24,51; At 1,9-10) facilita a humanidade a entrarcomEle (cf. Jo 14,2-6). Jesus nosabre a porta do céudefinitivamente.
3. ComJesus venceremos a Força Destruidora
Vendo Jesus, os espíritosmauscaíam a seuspés, gritando: “Tu és o Filhode Deus!”.  Mas Jesus ordenava severamenteparanãodizerem quemeleera”. É interessante observarquenãoé a multidãoquefaz a exclamação de queJesus é “Filho de Deus” e simsãoos possessos, istoé, as forças do mal. Diante de Jesus queé maisfortedo quequalquerforça do mundo, porser “Filho de Deus”, as forças do malnão aceitam serreduzidas no seupoder, embora se trate de umpoderdestruidordo serhumano. Porisso, elas protestam contraJesus, o Filho de Deus. A presença de Jesus desmascara as forças do malqueatéentão dominavam o serhumano, especialmenteos maisfracos. Masdiantede Jesus e na Suapresençaa força do malperde seupodere suaforça. Não é poracasoquea multidãosemprevai atrás de Jesus, poisestarcomJesus significa estarcoma força das forças.
Vale a penaparanóstambémestarmos com Jesus, poisEle é a forçade nossas forças e a vida de nossas vidas. Através do evangelistaJoão Jesus nos recorda com as seguintespalavras: “No mundotereis tribulações, mastende coragem: Euvenci o mundo!” (Jo 16,33b).
Pedimos ao Senhorquenosdê a forçaoucapacidadepara lutarmos contrao malsobtodas as suasformas: a enfermidade, a ignorância, a fome, o ódio, a indiferença, a desigualdade, a violência, a intolerância, a solidão, o pecadoe outras forças destruidoras da humanidade.
P. Vitus Gustama,svd

Os livros de fantasia podem nos fazer mal?

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O curso ao qual Padre Paulo Ricardo está dando andamento sobre “O Senhor dos Anéis dá ocasião de respondermos a alguns questionamentos importantes. Em nossa primeira transmissão ao vivo, uma dúvida anônima, que é certamente a de muitas pessoas, versava o seguinte:

Para aquelas pessoas que não perceberam e não sabem desta chave de leitura cristã de “O Senhor dos Anéis”, até que ponto mergulhar nesse mundo fictício contribuiria para seu desenvolvimento espiritual cristão? E como um mundo mágico desta natureza e que encanta, poderia não abrir os corações dos jovens para uma nova filosofia de vida mágica, de mistérios e poderes ocultos, nesta sociedade do “tudo, menos Deus”?

A preocupação deste aluno podia muito bem ser a de um pai ou de um educador. Existe por parte de muitos formadores o receio de que essa imersão na literatura fantástica acabe conduzindo crianças e adolescentes ao mundo do ocultismo.

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A preocupação, reconheçamos, tem sua razão de ser. Tolkien iniciou, de fato, todo um gênero literário, que ficou bastante famoso e que se tornou uma verdadeira indústria de livros, mas isso não significa que tudo quanto saia da pena de escritores de fantasia seja belo, bom e justo.

A esta indagação, no entanto, o próprio J. R. R. Tolkien respondeu, certa vez, do seguinte modo:

A Fantasia pode, é claro, ser levada ao excesso. Pode ser malfeita. Pode ser posta a serviço de fins maus. Pode mesmo iludir as mentes das quais veio. Mas de que coisa humana neste mundo caído isso não é verdade? Os homens conceberam não apenas elfos, mas imaginaram deuses, e os adoraram, adoraram mesmo aqueles mais deformados pelo próprio mal de seus autores. Mas eles fizeram falsos deuses com outros materiais: suas idéias, suas bandeiras, seus dinheiros; até suas ciências e suas teorias sociais e econômicas exigiram sacrifício humano. Abusus non tollit usum. A Fantasia permanece um direito humano; criamos na nossa medida e ao nosso modo derivativo, porque fomos criados: e não apenas criados, mas criados à imagem e semelhança de um Criador. [1]

Esperamos que essa resposta esclarecedora, vinda do próprio “senhor da fantasia”, ajude nossos alunos e visitantes a entenderem que histórias de ficção não são más em si mesmas, assim como não é mau o facão que um açougueiro pode usar tanto para cortar carne quanto para matar alguém, assim como não é mau o álcool do vinho que Cristo deu aos convidados das bodas de Caná (cf. Jo 2, 1-11).

Não, o abuso que muitos fazem de determinadas coisas não as torna ruins. Continuamos devendo usar de modo sensato os bens que Deus colocou à nossa disposição. Sem os endeusarmos. Sem os demonizarmos indevidamente. “Idolatria se comete”, afinal, “não somente pela instituição de falsos deuses, mas também, pela instituição de falsos demônios; fazendo os homens temerem a guerra e o álcool, ou a lei econômica, quando eles devem temer a corrupção espiritual e a covardia” [2].

Como vencer a nós mesmos?

Está cansado da caminhada? Pensa em desistir? Nada disso! Tenha paciência! Não desanime, faça a sua parte e conte com a de Deus. Jesus disse que “a carne é fraca” (Mt 26,41); carne na Bíblia significa a nossa natureza humana, fraca, miserável, depois que o pecado entrou em nossa história. Todos nós experimentamos isso, até…

O porquê do domingo

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No domingo os cristãos celebramos uma obra maior do que a criação dos céus e da terra: a nossa própria redenção, a maior das obras de Deus.

É PRECISO CAMINHAR 2018-01-16 18:01:00

17/01/2018
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SALVAÇÃO DO HOMEM ESTÁ ACIMA DA LEI E DA CRENÇA
Quarta-Feira da II SemanaComum
Primeira Leitura: 1Sm 17,32-33.37.40-51
Naqueles dias, 32 Davi foi conduzido a Saul e lhe disse: “Ninguém desanime por causa desse filisteu! Eu, teu servo, lutarei contra ele”. 33 Mas Saul ponderou: “Não poderás enfrentar esse filisteu, pois tu és só ainda um jovem, e ele é um homem de guerra desde a sua mocidade”. 37 Davi respondeu: “O Senhor me livrou das garras do leão e das garras do urso. Ele me salvará também das mãos deste filisteu”. Então Saul disse a Davi: “Vai, e que o Senhor esteja contigo”. 40 Em seguida, tomou o seu cajado, escolheu no regato cinco pedras bem lisas e colocou-as no seu alforje de pastor, que lhe servia de bolsa para guardar pedras. Depois, com a sua funda na mão, avançou contra o filisteu. 41Este, que se vinha aproximando mais e mais, precedido do seu escudeiro, 42 quando pôde ver bem Davi desprezou-o, porque era muito jovem, ruivo e de bela aparência. 43 E lhe disse: “Sou por acaso um cão, para vires a mim com um cajado?” E o filisteu amaldiçoou Davi em nome de seus deuses. 44 E acrescentou: “Vem, e eu darei a tua carne às aves do céu e aos animais da terra!” 45 Davi respondeu: “Tu vens a mim com espada, lança e escudo; eu, porém, vou a ti em nome do Senhor todo-poderoso, o Deus dos exércitos de Israel que tu insultastes! 46 Hoje mesmo, o Senhor te entregará em minhas mãos, e te abaterei e te cortarei a cabeça, e darei o teu cadáver e os cadáveres do exército dos filisteus às aves do céu e aos animais da terra, para que toda a terra saiba que há um Deus em Israel. 47 E toda esta multidão de homens conhecerá que não é pela espada nem pela lança que o Senhor concede a vitória; porque o Senhor é o árbitro da guerra, e ele vos entregará em nossas mãos”. 48 Logo que o filisteu avançou e marchou em direção a Davi, este saiu das linhas de formação e correu ao encontro do filisteu. 49 Davi meteu, então, a mão no alforje, apanhou uma pedra e arremessou-a com a funda, atingindo o filisteu na fronte com tanta força, que a pedra se encravou na sua testa e o gigante tombou com o rosto em terra. 50 E assim Davi venceu o filisteu, ferindo-o de morte com uma funda e uma pedra. 51 E, como não tinha espada na mão, correu para o filisteu, chegou junto dele, arrancou-lhe a espada da bainha e acabou de matá-lo, cortando-lhe a cabeça. Vendo morto o seu guerreiro mais valente, os filisteus fugiram.
Evangelho: Mc 3,1-6
Naquele tempo, 1Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia aliumhomemcoma mãoseca. 2Algunso observavam paraver se haveria de curaremdia de sábado, para poderem acusá-lo. 3Jesus disse ao homemda mãoseca: “Levanta-te e fica aqui no meio!”  4E perguntou-lhes: “É permitidono sábadofazero bemoufazer o mal? Salvar uma vidaou deixá-la morrer?” Maselesnada disseram. 5Jesus, então, olhou ao seuredor, cheiode ira e tristeza, porque eram durosde coração; e disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mãoficou curada. 6Ao saírem, os fariseuscom os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contraJesus, a maneiracomohaveriam de matá-lo.
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É Preciso Estar Com Deus Para Vencer Todas As Batalhas Da Vida
Tu vens a mim com espada, lança e escudo; eu, porém, vou a ti em nome do Senhor todo-poderoso, o Deus dos exércitos de Israel que tu insultastes! Hoje mesmo, o Senhor te entregará em minhas mãos, e te abaterei e te cortarei a cabeça, e darei o teu cadáver e os cadáveres do exército dos filisteus às aves do céu e aos animais da terra, para que toda a terra saiba que há um Deus em Israel”, disse Davi ao gigante Golias.
A Primeira Leitura nos relata a vitória de Davi sobre o gigante Golias, o filisteu. A vitória do jovem Davi contra o gigante Golias é um dos episódios bíblicos mais populares e se converteu no símbolo de como o débil, o fraco diante dos olhos do mundo e não diante dos olhos de Deus é capaz de humilhar às vezes o mais forte. “Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes”, disse a Mãe do Senhor no seu Magnificat. “Se Deus é por nós, quem será contra nós …  Somos mais fortes que vencedores pela virtude daquele que nos amou”, escreveu São Paulo aos romanos (Rm 8,31.37). Não sabemos bem como entrou Davi ao serviço do rei Saul. Mas o que o relato quer sublinhar é a intervenção de Deus em sua vitória.
A tese que o autor do livro de Samuel que estabelecer, como lição para todas as gerações, é posta nos lábios: “Tu vens a mim com espada, lança e escudo; eu, porém, vou a ti em nome do Senhor todo-poderoso, o Deus dos exércitos de Israel que tu insultastes! E toda esta multidão de homens conhecerá que não é pela espada nem pela lança que o Senhor concede a vitória; porque o Senhor é o árbitro da guerra, e ele vos entregará em nossas mãos”.
O Salmo Responsorial (Sl 143) faz eco para a Primeira Leitura: “Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, nas dez cordas da harpa louvar-vos, a vós que dais a vitória aos reis e salvais vosso servo Davi”.
Da Primeira Leitura aprendemos que Deus sempre tem caminhos cheios de surpresas. Ele usa o débil para derrotar o aparente forte diante dos olhos do mundo e fraco diante dos olhos de Deus por sua arrogância pelo fato de insultar Deus. Tanto no AT como no NT Deus se serve, às vezes explicitamente dos mais débeis ou fracos para conseguir seus planos e assim podemos entender que não são nossas forças que salvam o mundo e sim a misericórdia gratuita de Deus.
Infelizmente, tendemos a confiar mais na técnica, em nossas habilidades e nos nossos meios materiais. E pensamos que quanto mais modernos forem, melhor será o resultado. Mas a eficácia em todas as nossas empresas, em todos os nossos planos Deus nos dá: “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5). Quantas vezes o mais débil e humilde, confiados em Deus, conseguiram o que os fortes não poderam.
Da história do pequeno jovem Davi contra o gigante Golias aprendemos que em nossa luta contra o mal ás vezes há a desigualdade entre as forças que temos e o poderoso mal que devemos superar. Mas jamais nos esqueçamos que Deus é nosso Força, nossa Rocha. Temos que pedir a Deus conscientemente no Pai-Nosso: “Livrai-nos do mal e não nos deixeis cair em tentação”. Somente assim é que ganharemos novas forças para continuar nossa luta. Com Deus nada se perde. Com Deus tudo se ganha.
Deus não está impressionado com a aparência ou com a grande estatura das pessoas ou do mundo. Deus nos salva sem usar armas feitas por nossas mãos. Deus somente quer que confiemos nele, naquele momento, Sua vitóris será nossa vitória, pois quem é como Deus? não é técnica, nem as armas complicadas que nos fortalecem, mas Deus que, apesar das nossas fraquezas, sempre estará conosco. O Senhor veio como nosso Salvador. Através de sua morte na cruz, o Senhor esmagou a cabeça do nosso inimigo. Quando confiramos no Senhor, cedo ou tarde a vitória chegará.
A Salvaçao Do Homem Está Acima Da Lei
O Reinode Deus propõe a reconstruçãodo serhumanode modointegral(de dentro e de fora). Nosevangelhosse vê simbolicamente que esta reconstruçãovai sucedendo gradualmente: uma vez, a cura de suavista, outravez, de suamão, outransformarsuasaçõesressuscitarquem se encontramorto. Porisso, para Jesus deixar de fazer o bem no dia de sábado, negando uma curaparaumpobreque necessita é pecar. Assim, a dinâmicado Reinotambémé exigente: se nãoreconstruirmos o homem, estaremos colaborando na suadestruição.
Continuamos aindaa acompanhar a controvérsiaentre Jesus, de umlado, e os fariseuse os escribas, de outrolado. O temada controvérsiaaindaestá emtornoda observância do preceitode Sábado. NovamenteJesus quermanifestarsuaconvicçãode que a leido sábado está a serviçodo homem e nãoo contrário. Porisso, diantede seusinimigosque espiam suasatuações Jesus curao homem do braçoparalisado. E Jesus o fez provocativamente dentrode uma sinagoga no diade sábado.
O quetem o valorsupremo: a leiouo bem do homeme a glória de Deus? Esta é a questão nessa controvérsia. Emsualutacontraa mentalidade legalista dos fariseus, ontemJesus disse: “O sábado foi feitopara o homem, e não o homempara o sábado”. HojeJesus aplica o principio paraumcasoconcretocontra a interpretaçãoquealgunsfaziam que preocupados maiscom uma leiminuciosado quecomo bem das pessoas, sobretudo, comos que sofrem.
É permitidono sábadofazero bemoufazer o mal? Salvar uma vidaou deixá-la morrer?”. Essa foi a pergunta de Jesus aos fariseus.
Como jásabemos que o Sábadoeraumdos preceitosdivinosmaisclarose maisindiscutíveis. O Sábadoerauma espécie de documentode identidade do Povoeleito. Suaobservânciaestava rigidamente regulada. Algumas exceções eram admitidas pormotivos de particulargravidade. Porexemplo, erapermitidosalvara vidacoma fuga, ajudarumhomememperigoou uma mulhercomdoresde partoouemcaso de incêndio e assimpordiante. Porém, de qualquerforma tratava-se semprede exceções a uma regra.
Para Jesus, ao contrario, o quemudaé a regra. A lei, sim, maso legalismo, não. A leié uma necessidade. Porém, atrás de cadalei deve respiraramor e respeitoao homemconcreto. Atrás da letraestá o espírito e o espíritodeve prevalecersobrea letra. ParaJesus o bem do homemestá acima da observânciado Sábado, e isso, nãosomenteemcaso de perigo de morte, masemqualquersituação. “Portanto, é licito fazero bemtambémno Sábado” (Mt 12,12b). Jesus proclama, assim, o valorabsolutodo amor. Jesus recorda a todosqueparaDeus o maisimportanteé o homem, o bemdo homem e nãoa regraporregraouleiporlei. Nãosomentesalvar a vida do homem e simsimplesmentefazer o bem a ele. A leisuprema da Igrejade Cristosãoas pessoas, a salvação das pessoas. Se nãoa Igreja perderia suarazão de existir. A glória de Deusestá sempre e unicamente no bem do homem. Não se trata de exaltar o homemconstituindo-lhe centro das coisas. Mastrata-se de conhecermaisfundo o coraçãode Deusqueama o homema ponto de enviarseuFilhounigênito a fimde que o homemseja salvo (Jo 3,16). O poderde Deus se manifestano amor e nisto está suahonra. Para Jesus a observânciado Sábado deve celebraresseamorfraterno e nãodesmenti-lo nem negá-lo. Assim, mais uma vez, Jesus quermanifestarsuamaneira de viverde que a leido sábado está a serviçodo homem e nãoo contrário.
“Havia, na Sinagoga, umhomemcom a mãoseca. ‘Estende a mão’, disse Jesus. O homemcom a mãoseca a estendeu e a mãoficou curada”, assim relatou o evangelistaMarcos.
Na antropologiabíblica, a mão está carregada de simbolismo. A mãoestá ligada à idéiade força e de poder. Estar na mãodo outro significa estarsob o seupoder. A mãodireitaerasinal de força, de sabedoria e de fidelidade. Como rezamos no Credo: Jesus “ressuscitou ao terceirodia, subiu aos céus; está sentado à direitade DeusPaitodo-poderoso…”. Istoquerdizerque Jesus mostrou suafidelidadeà vontade de DeusPaiatéo fim. Jáa mãoesquerdaerasinalde fraqueza, de ignorânciae de desgraça.
O homemdo texto do evangelhode hoje está coma mãoseca. É umhomemseminiciativae incapaz de lutarporseusdireitos, e porisso, é uma vitima da desumanização. Jesus é Deusquesalva. Porisso, eletomainiciativaparacurar o homem a fim de humanizá-lo novamente. Com a mãocurada, o homemvoltaa teraptidãoparafazer o bem. Ao colocar o homemno meio das pessoas, Jesus querrecordara todosquequalquerpessoadeve ser respeitada, protegida, defendida, levadaemconsideraçãoacimade qualquerleiporsagradaqueelapareça ser e acimade qualquercrença. Todareligiãodeve se preocuparcoma salvação do homem e nãocom a salvação de umas regras.
Jesus quernosrelembrarque nenhuma religiãoou nenhuma práticareligiosa pode impediro encontrofraternoe a vivência do amore do respeitomútuosnem pode impedirserviçosolidário. Ao contrário, os quepraticam religião devem tercadaveza sensibilidadehumana, devem sermaishumanos e irmãosparacom os demais. A passagemparachegar ate Deuspassanecessariamente peloirmão. O próximo é a passagemobrigatóriaparachegar ao céu. Qualquerumpode nãoencontrarDeus, masnão tem comonão se cruzarcom o próximo. O próximo é ocasiãode salvação paramimcomotambémsou uma ocasião de salvação para o outro. No sentido bíblico, será queminhamão, suamãoestá paralisada? O que deve se fazerparadeixarde ficar paralisada?
P. Vitus Gustama,svd

Dez ensinamentos dos santos doutores da Igreja sobre a Igreja

Nada melhor do que aprender sobre a Igreja com estes grandes mestres… 1. “A Igreja recebeu as chaves do Reino dos Céus para que se opere nela a remissão dos pecados pelo sangue de Cristo e pela ação do Espírito Santo. É nesta Igreja que a alma revive, ela que estava morta pelos pecados. Quem…

Deus quer o seu tempo!

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A Lei evangélica não está isenta de preceitos e práticas exteriores; mas, ao contrário da Lei antiga, o seu perfeito cumprimento deve partir de um coração que ama e obedece por amor.

Como você corrige as pessoas?

É um dever e uma necessidade corrigir aqueles que amamos, mas isso precisa ser feito de maneira correta! Como você corrige seu filho, seu esposo, sua esposa, seu empregado, seu colega, seu subordinado de modo geral? É um dever e uma necessidade corrigir aqueles que amamos, mas isso precisa ser feito de maneira correta. Toda…

A iniciativa do amor de Deus

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As práticas de vida cristã perdem sentido se nos esquecemos de foi Deus quem nos amou primeiro e que as nossas ações devem ser uma resposta amorosa a essa caridade gratuita.