Mês: dezembro 2017

Uma chave de leitura para entender São João da Cruz

São João da Cruz é enormemente desconhecido em sua doutrina e, quando conhecido, preconceituosamente rejeitado. De leitura difícil e ensinamentos tidos como “radicais”, são muitos os que tendem a considerá-lo inapropriado ou ultrapassado para os homens de nossa época. Por isso, nesta pregação, Pe. Paulo Ricardo oferece uma importante chave de leitura a todos os católicos que desejam conhecer este grande Doutor da Igreja.

O Natal não é a festa de aniversário de Jesus

Dom henrique soares lateral

Alguns pensam que celebrar o Natal é comemorar o aniversário de Jesus; alguns chegam até a cantar “parabéns pra você”! Coisa totalmente fora de propósito, contrária ao sentimento da Igreja e fora do sentido da celebração dos cristãos. Então, se não celebramos o aniversário de Jesus, o que fazemos no Natal?

Antes de tudo é necessário entender o que é a Liturgia, a Celebração da Igreja.

Vejamos. O nosso Deus, quando quis nos salvar, agiu na nossa história. Primeiramente agiu na história de toda a humanidade, guiando de modo secreto e sábio todos os seres humanos e sua história. Basta que pensemos nos santos pagãos do Antigo Testamento — santos que não pertenceram ao povo de Israel: Sto. Abel, Sto. Henoc, São Matusalém, São Noé, São Melquisedec, São Jó, São Balaão… Nenhum destes pertencia ao povo de Deus… e no entanto, Deus agia através deles… Depois, Deus agiu de modo forte, aberto, intenso na história do povo de Israel, com as palavras de fogo dos profetas, com a mão estendida e o braço potente nas obras maravilhosas em benefício do seu povo eleito.

Dom Henrique Soares é bispo da Diocese de Palmares, Pernambuco.

Finalmente, Deus agiu de modo pleno e total, fazendo-se pessoalmente presente, em Jesus Cristo, que é o cume, o centro e a finalidade da revelação e da ação de Deus: em Jesus, tudo quanto Deus sonhou para nós se realizou de modo pleno, único, absoluto, completo e definitivo! Então, o nosso Deus não se revela principalmente com ensinamentos, com doutrinas e conselhos, mas com ações concretas e palavras concretas de amor! E tudo isso chegou à plenitude na vida, nos gestos, palavras e ações de Jesus Cristo!

Pois bem: são estas obras salvíficas de Deus, realizadas de modo pleno em Jesus, que nós tornamos presente na nossa vida quando celebramos a Santa Liturgia, sobretudo a Eucaristia! Na força do Espírito Santo de Jesus, através das palavras, dos gestos e dos símbolos litúrgicos, os acontecimentos do passado — todos resumidos em Cristo: na sua Encarnação, no seu Nascimento, Ministério, Morte e Ressurreição e no Dom do seu Espírito — tornam-se presentes na nossa vida.

Vejamos, agora, o caso do Natal. Quando a Igreja celebra as cinco festas do Natal, ela quer celebrar não o aniversarinho do menininho Jesus… O que ela quer fazer e faz é tornar presente para nós, na força do Espírito Santo, a graça da vinda do Cristo! Celebrando a liturgia do Natal, o acontecimento do passado (a Manifestação do Filho de Deus) torna-se presente no hoje da nossa vida! Na liturgia do Natal a Igreja não diz: “Há dois mil anos nasceu Jesus”! Nada disso! O que ela diz é: “Alegremo-nos todos no Senhor: hoje nasceu o Salvador do mundo, desceu do céu a verdadeira paz!” (Antífona de Entrada da Missa da Noite do Natal).

Então, celebrando as santas festas do Natal, celebramos a Manifestação do Salvador no nosso hoje, na nossa vida, no nosso mundo! A liturgia tem essa característica: na força do Santo Espírito torna presente realmente, de verdade, aquele acontecimento ocorrido no passado. Não é uma repetição do acontecimento, nem uma recordação! É, ao invés, aquilo que a Bíblia chama de memorial, isto é, tornar presente os atos de salvação de Deus!

Agora vejamos: a Eucaristia é a celebração, o memorial da Páscoa do Senhor. Como é, então, que no Natal a gente celebra a Missa, que é a Páscoa? Como é que já no Natal a Igreja mete a celebração da Páscoa? É que a Eucaristia não é simplesmente a celebração da paixão, morte e ressurreição de Cristo! Essa seria uma idéia muito mesquinha, estreita! Em cada Missa é todo o mistério da nossa salvação que se faz presente, é tudo aquilo que Deus realizou por nós, desde a criação até agora… e tudo isso tem o seu centro em Jesus: na sua Encarnação, na sua vida e na sua pregação, e alcança seu cume na sua morte e ressurreição, na sua ascensão e no dom do Santo Espírito. Então, celebramos as cinco festas do Natal celebrando a Missa, porque aí o mistério, o acontecimento da nossa salvação se torna presente e atuante na nossa vida.

Voltando para casa após a Missa do Natal, podemos dizer: “Hoje eu vi, hoje eu ouvi, hoje eu experimentei, hoje eu testemunhei e hoje eu anuncio: nasceu para nós, nasceu para o mundo um Salvador! Ele veio, ele não nos deixou, ele se fez nosso companheiro de estrada!” Celebrando a Eucaristia do Natal, recebemos a graça do Natal, entramos em comunhão com o Cristo que veio no Natal, porque recebemos no Corpo e Sangue do Senhor o próprio Cristo que nasceu para nós, e, agora, Cristo ressuscitado, pleno do Santo Espírito! É incrível, mas a graça do Natal chega a nós mais do que chegou para Maria e José e os pastores e os magos. Porque eles viram um menininho no presépio, enquanto nós o recebemos dentro de nós, seu Corpo no nosso corpo, seu Sangue no nosso sangue, sua Alma na nossa alma, seu Espírito no nosso espírito… e não mais um menininho frágil, com esta nossa vidinha humana, mas o próprio Filho agora glorificado, com uma natureza humana imortal e gloriosa, que nos transformará para a vida eterna.

Então, que neste Natal ninguém cante parabéns para o Menino Jesus, nem fique com inveja dos pastores e dos magos… Também para nós hoje nasceu um Salvador: o Cristo ressuscitado, glorioso, que recebemos no seu Corpo e Sangue e cujo mistério celebramos nos gestos, palavras e símbolos da liturgia!

O Sermão Eclesiástico

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Nesta nova aula do nosso curso sobre os Evangelhos Sinóticos, você irá aprender quais os dois caminhos que Jesus nos abre para, como membros da Igreja, chegarmos ao Reino dos Céus.

Trata-se de um comentário do Pe. Paulo Ricardo ao quarto sermão do Evangelho segundo São Mateus, tradicionalmente chamado de Sermão Eclesiástico. Assista, conheça algumas das dificuldades interpretativas relacionadas a este texto sagrado e, acima de tudo, penetre o significado espiritual que têm as palavras de Nosso Senhor!

Grandes ensinamentos do humilde São João da Cruz

Dia 14 de dezembro a Igreja celebra sua memória litúrgica  Seu nome era João de Yepes, espanhol. Foi um dos santos mais desconcertantes e ao mesmo tempo mais transparente da mística moderna. Era vinte e sete anos mais jovem do que sua amiga Santa Teresa de Ávila, que o chamava de seu “pequeno Sêneca”, por…

É PRECISO CAMINHAR 2017-12-13 20:35:00

16/12/2017
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É PRECISO PURIFICAR MINHA RELAÇÃO COM DEUS E COM O PRÓXIMO NA ESPERA DA VINDA DO REINO DE DEUS
Sábado da II Semana do Advento
Primeira Leitura: Eclo 48,1-4.9-11
Naqueles dias, 1 o profeta Elias surgiu como um fogo, e sua palavra queimava como uma tocha. 2 Fez vir a fome sobre eles e, no seu zelo, reduziu-os a pouca gente. 3 Pela palavra do Senhor fechou o céu e de lá fez cair fogo por três vezes. 4 Ó Elias, como te tornaste glorioso por teus prodígios! Quem poderia gloriar-se de ser semelhante a ti? 9 Tu foste arrebatado num turbilhão de fogo, num carro de cavalos também de fogo, 10 tu, nas ameaças para os tempos futuros, foste designado para acalmar a ira do Senhor antes do furor, para reconduzir o coração do pai ao filho, e restabelecer as tribos de Jacó. 11 Felizes os que te viram, e os que adormeceram na tua amizade!
Evangelho: Mt 17,10-13
Ao descerem do monte, 10 os discípulosperguntaram a Jesus: “Porque os mestresda Lei dizem queElias deve virprimeiro?” 11 Jesus respondeu: “Elias vem e colocará tudoemordem. 12 Ora, euvos digo: Elias jáveio, maselesnãoo reconheceram. Ao contrário, fizeram comeletudo o quequiseram. Assimtambémo Filho do Homemserá maltratado poreles”. 13 Entãoos discípulos compreenderam que Jesus lhesfalava de João Batista.
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Palavras Proféticas São Palavras Que Purificam Para Poder Encontrar-se Com o Salvador
O profeta Elias surgiu como um fogo, e sua palavra queimava como uma tocha”.
O texto da Primeira Leitura foi escolhido para corresponder com a leitura do Evangelho. No tempo de Jesus, o retorno de Elias era esperado. Os escribas se apoiaram num texto de Malaquias (3, 23), tomado em um sentido material: “Eis que vos enviarei Elias, o profeta, antes que chegue o Dia de Javé, grande e terrível”. Eles estavam convencidos de que Deus enviaria Elias antes de seu Messias.
A resposta de Jesus é calara: Elias já veio. É João Batista. Mas não o reconheceram como não reconheceram em Jesus o Messias. É uma excelente ocasião de aprender dos lábios de Jesus que não se devem interpretar todas as passagens da Sagrada Escritura de um modo demasiado simples, liberal ou infantil. Temos aqui um excelente exemplo de interpretação dos sinais dos tempos que o próprio Jesus nos dá. Existe uma maneira superficial de olhar a história e os acontecimentos.
Muito mais frequentemente do que pensamos, através de muitas pessoas e de muitos acontecimentos, há muitas vindas de Deus para restaurar o mundo, em geral e para restaurar nossa vida em particular. Aceitar, reconhecer esses “profetas” não é fácil. E há tantos falsos profetas nos nossos dias! No entanto, eles podem ser reconhecidos por seus frutos. O teste decisivo sempre será, e até o fim, o amor de Deus e dos outros na concretude da vida. Trata-se de um amor universal.
O profeta Elias surgiu como um fogo, e sua palavra queimava como uma tocha”.
O fogo é uma imagem constante na Bíblia para simbolizar Deus. No Sinai, Deus se manifestou no fogo da tormenta. É natural que o portador da vontade divina tenha um rosto de fogo. O fogo será o instrumento da última purificação dos últimos tempos. Essa imagem sugestiva provem seguramente do fato de que, nos sacrifícios primitivos, o fogo era o elemento que unia o homem a Deus. O fogo “comia” logo a vítima para consumar a comunhão com Deus.
João Batista Nos Chama a Criarmos a Harmonia com Deus e Com o Próximo
Depois da transfiguração (Mt 17,1-8), Jesus desce do monte, mascontinua conversando comseusdiscípulos. Um dos assuntosdessa conversa é sobreo profeta Elias bemconhecidoentreo Povo eleito e bemadmirado pelasualutacontraa corrupçãosocial, principalmente, pelasualutaparadefender o monoteísmocontraqualquertipode idolatria e o panteísmo. O povo eleito considera Elias comoumprofetacujapalavra é semelhanteao fogo. Porémnãoparaqueimarouaniquilar e simparapurificar o Povo de Deus, pois a palavraqueele anuncia é a Palavra de Deus. E a força da Palavrade Deusnuncaé devastadora, poiselatem uma função de purificare de transformarqualquerpecadoremfilho de Deusnovamente. A Palavrade Deus ilumina qualquermenteescuraparavoltar a enxergar a beleza da vida: “Tua palavra(Senhor) é lâmpadapara os meuspés, e luzpara o meucaminho” (Sl 118,105).
Entre os rabinos e os escribashá discussõessobreo regresso do profetaElias antes do juízo. A discussão se baseia na profeciado profeta Malaquias: “Eis quevos enviarei Elias, o profeta, antesque chegue o Diade Iahweh, grande e terrível. Ele fará voltaro coração dos paispara os filhose o coração dos filhospara os pais, paraqueeunão venha ferir a terracomanátema” (Ml 3,23-24). Pararecusara messianidade de Jesus, os escribasdiziam que Elias nãotinha vindo ainda. Dentro desta afirmação percebemos a objeção da fé cristã emsuasprimeiras discussões na Igrejaprimitiva.
Jesus aceita a teseda volta do profetaElias, porémnegaqualquervisãode fantasiabemdifundida entre o povosobre essa volta. Emvezdisso, Jesus convida seusdiscípulos a discernirem o planode Deusqueestá se manifestando diante de seusolhos. “Elias vem e colocará tudoemordem… Elias jáveio, maselesnãoo reconheceram”, afirma Jesus. Na primeiraafirmação Jesus usa o verbo “vir” no presente no sentido de queé verdadequeElias precederá ao Messias. Na apocalíptica judaica, Elias devia virpara “pôr tudoemordem” em Israel paraque a vinda do Messias tivesse lugaremmeioda alegria de umpovo purificado. A figurade Elias se encaixa perfeitamente na missão de João Batistacomo o Precursordo Messias.
Para levaros discípulos à urgênciade conversão, Jesus identifica, então, expressamenteo profeta Elias comJoão Batista, o ultimo grandeprofetado AntigoTestamento. Os discípulos compreendem, naquele momento, essa identificação: “Então os discípuloscompreenderam que Jesus lhes falava de João Batista”(Mt 17,13). Porém, maistardeelesvãocairnovamente na incompreensãoe incredulidade (cf. Mt 15,20).
João Batistaé uma das figurasmaismarcantes e predominam durante o Advento, na preparação a vindado Deusencarnado. Emanalogiacom a missãodo profeta Elias, João Batistaquerenfatizardoispontosimportantes. Em primeirolugar, minharelaçãocomDeus. EuprecisovoltarparaDeusquemeamapormimmesmoincondicionalmente, poisDeusemsimesmojá é perfeito. Sou euquepreciso aproximar-me de Deusparaqueeu seja umreflexo do amor de Deuspara o próximo. MeuencontrocomDeus é sempreumencontro de doisamores: o amoreterno de Deuspormim e meuamorporDeus(voltei a amar o Amoreternoparaqueeu seja eterno). MeuamorparaDeus é muitomaisparamimmesmo do queparaDeusque é o próprioAmor (cf. 1Jo 4,8.16). Amando eumetornarei amoroso e amável.
Mas nãobastaterboa relaçãocomDeus. Porisso, João Batistame convida paraque sane minhasrelaçõescomos outroshomens, commeupróximo. Trata-se da minharelaçãocomos outros, poispróximo é a passagemobrigatória ao encontrode Deus. Dianteda divisão e do ódioeuprecisomeregenerarno amor e na unidade. Diante da exclusãoeuprecisoreafirmar a comunhão, a participação, a fraternidade e a solidariedade. Diante da irresponsabilidadeculpável, euprecisoviver e proclamar a verdade da responsabilidade ao viver de acordo com os valores. Diante da violência e da discórdia eu preciso me reconciliar e me renovar na paz comigo mesmo, com Deus e com o próximo. Diante da escravidão do pecado eu preciso apostar firmemente na liberdade de filhos de Deus.
Por isso, um dos grandes ministérios que nos é recomendado em qualquer comunidade cristã, especialmente no tempo forte liturgicamente é o ministério de reconciliação. Esta é uma das mais importantes tarefas e um dos melhores testemunhos que podemos ou possamos dar para o nosso mundo (comunidade, grupo, pastoral, movimento etc.) tão dividido pelo egoísmo, pelo ódio, pela injustiça, pela violência e pela guerra. A própria experiência humana, do ponto de vista antropológico, reclama reconciliação. Por isso, a reconciliação não deixa de ser também uma necessidade antropológica. Reconhecemos que não é fácil perdoar como ser perdoado, pois a reconciliação exige uma mudança no ofensor e no ofendido simultaneamente. O ofensor não fica perdoado porque o ofendido esquece a ofensa recebida e sim porque ambos se reencontram no amor.
Neste sentido, eu preciso deixar-me interpelar por João Batista cuja voz queima as impurezas em mim. João Batista é, como o profeta Elias, fogo irresistível, profeta cuja palavra ilumina meu caminho e o da minha comunidade. Além disso, eu preciso estar consciente de que como Elias e João Batista foram perseguidos pelos poderosos e não compreendidos pelos seus contemporâneos, eu posso ter a mesma sorte. Mas ao mesmo tempo, apesar de tantas oposições e obstáculos, a Palavra de Deus sairá vitoriosa. Por isso, viver sem confiar na Palavra de Deus deve ser impossível.  A Palavra de Deus será plena em nós quando estivermos plenamente na Palavra de Deus” (Santo Agostinho. Serm. 1, 133).
P. Vitus Gustama,svd

É PRECISO CAMINHAR 2017-12-13 17:33:00




15/12/2017
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VIVER CONFORME OS MANDAMENTOS DO SENHOR PARA VIVER COMSABEDORIA
Sexta-feirada II Semana do Advento
Primeira Leitura: Is 48,17-19
17 Isto diz o Senhor, o teu libertador, o Santo de Israel: “Eu, o Senhor teu Deus, te ensino coisas úteis, te conduzo pelo caminho em que andas. 18 Ah, se tivesses observado os meus mandamentos! Tua paz teria sido como um rio e tua justiça como as ondas do mar; 19 tua descendência seria como a areia do mar e os filhos do teu ventre como os grãos de areia; este nome não teria desaparecido nem teria sido cancelado de minha presença”.
Evangelho: Mt 11,16-19
Naquele tempo, disse Jesus às multidões: 16 “Comquem vou comparar esta geração? Sãocomocrianças sentadas nas praças, quegritam para os colegas, dizendo: 17 ‘Tocamos flautae vósnãodançastes. Entoamos lamentações e vósnãobatestes no peito!’ 18 VeioJoão, quenemcome e nem bebe, e dizem: ‘Ele está comumdemônio’. 19 Veio o Filho do Homem, que come e bebe e dizem: ‘É umcomilão e beberrão, amigo de cobradoresde impostos e de pecadores’. Mas a sabedoriafoi reconhecida combaseemsuasobras”.
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Privação Da Bênção De Deus É O Preço Do Pecado
Se tivesses observado os meus mandamentos! Tua paz teria sido como um rio e tua justiça como as ondas do mar; tua descendência seria como a areia do mar e os filhos do teu ventre como os grãos de areia; este nome não teria desaparecido nem teria sido cancelado de minha presença”.
Is 48,17-19, o texto que lemos na Primeira Leitura de hoje, é uma reprovação a Israel pela sua infidelidade aos mandamentos do Senhor. Durante seis anos de desterro Israel sofreu bastante como consequência do pecado cometido.
O texto quer nos afirmar que todo pecado priva da benção divina. É por isso que toda infidelidade exige o exílio, símbolo da distância de Deus.
Na verdade, o maior pecado do povo não era quebrar os mandamentos de Deus, e sim considerá-los inúteis em sua vida. Prescindir de Deus e de Sua vontade para se converter em seres autônomos sem outra lei do que seu próprio arbítrio ou critério.
Por isso, Deus se apresenta diante do povo para que compreenda o verdadeiro sentido dos mandamentos que deu ao povo: “Ah, se tivesses observado os meus mandamentos!”  Os mandamentos que o Senhor deu para o povo não era para impor um jugo sobre ele, para oprimi-lo com uma carga pesada. Ele os entregou como sinais do caminho para que eles não estivessem equivocados no caminho que o povo deveria seguir. Os mandamentos do Senhor têm como objetivo ensinar o povo para seguir o verdadeiro caminho: o caminho da paz, da justiça e da felicidade.
Se tivesses observado os meus mandamentos! Tua paz teria sido como um rio e tua justiça como as ondas do mar”. Trata-se da preciosa concepção da lei antiga, tão esquecida não só pelos israelitas, mas também por muitos cristãos de nossos dias. O homem, cego por sua autossuficiência egoísta, continua caminhando ao acaso, fazendo o seu caminho, desprezando as indicações do caminho, sem perceber o grande perigo de não alcançar o único objetivo ao qual ele está destinado.
Apesar de todas as nossas recusas, de todas nossas faltas de amor, Deus quer nossa felicidade, nossa justiça, nossa retidão, nossa santidade. Deus quer que nossa vida seja fecunda. Mas há somente uma condição: estar atento aos mandamentos do Senhor.
O mal não tem rosto porque ele pode tomar o ser de qualquer um de nós. Ninguém está isento da possibilidade do mal. O mal é tudo que serve à morte; tudo que sufoca a vida, estreita-a, e corta-a em pedaços.  As principais ameaças à nossa sobrevivência vêm de nossa natureza humana interna: são nossas hostilidades, nosso descaso, o egoísmo, o orgulho/a arrogância, prepotência e a ignorância deliberada que põem o mundo em perigo. Por isso, a realidade do mal exige vigilância.
Viver Com Sabedoria Nos Leva à Alegria De Viver e De Conviver
Jesus é umgrandeobservadorda vidacotidiana. Ele contempla tudoe nadaescapade seuolhar. Seuolhar é atento, penetrante e sensívelparatudo e diantede tudo. Jesus é uma pessoaque está sempreligadacomtudo. Eleobserva tudo: a natureza(árvores, aves, flores, plantações, chuva, relâmpago, etc.), as atividades dos homenscomoagrícola, pescaria, agropecuária (ovelha, cabrito, cordeiroetc.), construircasas, casamento, banqueteetc. paradepoistirar alguma liçãopara a própriavida das pessoasde seutempo. Bastalertodas as parábolas de Jesus logo confirmaremos a verdadede tudo o quefoi dito. ParaJesus a vidacotidianacomseusacontecimentos e a naturezaservem como se fosse umgrandelivrodivinoondeelelêpáginaporpágina, diaapósdia, suasmensagensousuasliçõespara a própriavida do homem.
Desta vezJesus noscontasuaobservaçãosobre a atitudede criançasquebrincam nas praças. Comcerteza, umdiaeleobservou as criançasque brincavam emuma praçaquerepetiam o seguinterefrãodurante a brincadeira:“Tocamos flauta e vósnão dançastes. Entoamos lamentações e vósnão batestes no peito!”.Umdiaele usou essa observaçãoparafalar do comportamento de seuscontemporâneosdiantede João Batista e diantedo próprio Jesus.
João Batista, como o Precursor do Senhor, se apresenta como um homem austero, que não comia comidas cotidianas nem bebia bebida alcoólica. Ele comia apenas gafanhotos e o mel silvestre e se vestia de pele de camelo. Por causa disso, seus contemporâneos que tem mentalidade hedonista e que procuram a todo o custo o prazer consideram João Batista como “louco”.
Na verdade, a vida de João Batistaé uma críticaseverasobre o hedonismosemfreioquecausatristezapara tantas pessoasqueacabam vivendo uma vidasolitáriamesmoquese encontrem no meio da multidãoou no meio de uma festa, e que sacrificam tantas pessoasemnome do seuprazer. Nossocoraçãonãoestá sedento de prazer, de poder, de fama, de riqueza e sim de sentido. O quenos frustra e tiraa alegria de viveré a faltaoua ausência de significadode nossavida. Não passamos a serfelizes perseguindo a felicidade. Nósnos tornamos felizesvivendo uma vidaquesignifique alguma coisa. Geralmente, as pessoasmaisfelizesqueconhecemos são aquelas que se esforçam para serem generosas, solidárias, compassivas, prestativas, atenciosas, confiáveis, mansas, amorosas… Quemdesejarfazer a experiênciada verdadeira e autentica alegria, deve aprenderprimeiro a renunciar à intemperança e aos prazeresefêmeros, deixar de pensarsóemsimesmo e nosseusinteresses. Ao fazeralguémfeliz, nós seremos felizesverdadeiramente.
Jesus veiocomseuprojeto de felicidade(cf. Mt 5,1-12), trouxe a vidaemabundânciaparatodos (cf. Jo 10,10), anunciou a igualdade (cf. Mt 20), poistodossãofilhose filhas de Deus, e porisso, comia e bebia comos excluídos da sociedade (pecadores, publicanos, prostitutas, doentes etc.). Ele anunciava umDeusquesó é bom, quenãoexclui nemcastigaquem errou, queconvida para a festacomEletodos os homenssejam bons sejam maus(Mt 22,10; Mt 5,45). Em outras palavras, Jesus ensinaos homens o passode dançaalegreda vidacomoumprelúdioda felicidadecelesteno banqueteeternocomDeusde Amor (cf. 1Jo 4,8.16). Masporcausa de suamaneira de viver e de conviver, Jesus é chamado de “comilão” e “beberrão”.
Diante do comportamento de seuscontemporâneos Jesus deu uma respostacheiade sabedoria: “Masa sabedoria foi reconhecida combaseemsuasobras”.  Trata-se de umprovérbio.
Quando se fala da sabedoriano mundogrego, e tambémemnossomundo, pensa-se simplesmente na ciência. O mundoda Bíbliapensade maneiradistinta. A sabedoria, semqualificativo nenhum, é a sabedoria de Deus. Comelafaz-se referencia ao plano de Deussobre o mundo e suaexecuçãoatravésdos homens eleitos porDeuspararealizá-lo.
Com o provérbio “Masa sabedoria foi reconhecida combaseemsuasobras”, o evangelistaMateusquerafirmarque, tanto João Batistacomo Jesus sãoagentes na realizaçãodo plano de Deus. A conduta dos doispode parecer equivocada e serjulgada comotalpelosdirigentesdo povojudeuna suaépoca, mas as obrasdos dois (João Batistae Jesus) demonstram que estão na linha da verdade e, portanto, os equivocados sãoos própriosgerentesdo povo. A obrasalvadora que Jesus levou até o fim no mundo demonstra queaquelesqueO recusaram não tinham razão, pois Jesus é a sabedoria de Deus, poisEle é o Verbo de Deus.
O retratode muitoscristãosquenãolevam a serio os ensinamentos de Jesus emsuasvidas pode ser, emparte, o mesmoque os dirigentes do povona época de Jesus. Há pessoasinsatisfeitas crônicas, que se refugiam emsuascríticasou veem somenteo mau na históriae nas pessoas e semprese queixam. A insatisfaçãocrônica conduz a pessoa ao perfeccionismo. Uma pessoaperfeccionista considera inaceitávelqualquercoisaquenão seja perfeito. O perfeccionismoé capaz de roubara felicidade e a alegriade viver. Somos chamados a serexcelentes e nãoperfeccionistas. Excelência é a habilidade de melhorarcontinuamente. E isto supõe a abertura às mudanças, a flexibilidade diante do fracassoe a aceitação dos próprioserros. É possívelser uma pessoafeliz, livre e desfrutar a vidamesmosemserperfeito.  Será queisso é uma expressãode nãoquerermudar?
Masa sabedoria foi reconhecida combaseemsuasobras”. Há duas maneirasde viver sabiamente quese complementam oudoismodos de dançarna vida: a maneirade João Batistaquenoslevaa viver na sobriedade, massemperder a alegriade vivercomoensinou Jesus através da convivênciaamorosacomoos irmãos do mesmoPai do céu. Emtudona vida é precisonos perguntarmos: tem algopositivoparamim e para os que convivem e trabalham comigo ao fazer, ao falar, ao escreverou ao comentar alguma coisa?
Além disso, tudo na vidatem seutempo(cf. Ecl 3,1ss). Reconhecer a horade Deus, o tempooportuno, o tempoda graça, o Kairós é umsinal de sabedoria. Somente os simples de coraçãotêm essa capacidade. Se paraDeustudoé simples, parao simplestudoé divino. A simplicidadeé a transparência no olhar, a retidão no coraçãoe no comportamento e a sinceridade no discurso, sem nenhuma simulação. A simplicidade é a sabedoriados santos e a virtudedos sábios.
Como os contemporâneos de João Batistatambémeusou convidadopelafigura de João Batistaparafazer sinceras obras de penitência. Reconhecer a horade Deus, paramim, significa tiraras máscarasparaviver na transparência, renunciar a olharapenas de umângulosobre a vida e seusacontecimentos, aprender o olhartudo a partir de Jesus Cristo: umolhar de umirmão.
Mas a hora de Deus não é somente a hora da penitência e de mudança de vida. É também a hora do gozo, da alegria que o Evangelho de Jesus nos traz. O gozo evangélico nascerá em mim ao reconhecer que Jesus não se envergonhou de ser chamado de “amigos de publicanos e pecadores”. O perdão que me anuncia não se reduz a uma mera palavra ou uma noticia genérica de Deus diante das minhas falhas e fraquezas, mas que é acontecimento desconcertante, pois Deus continua me amando e voltei a amar o Deus de amor. Apesar de eu ser pecador Deus me convida para o banquete divino. Não se trata de uma festa que se deixa para amanhã. Esta festa para mim é hoje. Eu preciso ouvir atentamente o que o Senhor disse para Zaqueu: “Hoje a salvação entrou nesta casa”. “Esta casa” sou eu, é minha família, são meus amigos e meus irmãos em Cristo.
P. Vitus Gustama,svd

Um milagre na infância de Santo Antônio

Muitos conhecem Santo Antônio apenas por sua fama de “santo casamenteiro”. Mas, sua vida e virtudes demonstraram que este homem de Deus foi muito além, tanto que chegou a ser reconhecido como a “Arca do Evangelho” e posteriormente como Doutor da Igreja. Santo Antônio realizou milagres abundantemente durante toda a sua vida. E o que…

É PRECISO CAMINHAR 2017-12-12 17:44:00

14/12/2017
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UM DEUS QUE ME TOMA PELA MÃO E QUE ME DÁ CORAGEM DE VIVER E DE OLHAR PARA O FUTURO CHEIO DE ESPERANÇA
QUINTA-FEIRA DA II SEMANA DO ADVENTO
Primeira Leitura: Is 41,13-20
13 Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tomo pela mão e te digo: “Não temas; eu te ajudarei. 14 Não tenhas medo, Jacó, pobre verme, não temais, homens de Israel. Eu vos ajudarei”, diz o Senhor e Salvador, o Santo de Israel. 15 Eis que te transformei num carro novo de triturar, guarnecido de dentes de serra. Hás de triturar e despedaçar os montes, e reduzirás as colinas a poeira. 16 Ao expô-los ao vento, o vento os levará e o temporal os dispersará; exultarás no Senhor e te alegrarás no Santo de Israel. 17 Pobres e necessitados procuram água, mas não há, estão com a língua seca de sede. Eu, o Senhor, os atenderei, eu, Deus de Israel, não os abandonarei. 18 Farei nascer rios nas colinas escalvadas e fontes no meio dos vales; transformarei o deserto em lagos e a terra seca em nascentes d’água. 19 Plantarei no deserto o cedro, a acácia e a murta e a oliveira; crescerão no ermo o pinheiro, o olmo e o cipreste juntamente, 20 para que os homens vejam e saibam, considerem e compreendam que a mão do Senhor fez essas coisas e o Santo de Israel tudo criou.
Evangelho: Mt 11,11-15
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 11 “Em verdade eu vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele. 12 Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência, e são os violentos que o conquistam. 13 Com efeito, todos os Profetas e a Lei profetizaram até João. 14 E se quereis aceitar, ele é o Elias que há de vir. 15 Quem tem ouvidos, ouça”.
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Um Deus Que Segura Minha Mão
Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tomo pela mão e te digo: Não temas; eu te ajudarei. Não tenhas medo, Jacó, pobre verme, não temais, homens de Israel. Eu vos ajudarei
O contexto da primeira leitura é o exílio de Babilônia. O texto da primeira leitura (Is 41,13-20) se encontra no Livro da consolação do profeta Isaías (Is 40-55) que foi escrito durante o exílio na Babilônia (Deutero Isaías). Seu tom é, por isso, muito consolador.
O livro de Consolação (40-55) foi elaborado em torno de três eixos de reflexão: uma apologética do monoteísmo contra falsos deuses estrangeiros, uma teologia da redenção pelo paciente Servo de Deus e uma apresentação do futuro escatológico dentro do quadro de uma tipologia do Êxodo. Nossa leitura pertence a este último grupo.
O Deutero Isaías (Is 40-55), onde se encontra o texto da Primeira Leitura, está preocupado em mostrar aos seus contemporâneos que o Êxodo é um gesto permanente de Deus, pois o ser humano está em êxodo permanente: as pressas da fuga (52, 11-12), a nuvem protetora (Is 52,12b), a passagem do mar (Is 43,16), a água que flui da rocha (Is 48, 21), a transformação do deserto em paraíso (43,19-21), cruzando um caminho que não é apenas geográfico, mas também o caminho da Aliança e da santidade (Is 35,8).
Não temas; eu te ajudarei! Não tenhas medo, pobre verme!” (Is 41,13-14). São palavras consoladoras de um Deus que jamais abandonará seus filhos, todos nós. O povo de Israel no desterro era como um verme pisoteado por outras nações. O termo “verme” expressa a pequenez do povo de Israel no desterro, desprezado, explorado e perdido na grande Babilônia pagã. Mas Deus lhe assegura sua proteção carinhosa, pois Ele toma cada um pela mão, como uma mãe que segura a mão de seu filinho na rua. O verdadeiro valor não procede da situação humana e sim do olhar carinhoso de Deus para cada um de nós.
Precisamos meditar e saborear ao longo do dia esta maravilhosa expressão do amor de Deus por nós: “Não temas; eu te ajudarei! Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tomo pela mão”. É preciso saborear, em silêncio, essa declaração de amor de Deus para cada um de nós.  Sem a mão de Deus segurando minha mão, vou me destruir na minha pequenez. Será que alguma vez você sentiu a mão de Deus segurando sua mão?
Você Tem Sede De Quê?
Pobres e necessitados procuram água, mas não há, estão com a língua seca de sede. Eu, o Senhor, os atenderei, não os abandonarei” (Is 41,17). “Os pobres procuram...”. Esta fórmula expressa a espera, o desejo. A imagem é a de “ter sede”. É uma necessidade biológica concreta que não pode satisfazer-se com palavras bonitas nem com um discurso inflamado. 
O termo bíblico “ter sede” não nos oculta o verdadeiro sentido. O que os homens andam buscando hoje em dia, especialmente os pobres, é ser amados e considerados, ser respeitados e tratados como seres humanos, não ser humilhados e desprezados. Um mundo tão árido, um mundo com um comportamento árido, hoje em dia, invade cada vez mais o coração das pessoas, inclusive das pessoas nas comunidades eclesiais. Por isso, através do seu coração tão árido e comportamento tão seco você tem sede de quê nesta vida? O que você está procurando através desse comportamento?
Todos nós somos pobres e necessitados na busca da luz divina. “Os pobres e necessitados buscam água, mas não há. Sua língua está seca”. Talvez o progresso, a técnica, o conforto em que vivemos silenciem durante um tempo essas questões radicais e perturbadoras sobre o sentido último da vida. Cedo ou tarde chega, para cada um, uma resposta, única que importa. “De quê realmente tenho sede? De que você está procurando?”. Nossa alma não está sedenta de fama, de conforto, de propriedades e de poder. Ela está faminta do significado da vida. “O problema de cerca de um terço de meus pacientes não é diagnosticado clinicamente como neurose e sim resulta da falta de sentido de suas vidas vazias. Isto pode ser definido como a neurose geral de nossas época” (Carl Gustav Jung).
João Batista Nos Convida A Um Advento Ativo
Celebrar a vinda de Deus, no próximo Natal, não é somente coisa de sentimento e de poesia. A graça do Advento, do Natal, e da Epifania pede disponibilidade plena e abertura à vida que Deus nos quer comunicar.
Para encontrar Deus, para acolher tal como Ele é, para compreender todo o sentido da vinda do Senhor, temos que romper nossos esquemas e contemplar com os olhos novos a realidade que nos cerca e as pessoas que nos rodeiam. O texto usa uma expressão enigmática: “são os violentos que conquistam o Reino dos céus” (Mt 11,12). Aqui não se trata dos que praticam violência contra os demais, pois mais tarde Jesus vai dizer: “Guarda a tua espada no seu lugar, pois todos os que pegam a espada pela espada perecerão” (Mt 26,52). Trata-se aqui daqueles que fazem “violência” a si mesmos, no sentido de ser contra suas próprias inclinações perversas.
Por isso, é bom cada um perguntar-se: “Quais são minhas inclinações perversas, minha conversas perversas que preciso enfrentá-las com violência, com toda a minha força para que eu possa alcançar uma vida cheia de bênçãos de Deus?”.                      
P. Vitus Gustama,svd