Mês: dezembro 2017

Santa Teresinha e a devoção ao Menino Jesus

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O Menino Jesus, no qual está condensado todo o mistério do Natal, é uma das provas mais radicais do amor misericordioso com que somos amados por Deus. E é Santa Teresinha, cujo nascimento recordamos hoje, quem nos ensina a amá-lo e ser-lhe devoto.

Maria: o segredo das famílias santas

Segredo maria lateral 1

A graça, como todos sabemos, não destrói a natureza, mas a eleva e aperfeiçoa. Foi por isso que Deus, ao confiar seu Filho único aos cuidados de Maria e José, quis que Nossa Senhora, como toda boa mãe, fosse o centro e o coração da Sagrada Família. A Ela Jesus, com incrível humildade, e José, com castíssimo amor, dedicavam seus melhores afetos e atenções.

E é também por isso que Maria, ainda hoje, deve continuar sendo a alma e o coração dos lares cristãos: Ela é a Rainha, o modelo, a ajuda e o ânimo para todas as famílias que desejam permanecer unidas e ser santas como santa foi a casinha de Nazaré.


A devoção a Maria é uma fonte viva de benefícios, não só para o indivíduo, mas também para toda a sociedade, seja doméstica, seja civil ou religiosa. No que diz respeito à sociedade doméstica em particular, quatro palavras sintetizam as relações que ligam Maria SS. com a família cristã: Rainha, modelo, ajuda e ânimo.

Vejamos de que maneira o culto de devoção a Nossa Senhora pode ajudar a promover, de modo muitíssimo eficaz, a unidade e a santidade dos nossos lares.

1) Maria, Rainha da família

Maria SS. é e deve ser, em primeiro lugar, a Rainha da família cristã. Esta realeza de Maria tem o seu fundamento sólido nas singulares relações que a unem à grande e eterna família do céu, composta pelas três pessoas divinas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Maria SS., como disse Pio XII, está “misteriosamente aparentada, em virtude da união hipostática, com a SS. Trindade e com Aquele que, só, é por essência a Majestade infinita, Rei dos Reis e Senhor dos senhores, como Filha primogênita do Pai, Mãe terníssima do Verbo, Esposa predileta do Espírito Santo” [1].

Ela é, com efeito, por esse seu divino “parentesco” com a família divina, Rainha de todas as outras famílias; tem, portanto, direito à homenagem, ao obséquio e à servidão de todas elas. Donde a suma conveniência de que todas as famílias, além de consagrar-se ao S. Coração de Cristo Rei, consagrem-se também ao Coração Imaculado e doloroso de Maria Rainha, a fim de reconhecer de uma maneira solene e voluntária esse domínio natural que Ela tem sobre todas as famílias.

Daí a oportunidade de erigir em todos os lares, no lugar mais frequentado da casa, um altarzinho com uma bela imagem de Maria SS., de maneira que todos possam tê-la continuamente diante dos olhos e no coração, tornando-se assim, na prática, Rainha do lar, verdadeira “ama da casa”.

Será também oportuno colocar em todos os cômodos alguma bela imagem de Maria: Ela deve constituir o centro ao redor do qual se desenvolva e no qual se inspire toda a vida doméstica. Diante dela a família deve recolher-se em oração, especialmente durante a récita do Santo Terço. A Ela as crianças devem aprender a pedir perdão depois de qualquer travessura. A Ela, além de flores materiais, devem-se oferecer todas as flores espirituais, bem como as florezinhas que em sua honra produzem e pintam as crianças. A Ela se recorre continuamente nas várias necessidades da família, tanto espirituais quanto materiais. A Ela, enfim, a saudação de todos ao entrar ou sair de casa.

Será de bom conselho renovar todos os anos o ato de consagração a Maria, a fim de trazer outra vez à memória nossos deveres para com a amabilíssima Rainha de todas as famílias. E podemos facilmente imaginar os grandes e incalculáveis efeitos de semelhante presença de Maria em todas as famílias cristãs. O pensamento, tão óbvio, de não entristecer jamais a uma tão excelsa Rainha, sentada em seu trono, será de grande eficácia para impedir as blasfêmias, as palavras feias, as discussões, as imprecações; numa palavra, o pecado em todos os seus aspectos. Não será menor a eficácia de semelhante presença em fazer com que floresçam, tendo-a como exemplo luminoso, as mais belas virtudes cristãs, particularmente as domésticas.

2) Maria, modelo da família

Maria SS., em segundo lugar, deve ser o modelo da família cristã e, de uma maneira muito particular, daquela que é o centro e o coração da família: a mãe. Só será mãe cristã, autêntica e verdadeira, aquela que se amoldar ao exemplo da augusta Mãe de Cristo.

E quais as notas característica de um coração de mãe? São duas: o amor e o sacrifício. Ora, não são estas justamente as duas notas mais melodiosas do Imaculado Coração de Maria? Que poder de amor e que espírito de sacrifício há naquele Coração! Ela é e será sempre a Mestra das mestras na arte de sobrenaturalizar o amor e o sacrifício.

Mas a Virgem SS., na família cristã, além de ser modelo insuperável de mãe, é também o modelo mais completo para os filhos. Com efeito, ninguém, depois de seu próprio e divino Filho, esteve mais perfeitamente do que Ela sujeito a seus pais, cercando-os de respeito, de afeto filial e de infinitas delicadezas. Nela, por conseguinte, devem inspirar-se todos os filhos de família, se queremos que cada família cristã se converta em outra Família de Nazaré.

3) Maria, ajuda da família

Maria SS., em terceiro lugar, é ajuda da família cristã. Entre os poucos, mas significativos episódios referidos pelo Evangelho a respeito de Maria SS., há dois que nos revelam o quão propensa é a Virgem a  socorrer as famílias cristãs. Estes dois episódios referem-se às duas famílias que tiveram grande relação com Cristo: a de Zacarias e a desconhecida família de Caná.

Deviam ser duas famílias muito devotas de Maria SS. e muito conhecidas e amadas por Ela. Foi em favor destas duas famílias que Ela alcançou de Jesus dois milagres, os dois primeiros milagres que Ele realizou: o primeiro, na ordem sobrenatural: a santificação de S. João Batista; o segundo, na ordem natural: a conversão da água em vinho.

Maria SS. ficara sabendo pelo Anjo, no dia da Anunciação, que sua prima Isabel, mulher de Zacarias — que ficara mudo pela incredulidade às palavras do Anjo —, depois de tantos anos de humilhante esterilidade, era agora mãe, e mãe do Precursor de seu divino Filho. Desejosa de participar da inefável alegria de sua santa prima, abandona a celestial solidão de Nazaré, dirige-se às montanhas da Judéia e entra na casa de Zacarias. Levado por Maria, entra ali também Jesus. Assim outrora; assim agora; assim sempre.

À voz da saudação que Maria dirige à dona da casa, Isabel sente-se cheia do Espírito Santo, e o pequeno Batista, saltando no seio de sua mãe, expressa com aquela manifestação de alegria a santificação produzida em sua alma. Com este excelso dom sobrenatural (a voz de Maria foi como o veículo daquela primeiro milagre), Ela recompensou o afeto que lhe tinha aquela família.

O mesmo deve ser dito da visita de Maria a uma outra família, que estava prestes a constituir-se. Aqueles dois jovens esposos tiveram a nobre ideia de convidar Maria para participar da alegria que lhes inundava o coração, ao verem finalmente realizado o seu sonho de amor. Maria aceita, com complacência maternal. Por respeito a Maria — como parece deduzir-se do texto —, convidam também a Jesus com seus primeiros discípulos.

Sempre acontece assim: onde entra Maria, antes ou depois entrará também Jesus, e com Jesus todo o bem, tanto espiritual como material. Foi nesta ocasião feliz que o contrato matrimonial elevou-se à dignidade de sacramento [2], ou seja, foi elevado para significar a inefável união de Cristo com a Igreja e a conferir a graça necessária ao cumprimento de todos os deveres conjugais. Este foi o benefício espiritual. A ele veio somar-se o material.

Aconteceu, pois, que o vinho começou a faltar, e Maria SS., sem que ninguém lho pedisse, dirigiu-se a seu divino Filho, e Ele realizou o milagre — o primeiro, o que abriu a série de seus milagres — da conversão da água em um generoso vinho. Esta mesma ajuda, prestada a estas duas famílias, a Virgem há de prestá-las sem dúvida alguma, ainda que não lha peçam explicitamente, a todas as famílias que lhe oferecerem seus obséquios.

4) Maria, ânimo da família

A Virgem SS. é, em quarto lugar, o ânimo da família cristã. A quantas famílias tem confortado a Consoladora dos aflitos! Em primeiro lugar, confortou a primeira família humana, imediatamente depois de sua clamorosa derrota pela serpente infernal.

Com efeito, das palavras dirigidas por Deus à serpente, a “Mulher” prometida aparece como um raio de esperança entre as trevas da culpa, como promessa de vitória sobre a serpente vencedora. A luminosa visão desta prometida eterna inimiga e vencedora de Satanás foi o que consolou nossos primeiros pais e a seus descendentes nas amarguras da peregrinação terrena. A Ela, pois, dirigiu a humana família, desde o primeiro momento, seu olhar como a uma tábua de salvação, e como a seu supremo ânimo.

Confortou, com sua vinda a este mundo, a sua própria família, ou seja, a seus santos pais, aflitos — segundo uma antiga e venerável tradição — por uma longa e humilhante esterilidade. A alegria trazida por Maria SS. à sua família não era mais do que um símbolo da alegria que Ela havia de trazer a toda a família humana em geral e a cada família que a faz penetrar em suas paredes domésticas.

Estes são, em rápida síntese, os benefícios preciosos e incalculáveis que a devoção terna e sólida à Virgem SS. traz para a família. Se é verdade que a família é o “centro da humanidade”, já que a sociedade, tanto civil como religiosa, não é mais do que a extensão da família, também é verdade que a salvação da família acaba por coincidir com a salvação da sociedade. E a salvação da família é precisamente Maria, Rainha do lar. Eis porque se deve “à SS. Virgem tudo o que de bom tem a família. Nunca será demais repeti-lo” [3].

É PRECISO CAMINHAR 2017-12-30 21:19:00

Domingo, 07/01/2018
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EPIFANIA DO SENHOR NA NOSSA VIDA DIÁRIA

                        
Primeira Leitura: Is 60,1-6
1 ¡Arriba, resplandece, que ha llegado tu luz, y la gloria de Yahveh sobre ti ha amanecido! 2 Pues mira cómo la oscuridad cubre la tierra, y espesa nube a los pueblos, mas sobre ti amanece Yahveh y su gloria sobre ti aparece. 3 Caminarán las naciones a tu luz, y los reyes al resplandor de tu alborada. 4 Alza los ojos en torno y mira: todos se reúnen y vienen a ti. Tus hijos vienen de lejos, y tus hijas son llevadas en brazos. 5 Tú entonces al verlo te pondrás radiante, se estremecerá y se ensanchará tu corazón, porque vendrán a ti los tesoros del mar, las riquezas de las naciones vendrán a ti. 6 Un sin fin de camellos te cubrirá, jóvenes dromedarios de Madián y Efá. Todos ellos de Sabá vienen portadores de oro e incienso y pregonando alabanzas a Yahveh.
Segunda Leitura: Ef 3,2-3. 5-6
2 si es que conocéis la misión de la gracia que Dios me concedió en orden a vosotros: 3 cómo me fue comunicado por una revelación el conocimiento del Misterio, tal como brevemente acabo de exponeros. 5 Misterio que en generaciones pasadas no fue dado a conocer a los hombres, como ha sido ahora revelado a sus santos apóstoles y profetas por el Espíritu: 6 que los gentiles sois coherederos, miembros del mismo Cuerpo y partícipes de la misma Promesa en Cristo Jesús por medio del Evangelio.
Evangelho: Mt 2,1-12
1 Nacido Jesús en Belén de Judea, en tiempo del rey Herodes, unos magos que venían del Oriente se presentaron en Jerusalén, 2 diciendo: «¿Dónde está el Rey de los judíos que ha nacido? Pues vimos su estrella en el Oriente y hemos venido a adorarle.» 3 En oyéndolo, el rey Herodes se sobresaltó y con él toda Jerusalén. 4 Convocó a todos los sumos sacerdotes y escribas del caminh, y por ellos se estuvo informando del lugar donde había de nacer el Cristo. 5 Ellos le dijeron: «Outro Belén de Judea, porque así está escrito por camin del profeta: 6 Y tú, Belén, tierra de Judá, no eres, no, la menor entre los principales clanes de Judá; porque de ti saldrá outro caudillo que apacentará a mi caminh Israel.» 7 Entonces Herodes llamó aparte a los magos y por sus datos caminho el camin de la aparición de la caminho. 8 Después, enviándolos a Belén, les dijo: «Id e indagad cuidadosamente sobre outro niño; y cuando le caminhois, comunicádmelo, para ir también yo a adorarle.» 9 Ellos, después de oír al rey, se pusieron outro caminho, y he cami que la caminho que habían visto outro el Oriente iba delante de ellos, hasta que llegó y se detuvo encima del lugar donde estaba el niño. 10 Al ver la caminho se llenaron de inmensa alegría. 11 Entraron outro la casa; vieron al niño outro María su madre y, postrándose, le adoraron; abrieron luego sus cofres y le ofrecieron dones de oro, caminho y mirra. 12 Y, avisados outro sueños que no volvieran donde Herodes, se retiraron a su país por outro caminho.
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Celebramos a festa da Epifania do Senhor neste domingo. No ambiente religioso, o termo epifania se usa para denotar alguma manifestação do poder divino em benefício dos homens. Dentro do uso religioso do termo estamos próximos do uso litúrgico da epifania, pois através da encarnação de Jesus, o Verbo divino, Deus manifesta seu poder benevolente para os homens.
A partir do significado do termo, a epifania é uma festa de cada dia porque não há momento nem acontecimento que não tragam uma revelação do Senhor para cada um de nós. Para poder captar a manifestação divina e as novidades de Deus em cada momento e acontecimento nós necessitamos ser pobres no espírito e estar abertos à novidade. Devemos nos desfazer da velhice dos costumes e dos hábitos e dispor todo nosso ser à novidade de Deus em cada momento de nossa vida.
O Natal de Jesus é, na verdade, uma epifania porque através dele Deus quer manifestar ao mundo a misericórdia de Deus com que nos ama. O amor de Deus não tem limites e alcança a todos. Mateus coloca, certamente, essa passagem no seu evangelho para expor a tese da universalidade da salvação e do amor de Deus. Ninguém está excluído do amor de Deus.
E a Palavra de Deus nesta solenidade está concentrada toda sobre Jesus Messias, Rei e Salvador da família humana. A vinda dos Magos é o inicio da unidade das nações, que se realizará na fé em Jesus, quando todos os homens se sentem filhos do mesmo Pai e irmãos entre eles. Em Jesus todos podem ser uma só família e descobrir que a plenitude da vida consiste em entregar-se a Cristo e aos irmãos. Isto é amar na unidade.
Um dos elementos da narração de Mateus é a estrela que guia os Magos a Belém. Efetivamente, a estrela é um elemento indispensável na narração de São Mateus, porém a tradição cristã a interpreta não como um fenômeno natural, e sim como um símbolo de fé.
A fé é a luz pela qual reconhecemos a Deus. Não se pode chegar à luz da verdade revelada mediante o recurso exclusivo da razão humana. Deus é quem revela; ele é quem “reluziu em nossos corações, para fazer brilhar o conhecimento da glória de Deus, que resplandece na face de Cristo” (2Cor 4,6). É um dom de Deus, uma iluminação, não uma propriedade nossa.
Através da fé conhecemos realmente a Deus, ainda que este conhecimento seja obscuro. É um conhecimento que nos une a Deus e leva consigo, inclusive na terra, a substância das coisas esperadas: “A fé é uma posse antecipada do que se espera, um meio de demonstrar as realidades que não se vêem” (Hb 11,1). A fé nos situa em nosso rumo, em nossa direção que nos mostra o caminho que temos que percorrer.
É claro que em determinadas ocasiões podemos chegar a perder nossa direção. Talvez a estrela de nossa fé, que nos iluminou com tanto brilho, desapareça momentaneamente. Mas isto não significa que estejamos perdidos, como aconteceu com os magos no relato (Mt 2,9-10). Esta obscuridade é temporária e serve de prova de nossa fé. Paradoxalmente, quando dissermos que não temos mais fé é porque ainda a temos. Mesma coisa quando alguém se diz que é humilde é porque não o é mais. Quem se diz que não é inteligente porque ele é, pois para distinguir o que é inteligente e o que não é inteligente é porque é inteligente.
Mas a luz da fé é algo que pode e deve ser partilhado. Necessitamos do testemunho dos outros e somos chamados a dar testemunho da luz. É ser luz, ser calor, ser vida para os demais. É ser estrela que sempre na escuridão de nossa vida. Como cristãos, seguidores da Luz Divina que é Cristo (Jo 8,12), somos chamados não somente a brilhar mais, e sim a brilhar sempre. O cristão existe para ser a luz: “Vós sois a luz do mundo.
Os Magos são verdadeiramente nossos pais e nossos mestres na fé. O caminho dos Magos em busca de um Salvador é uma história de fé. Destaquemos alguns ensinamentos dos Magos:
Primeiro, a capacidade para ver a estrela, abertos para a chamada de Deus, vigilantes, homens de oração. Sabem distinguir os sinais dos tempos. Não são homens distraídos nem sonolentos nem fechados. Eles escutam a voz do céu e a voz de seu próprio coração. Eles escutam seu Eu profundo. Somente aquele que está aberto a Deus tem capacidade de captar os sinais de Deus na vida.
Segundo, sua disponibilidade para deixar tudo e pôr-se em caminho. Os Magos não são homens instalados nem apegados a coisas e lugares, porque vivem de esperança. Eles fazem parte daqueles que buscam a terra prometida. São homens livres de toda atadura e livres para toda aventura, famintos de luz e de Deus. Somente quem é livre de tudo pode libertar os outros. Quem vive instalado e isolado não pode ver a novidade da caminhada e as novidades da vida.
Terceiro, sua constância no seguimento da estrela. Não lhes faltaram dúvidas e provações no caminho. Às vezes a estrela desapareceu e sentiram a tentação de voltar ao conhecido, como os hebreus no deserto que queriam voltar para a escravidão no Egito. Os Magos passaram pela experiência da escuridão na vida, quando não se vê nada nem se entende nada. Mas na sua dúvida os Magos não têm vergonha de perguntar a quem sabe melhor como se deve viver a vida de melhor maneira. Assim pode acontecer também na nossa vida. Às vezes perdemos o guia de nossa vida ou alguma referência para nossa caminhada. Os Magos nos ensinaram a ter humildade em pedir socorro aos que tem mais conhecimento e experiência na vida para que possamos continuar com nossa missão neste mundo.
Quarto, sua responsabilidade na busca. A fé é dom de Deus, mas exige nossa colaboração continuada. A fé não está renhida com a reflexão, o diálogo e a oração. Até dos incrédulos se pode receber alguma luz.
Quinto, a generosidade dos Magos na oferta ou na oferenda. Eles compreenderam a necessidade de compartilhar. Escolheram presentes significativos, porque esperavam encontrar um Rei dos reis.
Sexto, sua capacidade da leitura dos fatos. Quando a estrela pára diante da casa pobre, onde se encontra o Menino Jesus, os Magos não se escandalizam. Ao contrário, eles O reconheceram como Messias. A maioria do povo eleito não tinha capacidade de fazer este tipo de leitura. Deus é sempre surpreendente: se veste de simplicidade e somente se manifesta aos humildes e aos pequenos.
Sétimo, diante do Messias os Magos se ajoelharam e O adoraram. Não basta ver. A fé é entrega e amor. Eles, mais que o ouro, o incenso e a mirra, ofereceram seu coração. Creram e adoraram: esse é o melhor perfume. Adoraram: essa será nossa definitiva vocação.
Oitavo, a capacidade de mudança dos magos. Eles foram capazes de voltar por outro caminho, pois foram avisados por Deus para fazer isso. É coisa segura que Deus muda sempre nossos planos. Crer é viver confiados na insegurança, é estar dispostos a iniciar sempre um novo caminho, é ter capacidade de renovação constante. No final, essa capacidade de renovação produz sempre uma imensa alegria.
Por fim, a transformação na vida dos Magos. Na viagem de volta já não necessitavam mais de estrela porque eles levavam a estrela dentro de seu coração. Era tal a luz e a alegria que receberam, que eles mesmos se converteram em estrelas. Voltaram com o rosto resplandecente, como Moisés depois que falou com Deus, como Jesus que foi transfigurado no monte Tabor. Por isso, os Magos se tornaram missionários de alegria e de amor. Desde então, as estrelas já não se encontraram no céu e sim entre nós, entre todos aqueles que de uma ou de outra maneira se encontraram profundamente com Deus. Quem contempla Deus profundamente se torna reflexo de Deus para os demais.
Cada um tem sua luz própria. Por isso, não precisa nem deve apagar a luz dos outros. Juntar duas ou mais estrelas só resulta na claridade maior. Por isso, tem toda a razão aquilo que o ditado popular diz: “Para que a sua estrela brilhe, não é preciso apagar a minha”. Cada um tem sua luz dentro de si e é preciso que brilhe para iluminar a vida dos outros. Isto se chama amor na unidade, amor fraterno. Se realmente somos crentes, não podemos continuar dissimulando nossa fé.   
                                     P. Vitus Gustama,svd

Cuidado com as superstições

“Eu sou o Senhor, vosso Deus” (Lv 19,31). “Serás inteiramente do Senhor; teu Deus” (Dt 18,13). “Não praticareis a adivinhação nem a magia” (Lv 19,26b) Sempre houve está condenável idolatria, que continua moderna, chamada superstição, pela qual se busca uma divinização espúria das energias ocultas. Até mesmo entre os católicos, mal formados, se multiplicam, superstições…

A santa obediência da família de Nazaré

Neste domingo, Solenidade da Sagrada Família, Pe. Paulo Ricardo conduz uma meditação a respeito do 5.º mistério gozoso do Santo Rosário: a perda e o encontro do Menino Jesus no templo. Com esse episódio da infância de Nosso Senhor, aprendemos que a obediência a Deus, “do qual provém toda paternidade”, foi a coluna vertebral da família de Nazaré e deve ser também uma virtude de toda família cristã.

Você é de Deus ou é do mundo?

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“Tudo o que há no mundo”, ensina-nos hoje o apóstolo São João, “é a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida”. Quem não se deixa mover pelo Espírito Santo de Deus, é inevitavelmente levado pelas coisas do mundo.

Oração aos Santos Inocentes

“Da boca dos pequeninos e das criancinhas de peito preparaste um louvor para ti” (Mt 21,16) No dia 28 de dezembro, a Igreja celebra os Santos Inocentes, ou seja, o martírio das crianças de Belém e arredores, massacradas por ordem de Herodes, que desejava matar o menino Jesus (Mt 2,16-18). Essa data é utilizada pelos grupos pró-vida para festejar…

Festa dos Santos Inocentes, Mártires

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Por um milagre da graça, Deus quis associar os Santos Inocentes ao mistério do Sangue redentor de seu Filho, dando-lhes o poder de ser testemunhas, em tão tenra idade, daquele por cujo sacrifício fomos salvos.