Mês: janeiro 2016

As exigências do Pai-Nosso

Crer que Deus é nosso Pai tem consequências enormes para toda a nossa vida, e exige de nós algumas atitudes! Sabemos que esta é a “Oração perfeita”, pois saiu do coração de Jesus quando um dos discípulos pediu-lhe que os ensinassem a rezar (Lc 11,1). São sete pedidos perfeitos ao Pai. Saudamos a Deus como […]

Sexta-feira da 3.ª Semana do Tempo Comum (P) – A dinâmica da graça

A dinamica da graca vimeo

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc
4, 26-34)

Naquele tempo, Jesus disse à multidão: “O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece.

A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”.

E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”.

Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo.

São duas as parábolas que ouvimos hoje da boca de Nosso Senhor. A primeira nos fala da sementinha que, uma vez jogada na terra, cresce sem que nos demos conta; a segunda é a famosa comparação da semente de mostarda que, embora seja ainda pequenina, torna-se a maior das hortaliças quando desabrocha e chega à plenitude de seu desenvolvimento. A linguagem destas duas parábolas é, por um lado, bastante simples e compreensível; a dificuldade para as entendermos, por outro, reside no conceito de Reino de Deus, que Cristo põe com chave de leitura para ambas. Afinal, o que na prática essas histórias significam para a nossa vida? Como se dá, efetivamente, o reinado de Deus em nossos corações?

Ora, se bem consideradas, as duas parábolas do Evangelho de hoje nos falam, antes de mais, da dinâmica da graça, ou seja, do modo como Deus vai aos poucos — com suas próprias mãos — fazendo com que a nossa vida sobrenatural cresça, se desenvolva e dê, ao fim e ao cabo, os frutos que ele deseja colher. Trata-se de um ação maior do que nós, que opera em nós mudanças que permanecem, para nós mesmos, profundamente misteriosas. É, pois, o próprio Deus que, enquanto dormirmos, vai implantando o seu reinado em nossa alma, vai-nos moldando segundo o seu beneplácito, vai fazendo germinar no terreno do nosso coração as sementes que ele mesmo quis ali fossem semeadas.

Por isso, se desejamos converter-nos, se desejamos que Deus seja tudo em nós, precisamos dar-lhe espaço, permitir que ele realize em nós uma obra de que nós mesmos não somos capazes. Daí a necessidade de cultivarmos uma vida de oração que nos leve a deixar o Senhor agir e fazer conosco o que bem lhe aprouver. Esta é a nossa cooperação com a graça: deixá-la fazer o seu trabalho. Mortos para nós mesmos, permitamos que a graça do Reino de Deus, implantada em nossa alma por ocasião do Batismo, cresça e desabroche como um grãozinho de mostarda. Deixemos o Senhor transformar-nos desde dentro; demos espaço e tempo para que ele, reinando no nosso íntimo, viva em nós como em sua mais querida morada.

Pai de família é agredido na Inglaterra por ser cristão

Câmeras flagraram o momento em que dois jovens encapuzados, com uma picareta na mão, atacaram um homem com socos e pontapés. Nissar Hussain e sua família estão sendo perseguidos sistematicamente por terem se convertido do Islã ao Cristianismo. Um pai de família foi brutalmente atacado por vândalos encapuzados, em frente de sua casa, em Bradford, […]

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Mais de 4 bilhões de horas foram gastas com pornografia em 2015

Internet

4.392.486.580 é o número de horas que foram gastas com pornografia no ano de 2015. Isto significa que em um ano, internautas do mundo todo passaram 501.425 anos assistindo pornografia em algum site pornô. Em apenas um site, os acessos chegaram a escandalosos 87.849.731.608 — ou seja, para cada uma pessoa no planeta, 12 vídeos pornôs foram vistos. Os dados são do LifeSiteNews.com.

O fascínio pelo sexo explícito é antigo. Mesmo para algumas religiões de rígida moral, o paraíso é descrito como um lugar de sortilégio. Os muçulmanos, por exemplo, creem em um Céu cheio de virgens para eles. Na antiga Grécia, o sexo era venerado como um deus: estátuas fálicas decoravam as casas e partes da grande Atenas, onde surgiu a palavra “pornografia” para definir os escritos sobre prostitutas da época. Com o tempo, o termo passou a designar “tudo o que descrevia as relações sexuais sem amor”, como explica o historiador francês Sarane Alexandrian.

Na Idade Média, a influência do cristianismo ordenou a sexualidade para a vida conjugal, sacralizando-a no matrimônio. Isto desenvolveu uma nova visão acerca do corpo humano. Ele deixou de ser idolatrado como um objeto de prazer para converter-se no Templo do Espírito Santo. Com a purificação da sexualidade, não mais governada pela concupiscência, homem e mulher passaram a tratar-se como uma só carne, dois indivíduos unidos definitivamente pelos laços matrimoniais. Foi apenas com o Renascimento que a sexualidade voltou a ser banalizada como nos tempos da Grécia e de Roma.

A nossa era assiste a uma onda pornográfica inigualável. O que antes estava restrito às salas discretas das locadoras e das bancas de jornais, tornou-se agora acessível a todos os públicos pela democratização da internet. Desde a mais tenra idade, os jovens já são expostos à pornografia. Embora haja quem considere isso um progresso, inúmeros estudos têm classificado a pornografia como uma nova espécie de droga, tendo como um de seus efeitos mais malignos o aumento da agressividade. Eis o que nos diz este estudo publicado no Journal of Communication:

[…] 22 estudos de sete diferentes países foram analisados. O consumo (de pornografia) foi associado com agressão sexual nos Estados Unidos e internacionalmente, entre homens e mulheres […] Associações foram mais fortes para agressões sexuais verbais do que para físicas, apesar de ambas serem significantes.

Sejamos francos: esses resultados não são nenhuma novidade. Quando se cresce em uma cultura que não valoriza a sexualidade em todas as suas dimensões, mas, ao contrário, defende a ideia de que o corpo humano seja apenas um instrumento do qual se pode obter prazer incontrolável, não deveríamos nos assustar com o aumento de estupros, gravidezes indesejadas, violência doméstica etc. Na verdade, essas coisas nada mais são do que a consequência mais grave de uma mentalidade que, como dizia Bento XVI na encíclica Deus Caritas Est, ensina o homem a considerar “o corpo e a sexualidade como a parte meramente material de si mesmo a usar e explorar com proveito”. O ser humano se torna uma mercadoria, “uma ‘coisa’ que se pode comprar e vender” (n. 5).

A crítica que geralmente fazemos aos movimentos feministas deve-se justamente ao que expusemos acima. A “cultura do estupro”, como dizem, não é gerada pelo patriarcalismo cristão e europeu. Sociólogos não religiosos admitem a contribuição imprescindível do cristianismo, em especial, da Igreja Católica, para a emancipação feminina [1]. A “cultura do estupro” tem a ver como uma noção deturpada a respeito do homem e da mulher, que encontrou eco na chamada Revolução Sexual e se propaga por meio da pornografia. Trata-se de uma noção que reduz a intimidade do casal a apenas uma noite de prazer e nada mais. E as feministas que defendem esse tipo de mentalidade alimentam o monstro que pretendem combater.

O machismo nunca será vencido com “Marchas de Vadias”. Embora não queiram aceitar, a melhor maneira de domar a fera dentro do homem é ensinando-o a viver a continência pré-matrimonial. A castidade não é simplesmente não fazer sexo, como pensam as mentes vulgares desta época, mas enxergar a pessoa humana como uma criatura amada por Deus. Os pais têm o dever de inculcar isso na mente dos filhos para que a sedução do sexo fácil não os escravize. Os pais precisam tornar-se amigos de seus filhos, companheiros de jornada, agindo com paciência, compreensão, sem medo de perguntas embaraçosas, para que os jovens não busquem na pornografia aquilo que eles poderiam aprender corretamente em casa. Este é o caminho: educar para o Céu.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Cf. STARK, Rodney. O crescimento do cristianismo: um sociólogo reconsidera a história. São Paulo: Paulinas, 2006, p. 119.

Quinta-feira da 3.ª Semana do Tempo Comum (P) – Santo Tomás de Aquino, uma alma de oração

Santo tomas de aquino vimeo

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc
4, 21-25)

Naquele tempo, Jesus disse à multidão: “Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote, ou debaixo da cama? Ao contrário, não a põe num candeeiro? Assim, tudo o que está em segredo deverá ser descoberto. Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça”. Jesus dizia ainda: “Prestai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem”.

O Evangelho não foi feito para permanecer escondido nas sacristias. Pelo contrário, assim o ordenou o próprio Senhor Jesus, ele deve brilhar diante de todos, como uma lâmpada num candeeiro que, com sua luz, ilumina todos os lugares a que é conduzida. Essa luz vivificante da Palavra de Deus, doutrina firme e admirável, fê-la brilhar e resplandecer na imensidade de suas riquezas e detalhes o grande santo que a Igreja hoje celebra: Tomás de Aquino. Considerado o maior dos teólogos católicos, Santo Tomás — de luminosa e iluminada inteligência — é ainda hoje o guia seguro para os que se querem dedicar ao estudo seja da filosofia, seja da teologia sagrada.

Reconhecido como mestre da doutrina cristã pelo Vaticano II, Santo Tomás é, contudo, alvo de inúmeros preconceitos e incompreensões. Há quem o julgue demasiado “cerebral”, “árido”, “pouco apaixonado”, se comparado aos doutores que, como Santo Agostinho, o precederam e inspiraram. Trata-se, é claro, de uma leitura superficial deste espírito imenso, cujo estilo conciso e parcimonioso conseguiu exprimir com precisão e delicadeza espantosas as mais sublimes e profundas verdades. De fato, quem quer que se detenha a lê-lo com vagar e atenção, logo descobre por detrás de sua linguagem técnica e à primeira vista intrincada uma alma enamorada da verdade, um coração que, dizendo muito com tão pouco, pulsava de amor por Cristo, luz e sabedoria infinitas.

Isto nos deve motivar a redescobrir, em seus próprios escritos, a grandeza de sua pessoa, o fervor de sua oração, as profundezas de sua espiritualidade. Aprendamos de Santo Tomás a querer apenas o amor de Jesus. Foi este, aliás, o desejo do Aquinate no fim da vida. Podendo ele pedir o que quisesse a Cristo, nada lhe exigiu senão: “Somente a vós mesmo, Senhor”. Eis a resposta que apenas um intelecto santo e um coração cheio de sabedoria conseguiria dar. Aprendamos, pois, de Tomás a ouvir a Palavra de Deus como uma mensagem dirigida especialmente a nós: envolvamo-nos com ela, alimentemo-nos dela, façamos dela o sangue que corre em nossas veias e alimenta a nossa pequenina inteligência. Que Santo Tomás de Aquino nos abençoe neste dia e seja para nós luz nos estudos e na vida de oração!

As misericórdias de Deus são de sempre e para sempre

Onde abundou o delito, superabundou a graça…Conheça essa belíssima meditação de São Bernardo, doutor da Igreja: Onde encontrar repouso tranquilo e firme segurança para os fracos, a não ser nas chagas do Salvador? Ali permaneço tanto mais seguro, quanto mais poderoso é ele para salvar. O mundo agita, o corpo dificulta, o demônio arma ciladas; […]

A água benta é uma superstição?

Agua benta vimeo

Para quem não conhece a teologia católica, a água benta pode parecer, com certa razoabilidade, uma espécie de superstição. Afinal, qual o sentido de que uma pessoa fique se aspergindo com um punhado de água? Não existe outra forma de ser abençoado por Deus, ao invés de ficar “atribuindo poderes mágicos” a seres inanimados?

A resposta católica para essa questão encontra-se no sadio equilíbrio da “economia sacramental”. A Santa Igreja, no decorrer dos séculos, sempre ensinou aos seus filhos o apreço das coisas sensíveis, sob o risco de que se obscurecessem os próprios mistérios de nossa redenção. O Verbo, para descer ao mundo, não rejeitou “vir na carne” e tomar uma forma verdadeiramente humana (cf. 1 Jo 4, 2); não desprezou o matrimônio (cf. Mt 19, 3-9; Jo 2, 1-11), nem se furtou de tomar alimentos para conservação de seu corpo físico (cf. Mt 11, 19; Jo 21, 9-14); ao instituir os sacramentos, foi além e transformou realidades visíveis, como a água, o pão e o vinho, em verdadeiros instrumentos de salvação, de onde Ele dizer, por exemplo, que “se alguém não nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino de Deus” (Jo 3, 5), ou mesmo: “Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós” (Jo 6, 51. 53). O respeito dos católicos pelas coisas materiais, portanto, foi aprendido do próprio Jesus, o qual, para salvar o ser humano inteiro – corpo e alma –, quis sabiamente distribuir a Sua graça invisível através de instrumentos tangíveis e perceptíveis aos olhos humanos. “Oportet nos per aliqua sensibilia signa in spiritualia devenire – Convém que por sinais sensíveis cheguemos às realidades espirituais” (S. Th., III, q. 61, a. 4, ad 1), diz Santo Tomás de Aquino.

Para investigar como a água benta se insere nessa economia, é preciso entender como os sacramentos atuam na vida dos cristãos. Embora estes realizem o seu efeito, que é a graça, ex opere operato (ou seja, automaticamente), os fiéis colhem frutos na medida em que se dispõem interiormente para recebê-los. Assim, por exemplo, quem se arrepende de seus pecados e é absolvido pelo sacerdote na Confissão, certamente recebe a graça santificante; mas aquele que teve uma contrição maior receberá uma porção de graça também maior. Quem se aproxima dignamente da Eucaristia, do mesmo modo, certamente recebe a graça do Cristo, mas, quanto mais devotamente comungar, tanto maior será o seu grau de comunhão com Deus.

Os chamados “sacramentais” – dos quais a água benta é um tipo –, embora não levem ao efeito do sacramento, que é a obtenção da graça, agem dispondo a pessoa para a sua recepção. A água benta, por exemplo, explica o Doutor Angélico, atua de modo negativo, dirigindo-se (1) “contra as insídias do demônio e (2) contra os pecados veniais” (cf. S. Th., III, q. 65, a. 1, ad 6).

Primeiro, portanto, a água benta funciona como um “exorcismo”, com a diferença de que este é aplicado contra a ação demoníaca desde dentro, enquanto “a água benta é dada contra os assaltos dos demônios que vêm do exterior” (S. Th., III, q. 71, a. 2, ad 3). Para este fim específico, trata-se de um instrumento verdadeiramente eficaz, amplamente comprovado pelo uso dos santos. Santa Teresa d’Ávila, por exemplo, recomendava a suas irmãs que nunca andassem sem água benta e que se servissem dela com frequência. “Vocês não imaginam o alívio que se sente quando se tem água benta”, ela dizia. “É um grande bem fruir com tanta facilidade do sangue de Cristo” [1].

Segundo, quanto aos pecados veniais, a água benta age enquanto “desperta um movimento de respeito em relação a Deus e às coisas divinas” (S. Th., III, q. 87, a. 3). Diferentemente de outras práticas devotas que, realizadas com fervor, também apagam as faltas veniais – como a oração do Pai-Nosso ou um ato de contrição –, a água benta traz consigo o poder da bênção sacerdotal, o que dá maior eficácia ao seu uso.

A água benta não se trata, portanto, de uma superstição, mas de um recurso extremamente útil e piedoso para quem quer se santificar através da oração da Igreja. O Catecismo da Igreja Católica adverte que “atribuir só à materialidade das orações ou aos sinais sacramentais a respectiva eficácia, independentemente das disposições interiores que exigem, é cair na superstição” (§ 2111). Por isso, acompanhado da aspersão da água benta deve sempre ir um grau cada vez maior de fervor a Deus, sem o qual qualquer prática religiosa, por mais piedosa que seja, perde o seu sentido último.

Referências

  1. Escritos de Teresa de Ávila. São Paulo: Loyola, 2001, p. 205, nota 2.

Quarta-feira da 3.ª Semana do Tempo Comum (P) – A parábola do semeador

Semeador vimeo

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc
4, 1-20)

Naquele tempo, Jesus começou a ensinar de novo às margens do mar da Galileia. Uma multidão muito grande se reuniu em volta dele, de modo que Jesus entrou numa barca e se sentou, enquanto a multidão permanecia junto às margens, na praia.

Jesus ensinava-lhes muitas coisas em parábolas. E, em seu ensinamento, dizia-lhes: “Escutai! O semeador saiu a semear. Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram os pássaros e a comeram. Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; brotou logo, porque a terra não era profunda, mas, quando saiu o sol, ela foi queimada; e, como não tinha raiz, secou. Outra parte caiu no meio dos espinhos; os espinhos cresceram, a sufocaram, e ela não deu fruto.

Outra parte caiu em terra boa e deu fruto, que foi crescendo e aumentando, chegando a render trinta, sessenta e até cem por um”. E Jesus dizia: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. Quando ficou sozinho, os que estavam com ele, junto com os Doze, perguntaram sobre as parábolas. Jesus lhes disse: “A vós, foi dado o mistério do Reino de Deus; para os que estão fora, tudo acontece em parábolas, para que olhem mas não enxerguem, escutem mas não compreendam, para que não se convertam e não sejam perdoados”.

E lhes disse: “Vós não compreendeis esta parábola? Então, como compreendereis todas as outras parábolas? O semeador semeia a Palavra. Os que estão na beira do caminho são aqueles nos quais a Palavra foi semeada; logo que a escutam, chega Satanás e tira a Palavra que neles foi semeada. Do mesmo modo, os que receberam a semente em terreno pedregoso, são aqueles que ouvem a Palavra e logo a recebem com alegria, mas não têm raiz em si mesmos, são inconstantes; quando chega uma tribulação ou perseguição, por causa da Palavra, logo desistem.

Outros recebem a semente entre os espinhos: são aqueles que ouvem a Palavra; mas quando surgem as preocupações do mundo, a ilusão da riqueza e todos os outros desejos, sufocam a Palavra, e ela não produz fruto. Por fim, aqueles que recebem a semente em terreno bom são os que ouvem a Palavra, a recebem e dão fruto; um dá trinta, outro sessenta e outro cem por um”.

Ouvimos no Evangelho de hoje a conhecida parábola do semeador. Nela, Jesus nos identifica com o terreno em que a Palavra de Deus é semeada. O coração humano, de fato, se vê obrigado a reagir à Palavra santa do Senhor; ele não pode manter-se neutro, indiferente ao Evangelho de Cristo. E é aqui, neste contato pessoal com Jesus, que se podem aferir as qualidades do nosso “terreno”. A primeira possibilidade aventada por Cristo é a de uma intervenção demoníaca: assim que a Palavra é semeada em certos corações, vêm as aves do céus — as “potestades do ar” de que fala São Paulo (cf. Ef 2, 2) — e levam consigo a semente recém caída no chão. Daí a necessidade de o nosso apostolado vir sempre acompanhado de uma verdadeira vida de oração; precisamos, pois, que os anjos do Senhor preparem a alma daqueles que, mais sujeitos ao poder do diabo, pretendemos chamar à fé em Cristo Jesus.

As outras duas possibilidades dizem respeito diretamente às nossas disposições interiores. Se, por um lado, pode o demônio impedir que a semente cresça, também nós, por outro, a podemos sufocar, impedindo-a de dar os frutos que Deus espera de nós. O “terreno pedregoso” refere-se às almas que pensam ser possível seguir um Cristo sem Cruz; são almas que desejam Jesus, mas não desejam renunciar a si mesmas e ao egoísmo que só a dor e o sofrimento podem extinguir. Pois a dinâmica do verdadeiro amor exige que cresçamos na caridade ao mesmo tempo em que diminuímos no orgulho. O “terreno espinhoso” representa os que querem ser cristãos e mundanos, querem pertencer a Deus e também ao príncipe deste mundo; trata-se de almas que, sob a aparência de um cristianismo piedoso e fiel às “obrigações” de domingo, rejeitam a radicalidade de vida do Evangelho: querem conciliar terços e pecados, missas e festanças, orações e vulgaridades.

Sejamos generosos com Nosso Senhor; tenhamos a santa audácia de cortar os vínculos e as preocupações que nos atam a este mundo de misérias e iniquidades. Tomemos, pois, nossas cruzes diárias, rejeitemos a mentalidade mundana e, com um coração todo aberto qual terra fértil, sigamos a Cristo Jesus. Que Deus faça de nossas almas um terreno sadio, que possa dar todos os frutos que ele tão carinhosamente deseja colher.

Pai de família é agredido na Inglaterra por ser cristão

Nissar hussain blog 1

Um pai de família foi brutalmente atacado por vândalos encapuzados, em frente de sua casa, em Bradford, pelo simples fato de ter se convertido do Islã ao Cristianismo. A agressão aconteceu no fim da tarde do dia 17 de novembro de 2015, na região de Manningham.

O paquistanês Nissar Hussain, de 49 anos, teve um joelho quebrado, uma fratura no antebraço e uma concussão. O episódio, que foi flagrado pelas câmeras do circuito interno de TV, está sendo avaliado pela polícia do condado de West Yorkshire como crime de ódio religioso.

Ele saiu de casa por volta das 5h da tarde, para levar o seu carro para a delegacia, quando foi atacado por dois homens, que repentinamente o pararam do outro lado da pista e começaram o ataque. Um deles usava uma picareta de mão, enquanto o outro atingia Hussain com vários socos e pontapés. Os agressores, que a vítima não foi capaz de identificar, só pararam quando alguns vizinhos poloneses chegaram e mandaram-nos para longe.

“Eu senti como se estivesse lutando para sobreviver. Tudo aconteceu tão rápido que eu fui incapaz de reagir. Só me lembro de ter saído pelo portão e atravessado o meio-fio. Depois, só vi uma picareta vindo em minha direção. Instintivamente, tentei cobrir minha cabeça com os braços, mas a força do golpe me jogou para trás, meu calcanhar bateu na calçada e lançou-me ao chão. Também bati minha cabeça na parede, o que fez eu ter uma concussão, mas eu ainda estava consciente. Enquanto estava no chão, continuei com os braços bloqueando os chutes deles à minha cabeça, mas assim que eles perceberam, simplesmente começaram a atingir minhas pernas.”

O senhor Hussain conta que a sua família vive aterrorizada desde 2008, quando eles apareceram em um programa de TV –
o documentário Unholy War, exibido no Channel 4, que fala sobre os maus tratos a ex-muçulmanos que se converteram à fé cristã. Desde então, ele, a mulher e os seis filhos têm sido submetidos a inúmeros abusos e ameaças às suas vidas, bem como a um enorme prejuízo financeiro, devido aos danos físicos às suas propriedades. Só no período de um ano, por exemplo, o seu veículo foi alvo de vândalos por mais de seis vezes. Ele também já tinha sido agredido anteriormente na rua e acusa a polícia britânica de não ajudar a sua família. “Este país é uma sociedade civilizada e nós não estamos no Paquistão”, ele diz. “Temos o direito de seguir com as nossas vidas diárias e não sermos ameaçados por causa de nossa religião.”

Embora já tivesse sido contactada em outras ocasiões, é a primeira vez que a polícia estuda classificar o incidente como crime de ódio religioso. A família se mudou para o antigo endereço depois de experimentar problemas na nova residência, em Bradford, de onde eles reclamam terem sido expulsos por moradores muçulmanos.

Hussain diz que, a princípio, eles foram bem acolhidos na vizinhança, mas tudo mudou depois que eles apareceram na TV revelando a sua conversão ao Cristianismo. “Esse último ano tem sido o mais aterrorizante”, ele conta. “Minha família tem que ser corajosa quando resolve sair pela porta da frente de casa.
Somos chamados de blasfemadores por alguns membros da comunidade muçulmana. Chamam-nos de escória e tratam-nos como cidadãos de segunda categoria.

Estatísticas de novembro de 2015 estimam que haja aproximadamente 3 milhões de muçulmanos em território britânico. Em algumas áreas do país, a concentração é tão alta, que os residentes chegam a pedir a implantação da lei islâmica. Das famílias cristãs perseguidas pelo Islã, as de ex-muçulmanos são as que mais sofrem, pois são considerados “apóstatas” e indignas de viver.

Mesmo diante da perseguição, o pai de família diz não estar arrependido pela denúncia pública que fez em cadeia nacional de TV. “Ainda não me arrependo de participar do documentário, já que esse é um problema para os cristãos convertidos em todos os cantos do país”, afirma Hussain. ”
Essas pessoas estão nos deixando sem nenhuma dignidade humana. Já faz tempo que saímos à procura de um lugar, mas não deveríamos estar sujeitos a um abuso desse tipo.”

Fonte: Daily Mail | Tradução e adaptação: Equipe CNP

YouCat Online – Como é celebrado o Batismo?

A forma clássica da celebração batismal é a tripla submersão do batizando na água. Muitas vezes, porém, a água é derramada três vezes sobre a cabeça do batizando. O ministro do Batismo diz as palavras: “Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.” [1229-1245, 1278]

A água simboliza a purificação e a vida nova, que já fora expressa pelo batismo de penitência de João Batista. O Batismo que é celebrado “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” implica mais do que um sinal de conversão e penitência; é vida nova em Cristo. Isso torna-se claro nos ritos explicativos da unção, da veste branca e da vela batismal.