Mês: maio 2014

Uma Lei a ser derrubada

Cavalo de troia frame

Há pouco menos de um ano, o Congresso Federal aprovou um projeto de lei que, aparentemente, não tinha nada demais. O texto visava oferecer proteção “às vítimas de violência sexual”, garantindo-lhes “atendimento emergencial, integral e multidisciplinar” e “tratamento dos agravos (…) decorrentes de violência sexual” [1]. Tramitando em regime de urgência, o Projeto de Lei n. 3/2013 – originalmente proposto em 1999, mas ressuscitado a pedido do Ministério da Saúde – passou tranquilamente pelo Legislativo, sem muitos debates.

O que os parlamentares não pararam para examinar detidamente, no entanto, foi que a linguagem utilizada no projeto de lei era a mesma presente em uma norma técnica do Ministério da Saúde, que dispunha sobre a “prevenção e tratamento dos agravos resultantes da violência sexual contra mulheres e adolescentes” [2]. No texto da norma, o referido tratamento não era nada menos que o aborto para as grávidas, ousadamente reconhecido como “direito”. O conceito de estupro, ademais, deveria ser expandido para “qualquer forma de atividade sexual não consentida”, como constava no art. 2º do então projeto de lei. Não fosse suficiente, a mulher que chegasse a um hospital alegando ter sido violentada não precisaria mais apresentar sequer um boletim de ocorrência – que, na prática, já não provava nada: bastava a sua palavra, que deveria “ser recebida com presunção de veracidade” [3], e o abortamento poderia ser realizado.

Em resumo,
o projeto de lei abria uma brecha para que os hospitais públicos realizassem amplamente a prática do aborto.

Quando se tomou consciência do real perigo da proposta, ela já estava nas mãos da Presidente da República, para ser sancionada. Restava ao movimento pró-vida, juntamente com uma parcela da sociedade civil, pedir à Presidente que vetasse totalmente o PL 3/2013, dado que todo ele estava permeado de uma linguagem dúbia, claramente concebida para disponibilizar o acesso amplo e público ao aborto.

Graças à maldade do governo federal e à desconversa de pessoas do próprio movimento pró-vida, entretanto, no dia 1º de agosto, o projeto foi integralmente sancionado por Dilma Rousseff e transformado na Lei nº 12.845, de 2013 [4].

Esta lei, que não contém em nenhuma de suas linhas a palavra “aborto”, pode com razão ser apelidada de “Cavalo de Troia”, pois, assim como este aparentava ser um presente, mas, dentro de si, escondia o inimigo, a lei sancionada pelo governo Dilma, sob a máscara de proteção às mulheres, tem o propósito sórdido de destruir a própria dignidade da vida humana.

Para quem ainda duvidava das intenções malévolas por trás da referida lei, uma portaria de semana passada, emitida pelo Ministério da Saúde, não deixava margem para nenhuma objeção [5].
Para regulamentar a Lei Cavalo de Troia, o governo incluía na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde a “interrupção da gestação/antecipação terapêutica do parto”, fixando o preço do abortamento em R$ 443,40. Esta semana, devido à notoriedade que o fato ganhou, a portaria foi revogada. No entanto, a lei ardilosa que permitiu a edição de uma tal portaria, permanece de pé.

Para que seja finalmente derrubada, é preciso que entremos em contato com os parlamentares da Câmara dos Deputados, pedindo que seja apreciado, em regime de urgência, o Projeto de Lei n. 6033/2013, que revoga totalmente a Lei Cavalo de Troia [6]. O projeto, de autoria do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi apresentado imediatamente após a publicação da Lei 12.845, mas não foi votado porque a Comissão de Seguridade Social e Família – à qual o projeto deveria seguir, nos trâmites normais – é atualmente presidida pelo PT, que não tem interesse nenhum em revogar a lei.

Eis a importância de rezarmos e, mais do que isso, ligarmos e enviarmos e-mails aos nossos deputados. A lista com os números e os endereços eletrônicos das lideranças dos partidos segue abaixo juntamente com um modelo de texto. O futuro do Brasil e de nossas crianças depende da nossa ação.

Modelo de carta aos deputados:

Assunto: Requerimento de urgência para votar PL 6033/2013

Excelentíssimos senhores deputados,

Em 2013, um projeto de lei que dispunha “sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual” passou pelo Congresso Nacional tão rapidamente que Vossas Excelências sequer tiveram prazo para examinar e discutir com clareza o que o texto da proposta dizia. Prova disso é que muitos parlamentares só passaram a repensar o referido projeto quando este já tinha sido aprovado nas duas casas legislativas e estava nas mãos da Presidente da República, Dilma Rousseff.

Trata-se da Lei n. 12.845/2013 (até então, apenas Projeto de Lei n. 3/2013). O texto desta lei, com uma linguagem aparentemente inofensiva, introduz no ordenamento jurídico brasileiro alguns conceitos e garantias problemáticos. Faz referência “ao controle e ao tratamento dos agravos físicos e psíquicos decorrentes de violência sexual”, considerando esta “qualquer forma de atividade sexual não consentida”, além de fixar como obrigatório para “todos os hospitais integrantes da rede do SUS” um serviço denominado “profilaxia da gravidez”. Regulamentando esta lei, o Ministério da Saúde emitiu, no final do último mês, a Portaria 415, que fixava o preço da “INTERRUPÇÃO DA GESTAÇÃO” (eufemismo para aborto) em R$ 443,40. A portaria foi revogada, no dia 28, mas, infelizmente, a Lei n. 12.845, que permitiu a edição de uma norma deste teor, continua vigente.

Considerando que O POVO BRASILEIRO É MAJORITARIAMENTE CONTRÁRIO AO ABORTO, à sua descriminalização e à sua disseminação no Brasil, pedimos a Vossas Excelências que APROVEM UM REQUERIMENTO DE URGÊNCIA PARA VOTAR O PROJETO DE LEI N. 6033/2013, que revoga a Lei n. 12.845. Este projeto, de autoria do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), precisa ser votado o mais depressa possível e diretamente no Plenário da Câmara, a fim de evitar novas intromissões do governo nesta matéria e assegurar o exercício da soberania do povo que, repetimos, é majoritariamente contrário ao aborto, à sua descriminalização e à sua disseminação em nosso país.

Estamos cientes do que tratam essas leis e acompanhamos com muito critério cada movimento nesse sentido no Congresso Nacional.

Atenciosamente,
Seu Nome.

Liderança do Governo

Henrique Fontana (PT-RS) / 0 xx (61) 3215-9001;

lid.govcamara@camara.leg.br

Liderança da Minoria

Domingos Sávio / 0 xx (61) 3215-9820;

lid.min@camara.leg.br

PT Partido dos Trabalhadores

Vicentinho / 0 xx (61) 3215-9102

lid.pt@camara.leg.br

PMDB Partido do Movimento Democrático Brasileiro

Eduardo Cunha / 0 xx (61) 3215-9181 / 80

lid.pmdb@camara.leg.br

PSD Partido Social Democrático

Moreira Mendes / 0 xx (61) 3215-9060 / 9070

lid.psd@camara.leg.br

PSDB Partido da Social Democracia Brasileira

Antonio Imbassahy / 0 xx (61) 3215-9345 / 9346

lid.psdb@camara.leg.br

PP Partido Progressista

Eduardo da Fonte / 0 xx (61) 3215-9421

lid.pp@camara.leg.br

PR Partido da República

Bernardo Santana de Vasconcellos / 0 xx (61) 3215-9550

lid.pr@camara.leg.br

DEM Democratas

Mendonça Filho / 0 xx (61) 3215-9265 / 9281

lid.dem@camara.leg.br

PSB Partido Socialista Brasileiro

Beto Albuquerque / 0 xx (61) 3215-9650

lid.psb@camara.leg.br

SD Solidariedade

Fernando Francischini / 0 xx (61) 3215-5265

lid.solidariedade@camara.leg.br

PROS Partido Republicano da Ordem Social

Givaldo Carimbão / 0 xx (61) 3215-9990

lid.pros@camara.leg.br

PDT Partido Democrata Trabalhista

Vieira da Cunha / 0 xx (61) 3215-9700 / 9701 / 9703

lid.pdt@camara.leg.br

PTB Partido Trabalhista Brasileiro

Jovair Arantes / 0 xx (61) 3215-9502 / 9503

lid.ptb@camara.leg.br

PSC Partido Social Cristão

Andre Moura / 0 xx (61) 3215-9762 / 9771 / 9761

lid.psc@camara.leg.br

PRB Partido Republicano Brasileiro

George Hilton / 0 xx (61) 3215-9880 / 9882 / 9884

lid.prb@camara.leg.br

PV Partido Verde

Sarnye Filho / 0 xx (61) 3215-9790 / Fax: 0 xx (61) 3215-9794

lid.pv@camara.leg.br

E-mails dos Gabinetes das Lideranças

lid.govcamara@camara.leg.br;
lid.min@camara.leg.br;
lid.pt@camara.leg.br;
lid.pmdb@camara.leg.br;
lid.psd@camara.leg.br;
lid.psdb@camara.leg.br;
lid.pp@camara.leg.br;
lid.pr@camara.leg.br;
lid.dem@camara.leg.br;
lid.psb@camara.leg.br;
lid.solidariedade@camara.leg.br;
lid.pros@camara.leg.br;
lid.pdt@camara.leg.br;
lid.ptb@camara.leg.br;
lid.psc@camara.leg.br;
lid.prb@camara.leg.br;
lid.pv@camara.leg.br;

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, livrai o Brasil do flagelo do aborto.

Referências

  1. Cf. Projeto de Lei da Câmara, Nº 3 de 2013
  2. Ministério da Saúde. Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes. 3. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2012.
  3. Prevenção e Tratamento dos Agravos…, p. 69
  4. Lei nº 12.845, de 1º de agosto de 2013
  5. Cf. Projeto de Lei 6033/2013
  6. Cf. Portaria nº 415, de 21 de maio de 2014

É PRECISO CAMINHAR 2014-05-31 21:55:00

 
VENCEREMOS O MUNDO  ESTANDO COM JESUS

Segunda-Feira da VII Semana da Páscoa

02 de Junho de 2014

 

Evangelho: Jo 16,29-33

Naquele tempo, 29os discípulos disseram a Jesus: “Eis, agora falas claramente e não usas mais figuras. 30 Agora sabemos que conheces tudo e que não precisas que alguém te interrogue. Por isto cremos que vieste da parte de Deus”. 31 Jesus respondeu: “Credes agora? 32 Eis que vem a hora – e já chegou – em que vos dispersareis, cada um para seu lado, e me deixareis só. Mas eu não estou só; o Pai está comigo. 33Disse-vos estas coisas para que tenhais paz em mim. No mundo, tereis tribulações. Mas tende coragem! Eu venci o mundo!”

___________________________

O texto do evangelho se encontra no conjunto do discurso de despedida de Jesus dos seus discípulos no evangelho de João (Jo 13-17). A vida em si é formada de despedidas diárias. A despedida da noite para saudar o novo dia. A despedida de uma hora para a entrada de nova hora que está se despedindo também. A passagem de um dia para a entrada de novo dia que está terminando. A despedida de quem parte e a saudação de quem chega ou nasce. O choro de tristeza sobre quem partiu, e o choro de alegria pela chegada de quem acabou de nascer. A vida na história tudo passa. Estamos sempre em despedidas ou em partidas. Charles Chaplin dizia:A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração”.

Geralmente quem estiver para partir temporariamente ou permanentemente sempre dá alguns conselhos, recomendações, alertas, forças para lutar pelo bem, pela comunhão, pela dignidade e assim por diante. Jesus também, ao ter consciência de sua partida iminente (morte), dá alguns conselhos aos seus discípulos para que eles possam continuar sua obra neste mundo. Jesus sabe que até para fazer o bem os discípulos terão que enfrentar as tribulações e todo tipo de dificuldades. Mas não há melhor exercício para ter e fortalecer o bom coração do que estender o braço para baixo e erguer as pessoas. A bondade é o único investimento que nunca falha.

“Eis, agora falas claramente e não usas mais figuras. 30 Agora sabemos que conheces tudo e que não precisas que alguém te interrogue. Por isto cremos que vieste da parte de Deus”, disseram os discípulos a Jesus.

Com esta afirmação os discípulos perceberam que Jesus é aquele que sabe de Deus e O conhece e sabe da felicidade e da miséria dos homens e por isso, ele foi enviado para o mundo pelo Pai para salvá-lo por amor (Jo 3,16). O conhecimento de Deus e o conhecimento dos homens estão intimamente ligados entre si. Diante deste conhecimento revelador de Jesus, todas as perguntas dos discípulos se tornam supérfluos: “Agora sabemos que conheces tudo e que não precisas que alguém te interrogue. Por isto cremos que vieste da parte de Deus”. A clareza da revelação de Jesus é de tal ordem que responde às derradeiras perguntas do homem sobre Deus e sobre o próprio homem. Quem se aproximar desta revelação, quem se aproximar de Jesus e permanecer com Ele, todas as suas perguntas encontrarão suas respostas (cf. Jo 1,45; 4,29-30). A fé estabelece nosso relacionamento com Jesus e possibilita nosso conhecimento sobre Deus e o homem. O conhecimento de Deus e o conhecimento dos homens estão intimamente ligados entre si. Quem está em profunda comunhão com Deus, está também tão próximo dos homens para ajudá-los. Quem encontra Deus acaba encontrando os homens objeto do amor salvador de Deus.

“No mundo, tereis tribulações. Mas tende coragem! Eu venci o mundo!”.

“Estar no mundo” e o “medo” estão entrelaçados. O medo é a marca fundamental do “estar no mundo” no contexto do evangelho de hoje. O medo aqui é o medo da morte. O medo que o homem tem é o medo da morte diante do nada que jamais pode ser descartado, pois o poder da morte está sempre presente na vida.

Mas, de outro lado, Jesus afirma: “Mas tende coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33b). Esta afirmação só é possível porque Jesus é o ressuscitado que venceu a morte. A ressurreição é a morte da própria morte. A vitória de Jesus sobre o mundo é a vitória sobre o poder da morte que impera no mundo. Esta vitória de Jesus sobre o mundo deve assegurar os discípulos o dom da paz no meio das lutas da evangelização e dos sofrimentos da perseguição. O cristão sabe que nenhum poder sobre a terra é absoluto. Não o foram os grandes impérios que se sucederam sem interrupção ao longo da história, não o serão tampouco os poderes atuais do mercado, da eficiência, do dinheiro, da técnica da globalização informática, tecnológica e econômica. Todos os poderes deste mundo estão submetidos ao poder de Deus, pois todos não passam a ser simples criaturas. Jamais podemos colocar o ouro e a prata acima do Criador.

São João traduzirá estas palavras de Jesus na sua Primeira Carta da seguinte forma: “Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1Jo 5,4b). A fé em Jesus já é uma participação da vitória de Jesus. Como Ressuscitado, Jesus é o Doador e o Distribuidor escatológico da vida. Ter fé significa estar com Deus e participar de sua vida. A fé liberta o homem da morte para a vida. Deus está sempre do nosso lado e por isso, podemos ter serenidade em tudo. Uma certeza nos acompanha: Cristo venceu o mundo. Se Cristo venceu o mundo, venceremos também com ele. A ultima palavra não é a fraqueza do homem, não é a prepotência do homem e sim a fidelidade do Senhor para conosco. No Senhor todos os nossos gritos, todos os nossos porquês, todas as nossas perguntas e interrogações serão acolhidos e colocados em outras perspectivas. A certeza de Deus vai ao nosso encontro sempre e em toda parte. Por isso, o autor da Carta aos Hebreus escreveu: “A fé é um modo de já possuir aquilo que se espera, é um meio de conhecer realidades que não se vêem. Foi por causa da fé que os antigos foram aprovados por Deus. Pela fé, sabemos que a Palavra de Deus formou os mundos; foi assim que aquilo que vemos se originou de coisas invisíveis” (Hb 11,1-3).  A fé é como uma luz ou uma lanterna. A luz ou a lanterna não é acesa para ser olhada e sim para alguém ver o que ela ilumina.

No mundo tereis tribulações. Mas tende coragem! Eu venci o mundo” é a mensagem do Senhor para você hoje. Acredite nesta Palavra, pois é a Palavra de quem criou o universo e de quem venceu a morte: “Tudo foi feito por Ele, e sem Ele nada foi feito. N’Ele havia vida, e a vida era a luz dos homens. … Era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem” (Jo 1,3-4.9).

Sobre a importância da fé, Santo Agostinho dizia: Deus, de Quem separar-se é morrer, a Quem retornar é ressuscitar, com Quem habitar é viver. Deus de Quem fugir é cair, a Quem voltar é levantar-se, em Quem apoiar-se é estar seguro. Deus, a Quem esquecer é morrer, a Quem buscar é viver, a Quem ver é possuir. Deus, a Quem a fé nos impele, a esperança nos aproxima e a caridade nos une” (Solil. 1,1,3). “Deus não se torna maior pelo conhecimento de quem O encontra, mas quem O encontra torna-se maior por ter conhecido a Deus” (Serm. 117,2,3).

P. Vitus Gustama,svd

Novena de Pentecostes 2º dia – A vida sobrenatural

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A ação do Espírito Santo é gerar em nós um “organismo espiritual”. De fato, nós temos um organismo natural e um sobrenatural. Com o primeiro, praticamos atos naturais, como comer, andar, dormir, amar nossos familiares etc. Para realizar atos sobrenaturais, no entanto, é necessário um organismo sobrenatural, que deve ser gerado em nós. Só assim é possível fazer o que nenhum de nós pode por si só: amar a Deus de todo o coração.

Para isso, é preciso, em primeiro lugar, ser batizado e, depois, permanecer em estado de amizade com Deus. A cada pecado mortal, o organismo espiritual que recebemos no Batismo é prejudicado, tal como uma criança que, no útero da mãe, tivesse cortado o seu cordão umbilical. A primeira coisa que acontece com nossa alma é o desaparecimento da caridade. Quando ofendemos gravemente a Deus, dizemos que O odiamos e tratamo-Lo como um inimigo. Pode até ser que reste em nossos corações um pouco de esperança e de fé, mas a caridade se esvai totalmente e, com isso, o nosso organismo se debilita.

Para remediar este estado, é preciso que nos arrependamos de nossos pecados e procuremos o sacramento da Confissão. Em cada Confissão, o nosso organismo espiritual é restaurado. Diferentemente do organismo natural, em que, cortado o cordão umbilical, corta-se o vínculo de dependência entre mãe e filho, no organismo sobrenatural, devemos estar em constante contato com o Senhor; caso contrário, morremos. É Ele mesmo que mantém a nossa vida espiritual, preservando em nós a graça santificante.

Se estamos em estado de pecado, aproveitemos esta novena de Pentecostes para restaurar a nossa amizade com Deus. “Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15, 5).

Relacionados

  1. Novena de Pentecostes 1º dia – O Espírito gera Jesus em nós
  2. Novena de Pentecostes 3º dia – As virtudes já estão em nós
  3. Novena de Pentecostes 4º dia – A graça atual
  4. Novena de Pentecostes 5º dia – A mediação da Rainha dos Anjos
  5. Novena de Pentecostes 6º dia – O combate dos pecados veniais
  6. Novena de Pentecostes 7º dia – A piedade e o temor de Deus
  7. Novena de Pentecostes 8º dia – A ciência, a fortaleza e o conselho
  8. Novena de Pentecostes 9º dia – A inteligência e a sabedoria

É PRECISO CAMINHAR 2014-05-31 01:50:00

 
ASCENSÃO DO SENHOR

 ANO “A”

Domingo, 01 de Junho d 2014

 

Primeira Leitura: At 1,1-11



 
1No meu primeiro livro, ó Teófilo, já tratei de tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o começo, 2até o dia em que foi levado para o céu, depois de ter dado instruções pelo Espírito Santo, aos apóstolos que tinha escolhido. 3Foi a eles que Jesus se mostrou vivo, depois de sua paixão, com numerosas provas. Durante quarenta dias, apareceu-lhes falando do Reino de Deus. 4Durante uma refeição, deu-lhes esta ordem: “Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual vós me ouvistes falar: 5‘João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo, dentro de poucos dias’”. 6Então os que estavam reunidos perguntaram a Jesus: “Senhor, é agora que vais restaurar o Reino de Israel?” 7Jesus respondeu: “Não vos cabe saber os tempos e os momentos que o Pai determinou com a sua própria autoridade. 8Mas recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e na Samaria, e até os confins da terra”. 9Depois de dizer isso, Jesus foi levado ao céu, à vista deles. Uma nuvem o encobriu, de forma que seus olhos não podiam mais vê-lo. 10Os apóstolos continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apareceram então dois homens vestidos de branco, 11que lhes disseram: “Homens da Galileia, por que ficais aqui parados, olhando para o céu? Esse Jesus que vos foi levado para o céu virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu”.

 

 

Responsório (Sl 46)

— Por entre aclamações Deus se elevou,/ o Senhor subiu ao toque da trombeta.



— Povos todos do universo, batei palmas,/ gritai a Deus aclamações de alegria!/ Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo,/ o soberano que domina toda a terra.

— Por entre aclamações Deus se elevou,/ o Senhor subiu ao toque da trombeta./ Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa,/ salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei!

— Porque Deus é o grande Rei de toda a terra,/ ao som da harpa acompanhai os seus louvores!/ Deus reina sobre todas as nações,/ está sentado no seu trono glorioso.

 

 

Segunda Leitura: Ef 1,17-23



Irmãos: 17O Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai a quem pertence a glória, vos dê um espírito de sabedoria que vo-lo revele e faça verdadeiramente conhecer. 18Que ele abra o vosso coração à sua luz, para que saibais qual a esperança que o seu chamamento vos dá, qual a riqueza da glória que está na vossa herança com os santos, 19e que imenso poder ele exerceu em favor de nós que cremos, de acordo com a sua ação e força onipotente. 20Ele manifestou sua força em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos céus, 21bem acima de toda a autoridade, poder, potência, soberania, ou qualquer título que se possa mencionar, não somente neste mundo, mas ainda no mundo futuro. 22Sim, ele pôs tudo sob seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a Cabeça da Igreja, 23que é o seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal.

 

 

Evangelho: Mt 28,16-20

 
Naquele tempo, 16os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. 17Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele. Ainda assim alguns duvidaram. 18Então Jesus aproximou-se e falou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. 19Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, 20e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”.

                                       ———————-

 
Celebramos neste domingo a solenidade da Ascensão do Senhor ao céu. A ascensão significa que Cristo alcançou a plenitude no poder e glória junto ao Pai. Este é o significado da expressão “subir ao céu”. Por isso, a ascensão não é separação e abandono dos homens. O Senhor está vivo e vive entre nós (cf. Mt 28,20). Cristo se encontra na oração e na ação, nos sacramentos e nos irmãos, no amor e na bondade e em todos os lugares nos quais sua graça opera, liberta e une. Por isso, o homem pode viver na presença de Deus e ter experiência celeste durante sua passagem na terra.   

A ascensão de Jesus nos garante, antes de mais nada, que uma vida vivida na fidelidade aos projetos do Pai, vivida no amor fraterno é uma vida destinada à glorificação, à comunhão definitiva com Deus. Quem percorre o mesmo “caminho” de Jesus subirá como Ele, à vida plena. No final de um caminho percorrido na doação, na entrega, no amor vivido até às últimas conseqüências, está a vida definitiva, está o céu, está a vida de comunhão com Deus. Esta esperança nos permite enfrentarmos o medo, os nossos limites humanos, o fanatismo, o egoísmo dos fazedores de pecado e nos permite olharmos com serenidade para o futuro de vida plena que é o nosso destino final.

Em outras palavras, na Ascensão encontramos a chave do sentido da vida e da dignidade do homem chamado a participar da glória de Cristo vivendo o amor fraterno na convivência com os demais. Portanto, o evangelho é uma mensagem para o homem de hoje, tão necessitado de encontrar o sentido de sua vida e de uns valores que configurem sua existência com Cristo glorificado. A verdadeira glória está na vivencia dos valores e não na acumulação dos bens materiais.

Paradoxalmente, ascenderemos melhor quando descermos mais; seremos cidadãos do céu quando na terra caminharmos comprometidos nas exigências do Evangelho. Nós nos tornaremos divinos, quando formos mais humanos e mais irmãos com os demais.

Vamos olhar para alguns detalhes do relato do evangelho deste domingo.

1. O encontro na Galileia (v.16a)

   

A Galileia (a “Galileia dos pagãos” segundo Mt 4,15) é a terra onde Jesus começou seu ministério e chamou seus primeiros discípulos (Mt 4,18-22). No começo da Paixão Jesus prometeu que depois de sua ressurreição, ele iria preceder os discípulos para a Galileia (Mt 26,32). A direção da Galileia foi repetida no sepulcro tanto pelo anjo do Senhor como por Jesus ressuscitado (Mt 28,7-10), com a promessa adicional de que lá os discípulos(que agora se tornam seus “irmãos” cf. Mt 12,50) o veriam. A partir de agora a “Galileia dos pagãos” se torna um lugar que tem um sentido salvífico, pois a Galileia vai se tornar como o ponto de partida para a missão universal. Este detalhe já indica a universalidade da mensagem do Evangelho de Mateus.

A palavra “Galileia” é a palavra que recorda a tarefa de evangelizar. Na Galileia Jesus começou seu ministério entre os pagãos e meio pagãos. A palavra “Galileia” nos relembra que somos missionários do Senhor. Jesus promete nos encontrar no lugar ou numa situação em que exige uma ação evangelizadora. É preciso que saibamos nossas “Galileias”, isto é, as áreas em que devemos atuar como cristãos- missionários. É preciso que saibamos onde as “Galileias”, pois o Senhor quer nos encontrar lá.

2. O encontro numa montanha (v.16b)

     

O encontro acontece numa montanha. Mateus não pensa em uma específica montanha geográfica, mas indica a revelação divina (teofania), a esfera divina. O monte é o lugar e símbolo do encontro de céu e terra, da ascensão humana e da teofania. Em quase todas as culturas a montanha representa uma ligação entre a terra e o céu. A ligação entre o céu e a terra é concebida simbolicamente, à semelhança de uma escada (p. ex. São João da Cruz, Subida ao monte Carmelo), como possibilidade da ascensão espiritual e o desenvolvimento superior a ser penosamente conquistado.

    

Em relação a Jesus, numa “montanha” aconteceram coisas importantes: Jesus se sentou na montanha quando fez aos discípulos o Sermão da Montanha (Mt 5,1). Na montanha Jesus se transfigurou diante de Pedro, Tiago e João (Mt 17,1), na montanha Jesus reza (Mt 14,23 cf. também Mt 8,1;15,29). Assim como no monte Sinai ou Horeb, Moisés encontrou Deus e dele recebeu a Lei, do mesmo modo em uma montanha, durante o ministério, os discípulos tinham visto a glória de Deus em Jesus transfigurado, dele recebendo uma interpretação da Lei: “Vós ouvistes dizer, mas agora eu vos digo” (Mt 5,21-22.27-28.31-32.33-34.38-39.43-44). Quando se trata de coisas importantes na vida de Jesus, Mt coloca Jesus sobre a montanha. Ao dizer que “os Onze foram ao monte” Mt quer nos dizer que a missão dos Apóstolos enviados para o mundo inteiro é um acontecimento de extrema importância. Os discípulos são convocados não para reconhecê-lo, mas para escutar sua revelação definitiva (pelo fato de ocorrer no monte).

O ser humano só poderá entender o que está acontecendo na humanidade, qual significado dos acontecimentos, se ele aprender a criar seus momentos de montanha, isto é, os momentos do encontro com Deus na oração, na participação dos sacramentos e na prática do amor fraterno. Ao chegar no topo de uma montanha, o homem terá uma visão maior. A vivência dos valores possibilita o homem a entender a vida e seus acontecimentos. A vivencia dos valores faz o homem “subir” até Deus; faz o homem experimentar a verdadeira ascensão.

Todos nós necessitamos ascender, subir e superar nossos níveis baixos de inércia humana e espiritual. Necessitamos de perspectivas de altura para ver com mais verdade e com justa proporção. É urgente ascender ou subir na fé, na esperança e no amor para experimentarmos o que Jesus experimentou: subiu ao céu

3. Adoração (v.17)

  

A adoração (proskynesis, proskynein, adorar) é, no NT, palavra predileta de Mateus e do Apocalipse. Além de se encontrar três vezes em Mt 2,2.8.11 (sobre os magos), reaparece o mesmo termo outras dez vezes: na tentação (Mt 4,9.10);uma no contexto parabólico (Mt18,26) descrevendo a prostração do servo (pecador) diante do rei (Deus, Pai e Juiz) e outras sete descrevem uma instantânea: a adoração do enfermo ou aflito/sofredor(Mt 8,2;9,18;15,25) e a do discípulo (Mt 14,33;20,20;28,9.17) em atitude de “proskynesis” (prostrar-se/adorar) diante de Jesus.

   

Nesse encontro os discípulos reconheceram Cristo imediatamente e prostraram-se diante de Jesus para adorá-lo, demonstrando sua fé nele como Filho de Deus. Anteriormente eles já o tinham feito uma vez quando Jesus caminhava sobre as águas e professaram sua fé em Jesus como Filho de Deus (Mt 14,33).

A palavra “adoração”, de origem extrabíblica, indica o gesto de submissão dos discípulos que se dispõem a escutar as ordens do Ressuscitado. Ao nascer Jesus foi adorado pelos magos (Mt 2,11), no ministério público ele foi adorado pelos próprios discípulos e enfermos, e na ascensão Jesus recebeu a mesma adoração dos discípulos (Mt 28,17). Para a teologia de Mateus, o Senhor da Glória já estava na humanidade de Belém e no ministério público. Ao prostrarem-se diante de Jesus, agora eles o adoram não somente como o Senhor dos elementos, mas também o Senhor deles e o Senhor do mundo (A adoração presta-se somente a uma divindade). Jesus, a quem se adora, é “Senhor” que tem poder sobre a lepra (Mt 8,2ss), o demônio (Mt 15,22ss), a morte (Mt 9,18ss), a natureza(Mt 14,25ss), o universo(Mt 28,18ss).

Necessitamos adorar ao Senhor para não adorarmos nenhum ídolo ou nenhuma coisa neste mundo. Quem adora a Deus sabe colocar as coisas nos seus justos valores e perspectivas. Mas aquele que adora as coisas, ele se torna coisa entre as coisas.

4. O Poder de Jesus Sobre o Céu e a Terra

                 

Jesus recebeu todo o poder no céu e sobre a terra. Ao falar do poder de Jesus que ele recebeu, devemos estar conscientes de que a verdadeira natureza do poder de Cristo, não é um exercício de dominação sobre os homens, mas como uma capacidade operativa de proclamar as exigências da vontade de Deus, de libertar os pecadores da escravidão do seu passado de culpa, de romper os grilhões dos prisioneiros das forças diabólicas da morte e da destruição, de denunciar as religiões feitas de hipocrisia e de interesse. Em outras palavras, é um poder de realizar o Reino de Deus no mundo.

   

Existe um poder que destrói e existe também um poder que cria. O poder que cria dá vida, gozo e paz. É liberdade e não escravidão, vida e não morte, transformação e não coerção. O poder que cria restaura relacionamentos e concede dom da integridade a todos. O poder que cria é o poder que procede de Deus cuja marca é o amor. E o amor exige que o poder seja usado para o bem de todos. Em Cristo, o poder é usado para destruir o mal de forma que o amor possa redimir o bem. O poder que cria produz união. Para criar essa união é preciso ouvir juntos à voz do Senhor em nossos lares, em nossas igrejas,  em nossos negócios, em nossas comunidades, em nossos encontros etc..

   

Ao contrário disso, nada é mais perigoso do que o poder a serviço da arrogância. A arrogância nos faz pensar que estamos certos e os outros estão errados. O único que está certo é Jesus Cristo. O restante de nós precisa reconhecer suas próprias fraquezas e fragilidades e buscar aprender através da correção dos outros. Se não o fizermos, o poder pode conduzir pelo caminho de destruição. O poder destrutivo destrói relacionamentos, a confiança, o diálogo e a integridade.

5. A ordem de missão

A ordem de missão dada aos Onze é significativa, pois a missão se amplia: fazer discípulos todos os povos. No começo Jesus falou somente aos judeus (Mt 15,24) e os discípulos foram enviados somente para o povo de Israel (Mt 10,5-6). Agora o Jesus ressuscitado, com pleno poder escatológico (“toda a autoridade”), envia-os a todas as nações. Israel não está excluída (Mt 23,34); mas o progresso destas duas ordens, uma durante o ministério e outra depois da ressurreição, incorpora a experiência da cristandade em Mateus. No começo do Evangelho, Mt assinala a grande extensão desse plano ao escrever sobre os magos pagãos vindos a Jerusalém (cumprimento de um sonho do AT em Is 2,2-4). Agora fica claro que os discípulos não podem simplesmente esperar que os pagãos venham a ele, mas eles precisam ir até os pagãos.

A missão dada aos discípulos é expressa através de um verbo principal no imperativo (fazer discípulos/mathêteusate) e dois verbos no particípio (batizando…ensinando).

      

Para Mt “fazer discípulos” é um processo educativo. Fazer discípulos é ajudar as pessoas a aprenderem as coisas que Jesus lhes ensinou. Na missão universal, os discípulos tornam-se claramente mestres. Como Jesus antes deles, eles agora vão “fazer discípulos”. Ser cristão é ser discípulo de Jesus. E ser verdadeiro discípulo para Mt eqüivale a pertencer à família de Jesus (Mt 12,49-50). Neste sentido, fazer discípulo é fazer comunidade cristã, fazer Igreja. Para ser salvo, é preciso pôr-se no seguimento de Cristo, entrar em relação com a sua pessoa. Não existe outra possibilidade.

  

Mas não se trata de uma relação individual. Os homens são chamados a fazer parte da comunidade dos seus discípulos. Isto é indicado claramente pelas duas instruções: batizar e ensinar tudo o que Jesus mandou. “Batizando” e ”ensinando” marcam as duas atividades fundamentais no exercício da missão de “fazer discípulos”.

  

O batismo é realizado “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. “Em nome” sugere uma dedicação e compromisso, uma consagração. Entre os hebreus, o nome designa a realidade profunda do ser, incluindo a pessoa e sua respectiva dignidade. Em Seu nome (poder) começou a Igreja, e nele ela vive hoje ainda, pois onde “o nome de Deus é pronunciado sobre nós, ele mesmo está no nosso meio” (cf. Jr 14,9).

A Igreja não foi nem será deixada sozinha no seu longo e cansativo caminho histórico: “Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28,20). Jesus a acompanha, sustenta, encoraja, e purifica. Ele continua presente entre nós, onde dois ou mais se reúnem em seu nome (Mt 18,20), pela fé, pela palavra proclamada, pelos sacramentos etc. A partir dessa promessa, cada cristão não é mais solitário, mas solidário, pois Deus está sempre com ele e ele está sempre com Deus. O cristão é, ao mesmo tempo, chamado a ser solidário com os outros, a sair do isolamento, pois Deus chama cada cristão a viver numa solidariedade, numa comunidade.

 

P. Vitus Gustama,svd

Domingo da Ascensão do Senhor – Estarei convosco todos os dias

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus
(Mt 28,16-20)

Antes de subir aos Céus, Jesus reúne os seus discípulos na Galileia e diz-lhes: “Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo.”

Estas palavras de Nosso Senhor colocam-nos diante do mistério maravilhoso que é o “tempo da Igreja”, período que vai de Sua Ascensão aos céus até a Sua segunda vinda gloriosa. Mesmo tendo subido aos céus, Ele promete: “Estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”. Diante da difícil situação em que se encontra o mundo e a própria Igreja, somos tentados a perguntar: Onde está Deus? Se a Igreja é divina, por que o Senhor permite que essas coisas aconteçam? É como se a barca da Igreja estivesse naufragando e Jesus parecesse dormir [1]. No entanto, as palavras de Jesus ao final do Evangelho de São Mateus garantem-nos a Sua presença; não uma presença esporádica, mas uma união contínua, “todos os dias”. Por isso, no abismo mais profundo de nossa crise e sofrimento, tenhamos esta certeza: não estamos sozinhos, Jesus está conosco.

“Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra”. Como rezamos no Credo, “Jesus Cristo (…) está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso”. Isto deve apaziguar o nosso coração. “Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei; estais comigo com bastão e com cajado; eles me dão a segurança!” [2]. Ainda que passemos por crises e sofrimentos, Cristo está conosco “com bastão e com cajado”, isto é, com toda a Sua autoridade. E se Ele permite que nos venham provações e tempestades, é porque Ele quer a santificação dos justos. Ele, que passou pela Cruz, “pelo vale tenebroso”, quer que nós respondamos ao Seu amor, com generosidade e abnegação.

“Ide e fazei discípulos meus todos os povos”, diz Jesus. De que modo? Primeiro, “batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”; e, segundo, “ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei”. Então, antes de qualquer coisa, para sermos verdadeiros discípulos de Jesus, é necessário que cultivemos uma vida sacramental intensa, por meio da Confissão e Comunhão frequentes. Em segundo lugar, o coração de discípulo também deve ser um coração missionário: se deixarmos de pregar o Evangelho, deixaremos de ser cristãos. A Igreja é missionária, não por uma questão de “marketing”, para aumentar o número de fiéis. Ainda que, absurdamente, ninguém se convertesse com a pregação do Evangelho, valeria a pena anunciá-lo do alto dos telhados, porque, com isso, estaríamos amando a Cristo.

Aproximando-se a solenidade de Pentecostes, Jesus pede a Seus discípulos que não deixem Jerusalém. Os apóstolos obedecem e permanecem com Maria para implorar a Deus o grande dom do Espírito Santo. Do mesmo modo, é necessário que nós, aproveitando a novena que a Igreja propõe aos fiéis nesses dias, imploremos com ardor o Espírito Santo, para que nos conceda as graças atuais de que precisamos para amar de verdade ao Senhor. O amor que está dentro de nós pelo estado de graça deve passar da potência ao ato. Isto só é possível com o auxílio divino.

É claro que, com o Batismo, os dons do Espírito Santo estão em nós. Para que sejam ativos, no entanto, é necessária a graça de Deus. Os sete dons do Espírito – desde a sabedoria até o temor de Deus – são como velas de um navio: sem o vento a soprar sobre elas, não produzem nenhum efeito.

Por isso, é importante rezar, ter verdadeiramente uma vida de oração. Que a nossa oração seja humilde – não nos podemos aproximar de Deus como alguém a exigir algo num balcão de bar, todos somos mendigos da Sua graça –, confiante – pois Ele prometeu que nos daria Sua graça, se lhe pedíssemos -, perseverante – Deus demora não porque não nos ama, mas porque quer ver crescer em nós o desejo das coisas santas, que só aumenta com a demora – e atenta. Peçamos ao Espírito Santo que sopre as velas do nosso coração e nos ajude a enfrentar esta tempestade que faz balançar a nave da Igreja. Joelhos no chão, coração confiante e olhos fixos na Virgem Santíssima: ela nos auxilia a rezar.

Referências

  1. Cf. Mt 8, 24
  2. Sl 22, 4

Novena de Pentecostes 1º dia – O Espírito gera Jesus em nós

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A novena de Pentecostes é a mãe de todas as novenas. É o curto período entre a Ascensão de Nosso Senhor aos Céus, quarenta dias após a Sua Ressurreição, e a vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos. Por nove dias, os discípulos e a Virgem Maria se reuniram no Cenáculo, atendendo ao pedido do próprio Jesus: “Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual me ouvistes falar, quando eu disse: ‘João batizou com água; vós, porém, dentro de poucos dias sereis batizados com o Espírito Santo’” (At 1, 4-5).

Recomenda-se para estes dias alguma oração diária ao Espírito Santo, como a novena própria de Pentecostes ou a sequência Veni Creator Spiritus, invocando o Seu derramamento em nossos corações.

Por que pedir o Espírito Santo? Em primeiro lugar, porque este é o meio que Deus escolheu para derramar-Se em nossos corações. Deus, em Sua infinita providência, quando dispõe as coisas, “não somente produz as coisas que quer que se façam, mas, também do modo pelo qual assim as quer” (Suma Teológica, I, q. 19, a. 8). Tendo disposto que recebamos o Espírito Santo por meio de nossa oração, é preciso que supliquemos a Sua vinda.

A segunda razão pela qual precisamos invocar o Espírito é que só deste modo poderemos amar verdadeiramente a Deus. A Terceira Pessoa da Santíssima Trindade é o próprio amor entre o Pai e o Filho. Esse amor, derramado em nosso coração, o tornará de tal modo configurado a Jesus que será Ele mesmo a amar o Pai, em nós. Deste modo anteciparemos o sonho divino para nós, no Céu.

A Santíssima Mãe de Deus tem um papel importantíssimo neste processo, afinal, foi em seu ventre que o Espírito Santo gerou o Verbo encarnado. Entreguemos os nossos corações a ela, que é esposa do Espírito Santo, a fim de que Jesus seja gerado em nós e possamos amar o Pai.

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  7. Novena de Pentecostes 8º dia – A ciência, a fortaleza e o conselho
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Vamos defender a vida

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Este é um momento importantíssimo de nossa luta em defesa da vida, contra a legalização do aborto no Brasil. No ano passado, a
Lei n. 12.845/2013, que aparentemente dispunha “sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual”, foi sancionada pela Presidente da República. Olhando para a linguagem do texto legal, alertamos que esta lei abriria uma brecha para a possibilidade de se fazer o aborto em nosso país. Com razão o então projeto foi apelidado de “Cavalo de Troia”.

O argumento do governo – e até de algumas pessoas do movimento pró-vida – era o de que esta lei se referia tão somente à proteção da mulher e que não tinha nada que ver com o Poder Executivo – ainda que fosse o próprio Ministério da Saúde a propor o projeto de lei.

Acontece que, na última semana, o mesmo Ministério da Saúde, por meio da
Portaria n. 415 de 2014, regulamentou a Lei Cavalo de Troia, incluindo na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde a “interrupção da gestação/antecipação terapêutica do parto”, fixando o preço do abortamento em R$ 443,40. O mesmo preço de um parto. (Aparentemente, para essas pessoas, a morte e a vida são a mesma coisa.)

Diante da notoriedade que ganhou a portaria, o Ministério da Saúde acabou por revogá-la esta semana (pela
Portaria n. 437), sem apresentar nenhuma justificativa. No entanto, a verdade já havia sido revelada: realmente, a Lei Cavalo de Troia foi concebida para disseminar a prática do aborto no Brasil.

Se a portaria foi felizmente revogada, a Lei Cavalo de Troia, no entanto, continua vigente. Só poderemos cantar um canto de verdadeira vitória quando este texto for totalmente retirado de nosso ordenamento jurídico.

Para isso, é preciso que ajamos, entrando em contato com os parlamentares da Câmara dos Deputados. Há um projeto de lei no Congresso Nacional, de autoria do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que “revoga a Lei n.º 12.845, de 1º de agosto de 2013”: trata-se do
Projeto de Lei n. 6033/2013. É importante que todos os brasileiros, independentemente da religião que professam, telefonem e enviem e-mails aos nossos parlamentares, pedindo que aprovem com urgência o PL 6033/13, a fim de varrer do mapa do Brasil a perfídia do aborto e da cultura da morte.

Segue abaixo a lista com os números e os endereços eletrônicos das lideranças dos partidos juntamente com um modelo de texto. O futuro do Brasil e de nossas crianças depende da nossa ação.

Modelo de carta aos deputados:

Assunto: Requerimento de urgência para votar PL 6033/2013

Excelentíssimos senhores deputados,

Em 2013, um projeto de lei que dispunha “sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual” passou pelo Congresso Nacional tão rapidamente que Vossas Excelências sequer tiveram prazo para examinar e discutir com clareza o que o texto da proposta dizia. Prova disso é que muitos parlamentares só passaram a repensar o referido projeto quando este já tinha sido aprovado nas duas casas legislativas e estava nas mãos da Presidente da República, Dilma Rousseff.

Trata-se da Lei n. 12.845/2013 (até então, apenas Projeto de Lei n. 3/2013). O texto desta lei, com uma linguagem aparentemente inofensiva, introduz no ordenamento jurídico brasileiro alguns conceitos e garantias problemáticos. Faz referência “ao controle e ao tratamento dos agravos físicos e psíquicos decorrentes de violência sexual”, considerando esta “qualquer forma de atividade sexual não consentida”, além de fixar como obrigatório para “todos os hospitais integrantes da rede do SUS” um serviço denominado “profilaxia da gravidez”. Regulamentando esta lei, o Ministério da Saúde emitiu, no final do último mês, a Portaria 415, que fixava o preço da “INTERRUPÇÃO DA GESTAÇÃO” (eufemismo para aborto) em R$ 443,40. A portaria foi revogada, no dia 28, mas, infelizmente, a Lei n. 12.845, que permitiu a edição de uma norma deste teor, continua vigente.

Considerando que O POVO BRASILEIRO É MAJORITARIAMENTE CONTRÁRIO AO ABORTO, à sua descriminalização e à sua disseminação no Brasil, pedimos a Vossas Excelências que APROVEM UM REQUERIMENTO DE URGÊNCIA PARA VOTAR O PROJETO DE LEI N. 6033/2013, que revoga a Lei n. 12.845. Este projeto, de autoria do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), precisa ser votado o mais depressa possível e diretamente no Plenário da Câmara, a fim de evitar novas intromissões do governo nesta matéria e assegurar o exercício da soberania do povo que, repetimos, é majoritariamente contrário ao aborto, à sua descriminalização e à sua disseminação em nosso país.

Estamos cientes do que tratam essas leis e acompanhamos com muito critério cada movimento nesse sentido no Congresso Nacional.

Atenciosamente,
Seu Nome.

Liderança do Governo

Henrique Fontana (PT-RS) / 0 xx (61) 3215-9001;

lid.govcamara@camara.leg.br

Liderança da Minoria

Domingos Sávio / 0 xx (61) 3215-9820;

lid.min@camara.leg.br

PT Partido dos Trabalhadores

Vicentinho / 0 xx (61) 3215-9102

lid.pt@camara.leg.br

PMDB Partido do Movimento Democrático Brasileiro

Eduardo Cunha / 0 xx (61) 3215-9181 / 80

lid.pmdb@camara.leg.br

PSD Partido Social Democrático

Moreira Mendes / 0 xx (61) 3215-9060 / 9070

lid.psd@camara.leg.br

PSDB Partido da Social Democracia Brasileira

Antonio Imbassahy / 0 xx (61) 3215-9345 / 9346

lid.psdb@camara.leg.br

PP Partido Progressista

Eduardo da Fonte / 0 xx (61) 3215-9421

lid.pp@camara.leg.br

PR Partido da República

Bernardo Santana de Vasconcellos / 0 xx (61) 3215-9550

lid.pr@camara.leg.br

DEM Democratas

Mendonça Filho / 0 xx (61) 3215-9265 / 9281

lid.dem@camara.leg.br

PSB Partido Socialista Brasileiro

Beto Albuquerque / 0 xx (61) 3215-9650

lid.psb@camara.leg.br

SD Solidariedade

Fernando Francischini / 0 xx (61) 3215-5265

lid.solidariedade@camara.leg.br

PROS Partido Republicano da Ordem Social

Givaldo Carimbão / 0 xx (61) 3215-9990

lid.pros@camara.leg.br

PDT Partido Democrata Trabalhista

Vieira da Cunha / 0 xx (61) 3215-9700 / 9701 / 9703

lid.pdt@camara.leg.br

PTB Partido Trabalhista Brasileiro

Jovair Arantes / 0 xx (61) 3215-9502 / 9503

lid.ptb@camara.leg.br

PSC Partido Social Cristão

Andre Moura / 0 xx (61) 3215-9762 / 9771 / 9761

lid.psc@camara.leg.br

PRB Partido Republicano Brasileiro

George Hilton / 0 xx (61) 3215-9880 / 9882 / 9884

lid.prb@camara.leg.br

PV Partido Verde

Sarnye Filho / 0 xx (61) 3215-9790 / Fax: 0 xx (61) 3215-9794

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E-mails dos Gabinetes das Lideranças

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dep.diegoandrade@camara.leg.br;
dep.carlosmelles@camara.leg.br;
dep.bonifaciodeandrada@camara.leg.br;
dep.bilacpinto@camara.leg.br;
dep.bernardosantanadevasconcellos@camara.leg.br;
dep.aracelydepaula@camara.leg.br;
dep.antonioandrade@camara.leg.br;
dep.alexandresilveira@camara.leg.br;
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Mato Grosso
dep.wellingtonfagundes@camara.leg.br;
dep.valtenirpereira@camara.leg.br;
dep.robertodorner@camara.leg.br;
dep.nilsonleitao@camara.leg.br;
dep.juliocampos@camara.leg.br;
dep.elienelima@camara.leg.br;
dep.carlosbezerra@camara.leg.br;

Mato Grosso do Sul
dep.reinaldoazambuja@camara.leg.br;
dep.marcalfilho@camara.leg.br;
dep.mandetta@camara.leg.br;
dep.geraldoresende@camara.leg.br;
dep.fabiotrad@camara.leg.br;
dep.akiraotsubo@camara.leg.br;

Pará
dep.dudimarpaxiuba@camara.leg.br;
dep.elcionebarbalho@camara.leg.br;
dep.giovanniqueiroz@camara.leg.br;
dep.josepriante@camara.leg.br;
dep.josuebengtson@camara.leg.br;
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Paraíba
dep.aguinaldoribeiro@camara.leg.br;
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Pernambuco
dep.wolneyqueiroz@camara.leg.br;
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Piauí
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Paraná
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Rio de Janeiro
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Rio Grande do Norte
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Rondônia
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Roraima
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Rio Grande do Sul
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Santa Catarina
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Sergipe
dep.valadaresfilho@camara.leg.br;
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São Paulo
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dep.marciofranca@camara.leg.br;
dep.marceloaguiar@camara.leg.br;
dep.luizfernandomachado@camara.leg.br;
dep.keikoota@camara.leg.br;
dep.junjiabe@camara.leg.br;
dep.joseanibal@camara.leg.br;
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dep.jeffersoncampos@camara.leg.br;
dep.guilhermemussi@camara.leg.br;
dep.gabrielchalita@camara.leg.br;
dep.antoniobulhoes@camara.leg.br;
dep.antoniocarlosmendesthame@camara.leg.br;
dep.arnaldofariadesa@camara.leg.br;
dep.betomansur@camara.leg.br;
dep.brunafurlan@camara.leg.br;
dep.carlossampaio@camara.leg.br;
dep.duartenogueira@camara.leg.br;
dep.edinhoaraujo@camara.leg.br;
dep.eleusespaiva@camara.leg.br;
dep.elicorreafilho@camara.leg.br;
dep.emanuelfernandes@camara.leg.br;

Tocantins
dep.professoradorinhaseabrarezende@camara.leg.br;
dep.osvaldoreis@camara.leg.br;
dep.lazarobotelho@camara.leg.br;
dep.juniorcoimbra@camara.leg.br;
dep.irajaabreu@camara.leg.br;
dep.eduardogomes@camara.leg.br;
dep.cesarhalum@camara.leg.br;
dep.angeloagnolin@camara.leg.br;

Minha mãe faleceu e me disseram que agora ela se tornou uma intercessora no céu para mim. É verdade?

Se a sua mãe estiver no céu, é certo que ela intercede por você. A Igreja nos garante que os santos “intercedem por nós sem cessar” (Or. Eucarística).
Se ela estiver no Purgatório, também intercede por você, pois o nosso Catecismo, quando …