Mês: janeiro 2014

Educação sexual das crianças e adolescentes

Fonte: Padre Paulo Ricardo Versão áudio Muito se tem falado, nos últimos anos, de educação sexual. O tema é uma constante na pauta dos movimentos sociais, mas também é defendido pela Igreja, que, durante o Concílio Vaticano II, pediu que as crianças e os adolescentes “sejam formados numa educação sexual positiva e prudente, à medida […]

Educação sexual das crianças e adolescentes

Fonte: Padre Paulo Ricardo Versão áudio Muito se tem falado, nos últimos anos, de educação sexual. O tema é uma constante na pauta dos movimentos sociais, mas também é defendido pela Igreja, que, durante o Concílio Vaticano II, pediu que as crianças e os adolescentes “sejam formados numa educação sexual positiva e prudente, à medida […]

Você já conhece o INSTITUTO PARA A JUVENTUDE ?

Com o objetivo de dar sustento e seguimento aos legados da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013), será criado o Instituto para a Juventude. Para a escolha de sua identidade visual foi lançado no dia 24 de janeiro umconcurso do logotipo.
A proposta do instituto ainda está em fase de finalização e será apresentada durante o evento “Doe de Coração”, que acontecerá entre 7 e 9 de março em Cachoeira Paulista, na sede da Canção Nova. O evento também pretende arrecadar fundos para saldar os últimos investimentos da JMJ.
O instituto, presidido pelo arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, “é um espaço para ouvir, para discutir as questões da juventude”, explicou padre Márcio Queiroz, vice-presidente da entidade. De acordo com ele, a proposta de criação do instituto surgiu ainda durante os preparativos para a JMJ Rio2013. “Porque o maior legado da JMJ foi a própria Jornada, o trabalho com a juventude”, ressaltou.
O sacerdote explicou que o instituto terá uma vida jurídica própria e manterá o mesmo CNPJ do Instituto Jornada Mundial da Juventude, órgão criado para organizar a JMJ Rio2013. Deverá trabalhar em parceria com o Setor Juventude, que congrega todas as expressões jovens dentro da Igreja no Rio de Janeiro, como pastorais, novas comunidades, renovação carismática e demais ordens religiosas.
Padre Márcio disse ainda que o instituto foi pensado de forma ampla, mas ainda não existe um organograma fechado. A estrutura vai ser desenvolvida a partir das demandas que forem surgindo e das propostas do Setor Juventude. E a primeira demanda, segundo ele, é quitar os últimos investimentos da JMJ Rio2013.
Outros legados da JMJ foram o Polo de Atenção Integral à Saúde Mental (PAI), que funciona em um dos prédios do Hospital São Francisco de Assis na Providência de Deus (HSF), na Tijuca. O espaço é voltado para o tratamento psiquiátrico, com atenção especial aos dependentes químicos, inclusive de crack. A evangelização da juventude e a sustentabilidade são outros legados.
Doe de coração
O evento “Doe de coração” foi pensado em dezembro, durante reunião que reuniu, na sede da Arquidiocese, algumas expressões católicas, como a Comunidade Canção Nova, o Instituto Santíssima Trindade e o Instituto Evangelizar, além dos veículos de comunicação da própria arquidiocese. A expectativa é de que as emissoras católicas de rádio e TV estejam juntas para a divulgação e transmissão.
A programação, que acontecerá entre os dias 7 e 9 de março, contará com shows e momentos de adoração, louvor, pregações, palestras e testemunhos. Já confirmaram presença os artistas católicos: Adriana, Banda Dominus, Ítalo Villar, Vida Reluz, Diego Fernandes, Eugênio Jorge, Olívia Ferreira e padre Omar.
Durante o evento, as doações para a JMJ Rio2013 poderão ser feitas pelo site ou por um call center 24 horas.
Concurso da logo
O concurso do logotipo que irá definir a identidade visual do Instituto para a Juventude receberá inscrições até 28 de fevereiro. O edital, o formulário e o regulamento do concurso podem ser acessados na página oficial da entidade: www.ijuventude.org, ou na página do Facebook (/iJuventude). A arte escolhida será anunciada, oficialmente, durante o evento “Doe de Coração”.
Para mais informações e/ou dúvidas, envie um email para concurso@ijuventude.com.

SERVIÇO
e-mail: concurso@ijuventude.com

É PRECISO CAMINHAR 2014-01-31 13:55:00

BASTA TERFÉ EM JESUS 

Terça-Feira Da IV Semana Do Tempo Comum

04 de Fevereiro de 2014 
Primeira Leitura: 2Sm 18,9-10.14b.24-25a.30-19,3

Naqueles dias, 9Absalão encontrou-se por acaso na presença dos homens de Davi. Ia montado numa mula e esta meteu-se sob a folhagem espessa de um grande carvalho. A cabeça de Absalão ficou presa nos galhos da árvore, de modo que ele ficou suspenso entre o céu e a terra, enquanto a mula em que ia montado passou adiante. 10Alguém viu isto e informou Joab, dizendo: “Vi Absalão suspenso num carvalho”. 14b Joab tomou então três dardos e cravou-os no peito de Absalão. 24 Davi estava sentado entre duas portas da cidade. A sentinela que tinha subido ao terraço da porta, sobre a muralha, levantou os olhos e divisou um homem que vinha correndo, sozinho. 25a Pôs-se a gritar e avisou o rei, que disse: “Se ele vem só, traz alguma boa nova”. 30 O rei disse-lhe: “Passa e espera aqui”. Tendo ele passado e estando no seu lugar, 31 apareceu o etíope e disse: “Trago-te, senhor meu rei, a boa nova: O Senhor te fez justiça contra todos os que se tinham revoltado contra ti”. 32 O rei perguntou ao etíope: “Vai tudo bem para o jovem Absalão?” E o etíope disse: “Tenham a sorte deste jovem os inimigos do rei, meu senhor, e todos os que se levantam contra ti para te fazer o mal!” 19,1 Então o rei estremeceu, subiu para a sala que está acima da porta e caiu em pranto. Dizia entre soluços: “Meu filho Absalão! Meu filho, meu filho Absalão! Por que não morri eu em teu lugar? Absalão, meu filho, meu filho!” Anunciaram a Joab que o rei estava chorando e lamentando-se por causa do filho. Assim, a vitória converteu-se em luto, naquele dia, para todo o povo, porque o povo soubera que o rei estava acabrunhado de dor por causa de seu filho.
Evangelho: Mc 5,21-42

Naquele tempo, 21Jesus atravessou de novo, numa barca, para a outramargem. Uma numerosamultidão se reuniu juntodele, e Jesus ficou na praia. 22Aproximou-se, então, umdos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seuspés, 23e pediu cominsistência: “Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãossobreela, paraqueela sare e viva!” . 24Jesus então o acompanhou. Numerosamultidãoo seguia e comprimia. 25Ora, achava-se ali uma mulherque, há doze anos, estava comhemorragia; 26tinha sofrido nas mãos de muitosmédicos, gastou tudoo que possuía, e, emvez de melhorar, piorava cadavezmais. 27Tendo ouvidofalar de Jesus, aproximou-se dele pordetrás, no meioda multidão, e tocou na suaroupa. 28Ela pensava: “Se euao menostocarna roupa dele, ficarei curada”. 29A hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentrode siqueestava curada da doença. 30Jesus logo percebeu queuma forçatinhasaído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: “Quem tocou na minharoupa?” 31Os discípulos disseram: “Estás vendo a multidãoquete comprime e aindaperguntas: ‘Quemme tocou’?” 32Ele, porém, olhava ao redorparaverquemhavia feitoaquilo. 33A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o quelhe havia acontecido, veio e caiu aos pésde Jesus, e contou-lhe toda a verdade. 34Elelhe disse: “Filha, a tua fétesalvou. Vai empaze fica curada dessa doença”. 35Ele estava aindafalando, quando chegaram alguns da casado chefe da sinagoga, e disseram a Jairo: “Tua filha morreu. Porqueaindaincomodar o mestre?” 36Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: “Nãotenhas medo. Bastaterfé!” 37E não deixou queninguém o acompanhasse, a nãoser Pedro, Tiago e seuirmão João. 38Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusãoe como estavam chorando e gritando. 39Então, eleentrou e disse: “Porque essa confusão e essechoro? A criançanãomorreu, mas está dormindo”. 40Começaram então a caçoardele. Mas, elemandou quetodossaíssem, menos o paie a mãe da menina, e os trêsdiscípulosque o acompanhavam. Depoisentraram no quartoondeestava a criança. 41Jesus pegou na mão da meninae disse: “Talitá cum” — quequerdizer: “Menina, levanta-te!” 42Elalevantou-se imediatamente e começou a andar, poistinhadoze anos. E todosficaram admirados. 43Elerecomendou cominsistênciaqueninguémficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina.

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Estamos nos últimos dois milagres de uma serie de milagres no início do evangelho de Marcos (Mc 4,35-5,43). No texto do Evangelho de hoje Jesus é apresentado como aquele que tem poder de curar as doenças por graves que elas sejam e de devolver a vida para quem se encontra morto. Mas para que seu poder possa acontecer na vida do homem, há uma condição indispensável: fé.  “Não tenhas medo. Basta ter fé!”, disse nos Jesus. “A fé é a garantia dos bens que se esperam, a prova das realidades que não se vêem” (Hb 11,1). A mulher que estava doente de hemorragia durante 12 anos viveu a fé e ficou curada como premio de sua fé.

1. O Reino de Deus é a VidaParaTodos (cf. Jo 10,10b).


Jesus percorre o paísparaanunciar o Reino de Deus e para estabelecê-lo. Elefala e age comautoridade. A suafama se espalha, porqueuma forçabrotad’Ele, é a forçada ressurreição, a forçado Espírito de vida, suaspalavrasestão cheias de autoridade, pois fazem todoscrescerem na fraternidade e na igualdade.


“Fica curada!”. O imperativode Jesus tem algo de afetuosoparacom a mulhersofrida de hemorragiadurante 12 anos, e é restaurada na suadignidade, restabelecida na sociedadeque excluía o seumal. Esteimperativo “fica curada” aparece tambémcomo uma constatação: é a fédessa mulherquea salvou, e Jesus se alegrou porisso. A cura é conseqüência da fé, que é semprefonte de vidae de felicidade. “Filha, a tua féte salvou. Vai empaz e fica curada dessa doença”.


“Levanta-te!”. Estesegundoimperativodo Evangelho deste diaé dinâmico e traduz perfeitamentea paixão de Deusemver o homemvivo, o seuamorincondicionalpelavida, poisEle é a própriafonte de vida(cf. Jo 11,25; 14,6; 10,10). “Adormecida”, no “sonoda morte”… umestado do qualDeusnosquerfazersair, umestado do qualElenossalva, Jesus, o Deus-Conosco, chamou a jovemmulher a voltar à vida. “Eute ordeno: levanta-te”. A palavra evoca a ressurreição, o novosurgir da vida, o amordivinoquenos coloca de pé. É umimperativoquequernosmostrarque a vidajamais acaba, poissuaorigemestá emDeus(cf Jo 1,4; 11,25; 14,6). É precisomantermos nossaféno Deus da vida, origem e destinoda vida. Ter fé no Deus da vida significa não parar de existir. É viver para sempre. Jesus pede ao pai da jovemapenas uma coisa: fé. “Nãotenhas medo. Bastaterfé!”.  E quantoa nós, cremos verdadeiramente em Jesus Cristo, Filho de Deusvivo?


“Retirai-vos porquea meninanãomorreu e sim está dormindo”, disse Jesus à multidão.  Jesus querdizerqueparaele e para o poder de Deus a mortenão significa maisqueumsonoligeiro. Da mesmamaneiraJesus também falou de Lázaromorto: “NossoamigoLázaro está dormindo e vou despertá-lo” (Jo 11,11). A morteparaDeusnão é umpoderinsuperável. Paraquemaindanão está no caminho da fétem dificuldadeparaentendertudoisso. As coisastêm umaspectomuitodistintodiante do olharde Deus e dianteda experiência do homem. Mas se aprendermos a olhartudo a partirde Deus, entãoa morte perderá seucaráter arrepiante e teremos alegria de tratar nossa vida com carinho e respeito, pois a vida é de Deus e Deus está nela.


As duas beneficiadas das açõesde Jesus neste Evangelho têm algoemcomum: a primeiraestava doentedurante12 anos, e a jovemfilha morreu aos 12 anos, a idadeemque se devia tornarmulher. No povode Israel, o percurso destas duas mulhereserasinalde umfracasso. Uma estava atingida, como Sara, a mulher de Abraão, na suafecundidade, pois essa mulher de hemorragiaperdia o seusangue, princípio de vidana mentalidadesemítica. A outra perdia a vida, precisamente na idadeemquese preparava para transmiti-la (eratradição casar-se muitocedo). Cristocura as duas mulherese permite-lhes assimassumira suavocaçãomaternal. “Eu vim paraquetodostenham vida e a tenham emabundância”, disse-nos Jesus (Jo 10,10b). EstarcomJesus significa estarcoma vidaemabundância. Longedele perdemos a capacidade de produzirfrutospara uma vidaemabundância (cf. Jo 15,5).

2. Transformação PelaFé.


Um chefede sinagoga cai de joelhos, reconhecendo a divindade de Jesus, e suplica a Jesus parasalvar a suafilha… Uma mulheratingida porhemorragiasnão diz nada, mas contenta-se emtocar as vestesde Jesus, porque se considera impuraritualmente(porissoela fez tudosilenciosamente). IstobastaparaAquelequeveioparalevantar, curar, salvar a humanidadeferida. Só a fésolicita umsinalde Jesus, a fé de Jairo, a fé da mulher, a fé de Pedro, Tiago e João… E esta fé faz Jesus agir e transforma os beneficiados: a mulher é curada, a jovemvoltaa viver (levantar-se.


A fénos diz quenão há nadaque seja perdido. A féamplia nossohorizontee alarga nossaperspectivaparamaislonge. A fénos levanta paraumtopomaisaltoparaveratéos vales da vidana suaprofundidade. A fénoscoloca no mapa de nossavidaparaque saibamos paraonde vamos e poronde vamos. A féé umtipode “GPS” quenoslevaatéo endereçocertode nossavida. Porcausa da féeupreparo o espaçonecessárioparaqueDeus possa atuaremmim. A fé é sempre e continua sendo a condição e o fundamento da açãosalvadora de Deusemmim.


Não tenhas medo. Basta ter fé!”. É o convite de Jesus para cada um de nós. Jesus não nos pede outra coisa a não ser fé. E isso Ele pede até quando nos encontrarmos numa situação impossível de superar. A exemplo da mulher com a hemorragia durante 12 anos que toca na veste de Jesus, precisamos tocar o próprio mistério para que possamos sair de nossa situação sem saída. Além disso, precisamos deixar nossa mão segurada pelo Senhor para que possamos nos levantar novamente de uma situação de morte, como a menina de 12 anos que se encontrou morta e voltou a viver, pois o Senhor segurou sua mão e a ajudou a se levantar.


“Não temas; basta que tenhas fé!”. Este é o segredo. Ter fé é uma maneira mais eficaz para ficar perto de Deus. Mas a fé não se adquire nem nos livros, nem nas revistas nem nas receitas e sim está no encontro pessoal com Jesus. Para esse Jesus podemos pedir: “Toque-me, Senhor para que eu possa ficar curado e viva novamente!”.


A fé move montanhas. Nossas montanhas de medo, de covardias, de falta de compromisso com a vida. Aquela mulher, com fluxo de sangue, considerada impura que não podia ser tocada por ninguém nem tocar alguém, tomou coragem de tocar o manto de Jesus, pois tem fé no poder de Jesus de que ficaria curada. Para ela não há lei que a detenha. E ficou curada. Diante  da morte de sua filha, Jairo escuta  a voz do Senhor que lhe diz: “Não temas; basta que tenhas fé!”. Quem tem fé não há nada nem ninguém possa o deter.

3. A VidaQueNos Aproxima e A ForçaCuradora QueNosAtrai e Levanta


Jesus se encontra no meio da multidão. Evidentemente há muitaconversa, gritariae barulho. A multidãoesmaga Jesus. No meio dessa multidãoeisque uma mulherse aproxima de Jesus, a todo o custo, somenteparatocar ao menos as vestesdo Senhor. Paraela chegou seumomento e Jesus passou providencialmentepelasuavida. Elanãoquerperderessepreciosomomentopara se aproximar d’Aqueleque é fonte da verdadeira vida. Ela conseguiu tocaras vestes do Senhorcommuitafé. Destas vestessaiu uma força curadora paraessa mulher.

Há momentos preciosos na nossa vida em que nos esforçamos, isto é, usar toda nossa força em função daquele momento. E nenhum de nós quer perder aquela oportunidade. Por isso, costuma-se dizer: “Ou agora ou nunca mais!”.


Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada”. A mulher de hemorragia se esforça para tocar no corpo de Jesus em função de sua cura de uma doença de longos anos (12 anos). É claroque Jesus não crê queSeucorposeja umtipode talismãqueemita umas forças misteriosas, pois Jesus atua sempresabendo daquilo que faz, e cura os enfermosque crêem nele. Porisso, seusmilagresnãoacontecem pordebaixode consciência. A féé umatoconsciente. É uma entregatotalparaDeus, aconteça o queacontecer, poisDeus é soberanonosseusatos e misericordioso emsuas sábias decisões, poistudoemfunção da salvação do homem. TudoqueDeus faz pornós é sempreparanossalvar. Bastacorrespondermos à ação de Deusparaqueaconteça a salvação.


Apesar de estarsendo esmagado pelamultidãoJesus mantém suaatençãoparacadaum. Jesus está atentoa estas pessoas concretas, manifesta uma disponibilidadeextraordinária, está extremamenteatentoà suapresença. Ninguém fica anônimoaos olhos de Jesus. ParaJesus cadaumé chamado silenciosamentepelonome (Jo 10,3b; Is 43,1), poiso nome de cadaum está tatuado na palmada mão do Senhor(cf. Is 49,16). Jesus está habitado peloamor de DeusPaiparacom os seusfilhos. No Coraçãodo Pai, Jesus é capazde uma atençãoextremaa cadaangústiado serhumano. Não interessa quempossa virjuntod’Ele, nãointeressa qual seja a situação: eleserá sempre acolhido, Jesus dará sempre a suaatençãocomo se cadaumestivesse sozinho no mundocomEle, poiseleamacadaum na suaindividualidade. Se eutambémcomeçasse a fazersilêncioemmimparamelhorescutar Jesus, atravésda suaPalavra, se eu tivesse tempopara a oraçãointerior, paraaprofundar o meusilênciointerior… certamente ficaria maisdisponível, maisatento aos outros.


Na Eucaristia celebramos o memorial do amor de Jesus por nós. Ele veio como vem não somente para curar nossas enfermidades corporais, mas principalmente para nos libertar da enfermidade do pecado que nos separa do amor de Deus e do próximo. Deus não nos quer são em nosso corpo, mas principalmente que sejamos renovados no Seu amor para que possamos ver o outro como nosso irmão. Apesar de nossas rebeldias, Deus jamais nos abandona e jamais Ele deixa de nos amar. Essa fidelidade do Senhor é que celebramos em cada Eucaristia. Aceitamos o amor de Deus que tem por nós e nos deixamos conduzir por seu amor.

P. Vitus Gustama,svd

A Paixão de Cristo segundo o cirurgião

O Evangelho é um mundo. Quanto mais o estudam os homens, maiores revelações ele promete. Doutor Pierre Barbet, como cirurgião, impressionou-se com os sofrimentos físicos de Cristo. Os evangelistas, ao narrar a Paixão do Senhor, dizem que Ele foi …

A obra da redenção de Cristo na Igreja

A obra da redencao de cristo na igreja frame

O Verbo de Deus se fez carne para, rasgando o “véu do templo (…) em duas partes de alto a baixo” (Cf. Mt 27, 51), “abrir os olhos aos cegos, para tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão aqueles que vivem nas trevas” (Cf. Is 42, 7).

A promessa divina ao Povo de Israel falava de um novo Moisés, um profeta que, a exemplo do primeiro, fosse capaz de falar “face a face” com o Senhor. Mas, de maneira bastante singular, esse novo Moisés não só veria o rosto de Deus verdadeiramente, como também viveria na mais perfeita relação filial. Se, portanto, no primeiro se encontrava apenas a sombra do Altíssimo – uma vez que de Deus pôde ver somente as costas (Cf. Ex 33, 23) -, no segundo, revela-se o rosto bondoso do Pai. Em Cristo, Deus já não é mais um estranho; é um amigo que, entregando-se completamente na cruz, arranca o homem das trevas e o introduz no mistério do amor. No sacrifício do madeiro, derrama-se o sangue da redenção, cuja única gota “faz salvar todo o mundo e apagar todo o pecado”[1]. Cristo veio à Terra para trazer Deus: “Ele trouxe aos povos da terra o Deus cujo rosto lentamente tinha antes desvelado desde Abraão passando por Moisés e pelos profetas”[2].

Foi inspirado por isso que Santo Tomás de Aquino escreveu na Suma Teológica aquele belíssimo texto, cantado na liturgia do Sábado Santo, durante a bênção do círio pascal: “Ó feliz culpa, que mereceu tal e tão grande Redentor”. Eis a graça do Senhor que faz dos abismos da humanidade caminhos para a salvação. Vendo a condição de sua criatura, escravizada pelas correntes do mal, não a abandonou à própria sorte, mas – amando-a de tal maneira – enviou seu próprio Filho “para que todo o que n’Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Cf. Jo 3, 16). O pecado, ao mesmo tempo em que rompe a relação de amizade com Deus, suscita a busca misericordiosa do Pai. Ele parte atrás do filho que se machucou, desce até mesmo aos infernos, “vai procurar Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida.”: “Quer ir visitar todos os que se assentaram nas trevas e à sombra da morte. Vai libertar de suas dores aqueles dos quais é filho e para os quais é Deus: Adão acorrentado e Eva com ele cativa”[3].

Com efeito, a obra da redenção de Cristo começa desde a manjedoura. Para que pudesse redimir a humanidade, era necessário que Ele experimentasse todo o drama do homem, bem como suas angústias e alegrias, seus medos e suas esperanças. Jesus toca toda a nossa existência. E, por isso, faz-se igual a nós em tudo, exceto no pecado. Chora perante a dor de uma perda – como na morte de Lázaro -, enfurece-se diante da hipocrisia dos homens – empunhando o chicote para bater nos vendilhões do templo -, sente fome no deserto, unindo-se ao desespero de tantos que ainda hoje vivem essa mesma miséria. Enfim, Cristo consagra-se a si mesmo: “Eu consagro-me por eles, para eles serem também consagrados na verdade” (Cf. Jo 17, 19). Em virtude disso, cada cristão é chamado a contribuir nesta mesma obra, completando em sua própria carne as dores que faltaram na paixão de Jesus. E esta obra redentora de Cristo — lembrava o Papa João Paulo II — “deve ser participada pelo mundo pela mediação da Igreja“[4].

A missão da Igreja é anunciar Cristo, fazer-se portadora da sua mensagem, em meio as tantas dificuldades que o mundo de hoje apresenta. Essa missão obedece uma ordem: “O pão é importante, a liberdade é mais importante, mas o mais importante é a adoração”[5]. Precisamente por isso que ela não pode rebaixar a sua ação pastoral à de uma “ong piedosa”[6]. Em primeiro lugar deve estar o anúncio, a entrega da Palavra de Deus. Cristo e Igreja somam um único Corpo, e é somente neste corpo que o homem pode encontrar sossego, pode encontrar a salvação, “porque nos fizeste para ti, e nosso coração está inquieto enquanto não encontrar em ti descanso.”[7] Parece absurdo que a Igreja tenha que se preocupar primeiro com a mensagem, depois com alimento. Diante de uma criança faminta que pede esmola na rua, pode representar até mesmo certa crueldade. Mas é justamente o contrário; é por se preocupar com a fome que a Igreja presta o devido culto a Deus, pois “onde esta ordem dos bens não for respeitada, mas invertida, não haverá nenhuma justiça, não haverá mais cuidado com os homens que sofrem; mas precisamente aí o domínio dos bens materiais será desorganizado e destruído“[8]. A verdadeira caridade nasce do alto da cruz, nasce do sacrifício – a Palavra de Deus é o verdadeiro alimento, “o pão descido do céu” (Cf. Jo 6, 51). O roubo, por sua vez, nasce justamente da inversão desses valores, transformando Deus em um objeto secundário. A esse respeito, ensinava Bento XVI:

[…] Trata-se do primado de Deus. Trata-se de O reconhecer como realidade, como a realidade sem a qual nada mais pode ser bom. A história não pode ser regulada longe de Deus por estruturas simplesmente materiais. Se o coração do homem não for bom, então nada pode tornar-se bom. E a bondade do coração só pode, em última instância, vir daquele que é bom, que é o bem em si mesmo[9].

O exemplo de São Francisco de Assis, Dom Bosco e Madre Teresa de Calcutá nos dá essa certeza. Estes homens e mulheres santos só fizeram o que fizeram pelos pobres porque antes se entregaram totalmente a Deus, passando horas a fio à frente do sacrário. Quanto nos penaliza, portanto, “que muitos participem tão friamente na obra da Redenção de Cristo”[10]. Há-de se lamentar, obviamente, da “sujeira” que há na Igreja, do modo como “se abusa do Santíssimo Sacramento”, de como se abusa “da sua presença”, a “traição dos discípulos, a recepção indigna do seu Corpo e do seu Sangue é certamente o maior sofrimento do Redentor, o que Lhe trespassa o coração”[11]. Quando a Igreja, por alguma razão, deixa de anunciar Jesus, ela se converte em um instrumento do Anticristo, “confessa o mundanismo do diabo”, “o mundanismo do demônio”[12]. Deveríamos pensar muito bem nisso antes de reclamarmos da riqueza da liturgia, da sua beleza e ornamentação. Judas terminou numa forca, trocando Cristo por algumas moedas de prata e reclamando do perfume que havia sido usado para lavar os Seus pés: “Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres” (Cf. Jo 12, 5). Não é mero acaso que as experiências revolucionárias dos dois últimos séculos tenham também terminado em grandes forcas: “Dizia isso não porque ele se interessasse pelos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, furtava o que nela lançavam” (Cf. Jo 12, 6).

A Igreja, seguindo os passos de Cristo, existe para frear o avanço do inferno na Terra. Quem está nela está em Cristo. E somente quem está em Cristo pode enxergar a face bondosa do Pai, na qual se revela Sua obra redentora, a loucura do seu amor: a vitória da cruz!

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Trecho do hino Adoro Te Devote, escrito por Santo Tomás de Aquino, a pedido do Papa Urbano IV, para o ofício de Corpus Christi. Via YouTube
  2. RATZINGER, Joseph. Jesus de Nazaré: do batismo no Jordão à Transfiguração. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007, p. 54
  3. Antiga homilia para Sábado Santo: PG 43. 440.452.461 [Sábado Santo, 2ª Leitura do Ofício de Leituras: Liturgia das Horas, s. 2 (Gráfica de Coimbra 1983) p. 454-4551.
  4. João Paulo II. Ato de confiança e de Consagração à Nossa Senhora de Fátima, n. 2
  5. Expressão do jesuíta alemão Alfred Delp, condenado à morte pelos nazistas. 1945 apud RATZINGER, 2007, p. 45
  6. Papa Francisco. Homilia da Santa Missa com os cardeais (14 de março de 2013)
  7. Santo Agostinho. As confissões. Via Canção Nova
  8. RATZINGER, Joseph. Jesus de Nazaré: do batismo no Jordão à Transfiguração. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007, p. 45
  9. Ibidem
  10. João Paulo II. Ato de confiança e de Consagração à Nossa Senhora de Fátima, n. 2
  11. Cardeal Joseph Ratzinger. Via-crucis de 2005, nona estação: Jesus cai pela terceira vez. Via Vaticano
  12. Papa Francisco. Homilia da Santa Missa com os cardeais (14 de março de 2013)

Por que os psicanalistas não acreditam em castidade?

Por que os psicanalistas nao acreditam na castidade mini

Muitos psicanalistas não creem na possibilidade de uma vida casta. E isso se deve às teses de seu pai fundador, Sigmund Freud; para quem a pregação cristã sobre a castidade, seja no matrimônio, seja no celibato, não passava de uma espécie de armadura colocada sobre o ser humano. Em seus escritos, Freud considera o homem um animal defeituoso, dominado por uma pulsão que o leva à vida: o eros. O homem, portanto, deseja fazer sexo, ter prazer. Não obstante, há uma estrutura no mundo que, segundo Sigmund Freud, o oprime, impedindo-o de realizar todos os seus desejos. Essas estruturas, por sua vez, seriam apenas uma superfície, uma crosta artificial, cujo intuito não poderia ser outro senão mascarar as reais inclinações do gênero humano. Foi baseado nessa argumentação que Freud chegou a ensinar aos seus alunos que se o homem fosse colocado numa prisão com outros malfeitores, tarados sexuais e pervertidos, em pouco tempo, todos estariam entregues ao próprio instinto, fossem eles padres, advogados, médicos, juízes, etc.

Essa afirmação de Sigmund Freud, não obstante, já foi bastante refutada nos últimos decênios, inclusive por um de seus alunos mais famosos: Viktor Frankl[1]. Victor Frankl padeceu os horrores do regime nazista, nos campos de concentração da Áustria, onde foi mantido por quase três anos. Em meio àquela tragédia, marcada por um sentimento cortante de terror e medo, o médico psiquiatra viveu na pele o que seu mestre, Freud, havia apenas descrito na teoria: a fome, a tortura, o desespero e a dor. Mas para frustração da psicanálise freudiana, Frankl descobriu que quando os indivíduos daquele ambiente tinham em que se agarrar, surgia-lhes uma faísca de esperança, que os mantinha vivos e mais saudáveis, ao passo que aqueles que já não viam mais sentido algum em sua existência entregavam-se facilmente à morte. Dessa experiência nasceu o famoso livro “Man’s search for meaning”, no qual Frankl discorre sobre a busca do homem por um sentido na vida.

Mas antes que Viktor Frankl fizesse essa constatação, já havia na teologia católica quem a tivesse feito. Santa Teresa d’Ávila, por exemplo, no seu livro Castelo interior, faz uma analogia muito interessante com relação à alma humana. Ela compara nossa alma a um castelo, dizendo que se o homem quiser realmente se conhecer, ele deve adentrar aos quartos mais íntimos dessa morada. E a porta de entrada para essa morada é a oração. No século XX, uma filósofa chamada Edith Stein – ou Teresa Benedita da Cruz, como viria a se chamar após entrar para o carmelo – começou a se interrogar perante os escritos de Teresa d’Ávila se era possível que os psicólogos não tivessem acesso à própria alma[2]. Não estaria Santa Teresa querendo impor uma visão exclusivamente espiritual sobre um assunto tão vasto? Era o que se perguntava Edith Stein a respeito daqueles escritos, e qual não foi sua surpresa quando, após muito refletir, deu-se por vencida e admitiu: sim, somente pela oração se tem acesso à nossa alma. A alma humana, no dizer de Santa Teresa d’Ávila, é o jardim das delícias de Deus. Deus habita dentro de nós. Por outro lado, o pecado nos arrancou de nós mesmos, fazendo com que saíssemos de nossa alma, isto é, do castelo interior. É por isso que Santa Teresa diz que a maioria das pessoas encontra-se fora do castelo, fora de sua alma, vivendo aos seus arredores. A oração, porém, consiste numa relação amorosa com Deus, em que eu me desfaço totalmente de minhas máscaras. Quem quiser entrar no castelo, portanto, precisa entregar-se à oração. Essa é a única porta de entrada.

A psicologia de Freud só foi capaz de atingir o fosso desse castelo. Ele, sim, atingiu apenas a superficialidade da existência humana. Mas é preciso ir além. Desse modo, insiste Santa Teresa, se se quer atingir a última morada, é necessário, pois, admitir também nossas próprias fraquezas. Quando entramos na primeira morada entram conosco nossos animais, sabandijas – para usar a linguagem de Teresa -, que ficam nos mordiscando, impedindo-nos de enxergar a beleza do castelo. Isso explica o porquê de tantos católicos, após algumas tentativas de verdadeira conversão, desistirem no meio do caminho, dando razão às teorias de Freud. Temos de ser mais generosos. É preciso que estejamos dispostos a dar o próximo passo: ir para a outra morada. E é nesta relação de amor com Deus que encontramos nossa alma e, por conseguinte, a castidade. Trata-se de uma entrega. Por isso, deve-se fugir da atitude da mulher de Ló que, olhando para trás, à procura dos bens que deixara, converte-se em estátua de sal. Não olhemos para trás. Olhemos para Cristo. Ame a Deus e você encontrará a castidade.

Referências

  1. Olavo de Carvalho, A mensagem de Viktor Frankl, in Bravo, novembro de 1997
  2. Edith Stein (ou Teresa Benedita da Cruz) foi uma filósofa e fenomenóloga judia do século XX, cujo trabalho foi influenciado por Edmund Husserl, de quem foi aluna e assistente. Após sua conversação, decidiu entrar para o carmelo, onde viveria até a trágica deportação para o campo de concentração de Auschwitz, vindo a morrer na câmara de gás. O Papa João Paulo II a canonizou em 1998, sob os auspícios de que seu exemplo pudesse nos inspirar sentimentos de verdadeira comunhão com Deus, sobretudo no instante da dor.

Na luta contra a impureza, vence quem foge

Em matéria de castidade, não existem fortes nem fracos. Diante de uma tentação impura, vence quem recorre imediatamente a Deus, sem negociatas. Se há um mandamento que as pessoas reclamam ser difícil de cumprir, este é, sem dúvida, o sexto mandamento. O escritor C. S. Lewis reconhecia que “a castidade é a menos popular das […]

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