Mês: junho 2013

A escolha do Brasil

Manifestacao

Só há uma solução para o Brasil e ela passa por aquela premissa estabelecida pelo Papa Bento XVI na Encíclica Deus Caritas Est: “um governo sem princípios morais não passa de uma quadrilha de malfeitores”.

A Revolução Francesa que sacudiu a Europa no final do século XVIII não foi um fenômeno espontâneo devido às péssimas circunstâncias sociais da época, mas um processo planejado, cuja meta era uma só: derrubar a monarquia e, consequentemente, a Igreja Católica. Logo que o rei da França decidiu convocar os Estados Gerais – o parlamento – a fim de resolver os problemas referentes aos impostos, a burguesia passou a redigir uma Constituição e com ela, os pressupostos para o golpe. O final dessa história todos já conhecem: do liberté, egalité et fraternité, chegou-se à guilhotina.

Qualquer semelhança com o que ocorre no Brasil há quase um mês não é mera coincidência. Trata-se da mesma lógica revolucionária de outrora que usa o furor das massas para conquistar suas metas. Apesar da heterogeneidade dos grupos que marcham país afora – e das pautas desconexas – todo esse movimento está sendo cooptado por grupos esquerdistas dedicados à implantação do socialismo em terras brasileiras. Negar isso é vendar os olhos e brincar de cabra cega, saindo à procura de um alvo que não se sabe de onde veio, nem como chegou onde está.

Há mais de uma década o filósofo Olavo de Carvalho denuncia a ação do Foro de São Paulo na América Latina e as suas estratégias subversivas. Para se ter ideia do naipe das figuras que compõem essa organização, num dos encontros em 2008, um dos palestrantes não hesitou em prestar condolências ao então chefe da narcotraficante e terrorista FARC, morto no mesmo ano pelo exército colombiano. É mais ou menos como prestar condolências à Al-Qaeda pela morte de Osama Bin Laden. E embora esses fatos sejam públicos, faz-se um silêncio sepulcral a respeito, enquanto os partidos filiados a essa agência socialista vão ocupando os espaços e disseminando o caos na sociedade.

É bem verdade que o povo que está nas ruas é maciçamente contrário à presença das siglas políticas, mas isso não impede a presença de militantes esquerdistas que apregoam pautas que não estão no itinerário da maior parte da população. Assim, aproveitam-se dos números para empurrarem projetos totalmente imorais e absurdos. Veja, por exemplo, a publicação no site da Câmara dos Deputados a respeito de uma reunião que pretende tratar, entre outras coisas, da afirmação da laicidade do Estado contra o Estatuto do Nascituro. Ora, quem mais defenderia isso a não ser as velhas militâncias esquerdistas e anticlericais? Destarte, uma Constituinte para reforma política, como propôs a presidente Dilma Rousseff, é uma oportunidade ímpar para sepultar de vez o que ainda resta de moral cristã no Brasil, pois, quem mais faria essa reforma senão os que já detêm o monopólio do poder?

O Foro de São Paulo e seus militantes estão nas ruas junto ao povo para criar instabilidade. Eles querem mais poder, mais socialismo. E a população que engrossa as suas fileiras, achando que está protestando contra a corrupção e tudo isso que está aí, nada mais faz que servir de caixa de ressonância para bandeiras que nem de longe a representam. Se o protesto é contra a corrupção, por que até agora não se levantaram cartazes pedindo a prisão dos mensaleiros e uma auditoria dessa organização criminosa que é o Foro de São Paulo? Por que, como se diz no velho ditado, não se tem dado nome aos bois? Para que a corrupção exista, é preciso que alguém a pratique.

Só há uma solução para o Brasil e ela passa por aquela premissa estabelecida pelo Papa Bento XVI na Encíclica Deus Caritas Est: “um governo sem princípios morais não passa de uma quadrilha de malfeitores”. Se a nação brasileira de fato pretende reconstruir o país, urge, em primeiro lugar, solidificar as bases que o sustentam, ou seja, os princípios inegociáveis da lei natural: o direito à vida desde a concepção até a morte natural, o matrimônio indissolúvel entre um homem e uma mulher e o direito à educação dos filhos. Urge, portanto, tirar do poder o ideal socialista – e com ele seus propugnadores – que há mais de um século perverte e mata sociedades inteiras. O Brasil deve fazer uma escolha. “Vede: proponho-vos hoje bênção ou maldição” (Cf. Dt 11, 26). Fazer-se de marionete nas mãos dos radicais esquerdistas, ou desmascarar de uma vez por todas essa ideologia perversa e, assim, mostrar que realmente “o gigante acordou”.

Pedro e o mundanismo do diabo

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Pedro e o mundanismo do diabo

Em sua primeira homilia, no dia seguinte à sua eleição ao Sumo Pontificado, o Santo Padre o Papa Francisco recordava o perigo da ilusão de pertencer à Igreja, mas de, na verdade, continuar pertencendo ao mundo. Foi o que ele chamou de “mundanismo do diabo”.

Quando não se confessa Jesus Cristo, se confessa o mundanismo do diabo, o mundanismo do demônio […] Quando caminhamos sem a Cruz, edificamos sem a Cruz ou confessamos um Cristo sem Cruz, não somos discípulos do Senhor: somos mundanos, somos bispos, padres, cardeais, papas, mas não discípulos do Senhor. (Homilia, 14/03/2013).

O mesmo tema retorna, mais uma vez, na primeira Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo de seu pontificado:

O papel, o serviço eclesial de Pedro tem o seu fundamento na confissão de fé em Jesus, o Filho de Deus vivo, tornada possível por uma graça recebida do Alto. Na segunda parte do Evangelho de hoje, vemos o perigo de pensar de forma mundana. Quando Jesus fala da sua morte e ressurreição, do caminho de Deus que não corresponde ao caminho humano do poder, voltam ao de cima em Pedro a carne e o sangue: «Pedro começou a repreendê-Lo, dizendo: (…) Isso nunca Te há de acontecer!» (16, 22). E Jesus tem uma palavra dura: «Afasta-te, Satanás! Tu és para Mim um estorvo» (16, 23). Quando deixamos prevalecer os nossos pensamentos, os nossos sentimentos, a lógica do poder humano e não nos deixamos instruir e guiar pela fé, por Deus, tornamo-nos pedra de tropeço. A fé em Cristo é a luz da nossa vida de cristãos e de ministros na Igreja! (Homilia, 29/06/2013).

O perigo de ser um cristão mundano é então uma tema fundamental deste pontificado.

Vivemos num tempo de mentalidade marqueteira. Agradar o auditório parece ser o maior dos mandamentos. E, neste narcisismo autocomplacente, muitos homens de Igreja deixam de pregar o evangelho com o medo de desagradar.

Trata-se de um método pastoral desastrado que só é capaz de gerar falsas conversões. E a falsa conversão é muito mais perigosa do que a não conversão, pois ela deixa a pobre alma num contentamento burguês que impede a verdadeira conversão.

Não há verdadeira comunhão com Deus se não houver ruptura com o diabo e com a mundanidade.

Compreenda-se bem. Nada impede que a Igreja use de métodos retóricos (marketing) para atrair inicialmente os seus ouvintes. O que não se pode fazer é transformar este recurso inicial – lícito, se não prostituir a mensagem – numa finalidade em si mesma, esquecendo de anunciar a cruz de Cristo, ou seja, a morte para o mundo e a ruptura com o pecado.

Nós, pastores de almas, devemos nos perguntar se a falta de coerência de tantos “católicos que frequentam nossas paróquias não se dá exatamente porque ninguém lhes convidou à ruptura com a mundanidade.

O Papa Francisco nos convida ao “combate do martírio (cf. Homilia, 29/06/2013). Assim anunciaremos como São Pedro e São Paulo o verdadeiro evangelho:

Prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas. Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério (2 Tim 4, 2-5).

O que significa "in persona Christi"?

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A expressão “in persona Christi” quer dizer, literalmente, na pessoa de Cristo e só pode ser atribuída aos sacerdotes e ministros ordenados. Ela significa que quando o sacerdote age, ele o faz na pessoa de Cristo, ou seja, não é ele quem está aginda, mas Cristo.

Um sacerdote é aquele que une Deus e o ser humano. Existe um abismo entre Deus infinito, santo, onipotente, incorruptível, imutável, eterno etc., e os seres humanos que são exatamente o contrário: finitos, miseráveis, mutáveis, mortais, etc., assim, como é que se vai para Deus? É preciso uma ponte que una os dois lados desse abismo.É necessário um pontífice.

A Carta aos Hebreus, ao explicar o sacerdócio, começa ensinando que os anjos são sacerdotes, pois trazem mensagens de Deus, como p.ex. o anjo Gabriel que falou com Maria, o anjo Rafael, com Tobias. Os anjos também levam as orações para o céu. Eles são, portanto, sacerdotes, pois realizam a ponte entre Deus e o homem. Eles são como aqueles anjos descritos por Jacó, no sonho que teve em Betel, no qual subiam e desciam uma escadaria.

No início do Evangelho de São João, Jesus diz a Natanael: “você ficou impressionado porque eu disse que vi você embaixo da figueira, você verá o Filho do Homem e os anjos subindo e descendo sobre ele.” (cf. Jo 1, 51). Ora, o que Jesus está dizendo é que Ele é a ponte, Ele é o pontífice. Ele é, portanto, o verdadeiro e sumo Sacerdote. Como tal, só Ele é capaz de unir Deus ao homem. Isso ocorre justamente porque Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, numa só Pessoa.

A união entre a natureza humana e a natureza divina, em Jesus Cristo, é chamada de união hipostática. Na pessoa de Cristo, céu e terra se unem. Os sacerdotes, na Igreja Católica, participam dessa união hipostática, pois representam a pessoa que une o céu e a terra. In persona Christi. Ele é a personificação de Cristo.

Todos os sacramentos possuem um “símbolo” próprio. No Batismo é a água que simboliza o Espírito Santo derramado. Na Eucaristia, o pão e o vinho, os quais simbolizam (e de fato, são) o Corpo e o Sangue derramados. E na Ordem? É o homem ordenado. Aquela pessoa, do sexo masculino simboliza o Cristo Encarnado que se fez homem. O Espírito Santo é derramado sobre ele e lhe confere uma especial união com Cristo, a qual permite que ele aja como a pessoa de Cristo.

É Cristo quem age, o homem é apenas um instrumento. Quem absolve é Cristo, quem consagra é Cristo, por meio do sacerdote. O sujeito da ação é Cristo, a divina pessoa na qual céu e terra estão unidos. Esse é o significado da expressão “in persona Christi”.

Música clássica é “momento de pausa e elevação para a alma”, diz o Papa Francisco

VATICANO, 27 Jun. 13 / 03:56 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco considerou que a música clássica é “um momento de pausa e elevação para a alma, que também suscita sentimentos e emoções que estimulam à reflexão”, informou o jornal da Santa Sé, L’Osservatore Romano. Assim o expressou em sua saudação aos organizadores do concerto […]

O que é o chamado “voto distrital”?

Diante de tantas manifestações que estão ocorrendo no Brasil, diante de tantas reivindicações, para que aconteçam todas as reformas necessárias em nosso país, é preciso uma reforma política. É preciso rever o sistema. Neste sentido, o voto d…

O demônio odeia os padres

  

Por Christopher Check

São João Crisóstomo, segundo me disseram, disse que o chão do inferno é acarpetado com os crânios dos padres. Eu nunca ter localizado a fonte. No entanto, quando ouvimos as palavras do Senhor sobre moenda e aqueles que os merecem, e nós ouvimos as suas palavras sobre “a quem muito é dado,” parece que alguns sentem tremor perante está em ordem.

 

Sacerdotes, especialmente, devem ser aterrorizados por essas advertências. As oportunidades para a glória espetacular (não as do mundo) ou o perigo espetacular (também não o do mundo) confrontar, a cada dia, a cada homem ordenado único da Igreja Católica. Um bom sinal de que um sacerdote agarra a realidade de sua responsabilidade e o preço do fracasso é que ele faz uma hora santa diante do Santíssimo Sacramento todos os dias.

 

E os leigos católicos devem, devem, devem rezar pelos sacerdotes todos os dias. O diabo odeia os sacerdotes. Ele quer nada mais do que entregá-los simultaneamente ao desprezo do mundo e as dores eternas do inferno. Satanás não se cansa.

 

Relatos das falhas morais do clero, de párocos, continuam a envergonhar a Igreja e desencorajar os fiéis, e eles nos lembram de nossa obrigação de rezar pelos sacerdotes, para seu bem e para o bem daqueles cujas vidas eles tocam para uma melhor ou para o mal, o visível e o invisível.

 

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Como podemos usar as Escrituras para mostrar que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho?

 

Por Catholic Answer

 

Pergunta: Na edição de dezembro de 1993, “This Rock” publicou uma coluna de que o Espírito Santo a procede do Filho, bem como do Pai. Como podemos mostrar isso a partir da Escritura?

 

Resposta: Uma prova disso é que o Espírito Santo é mencionado nas Escrituras como tanto o Espírito do Pai (Mt 10,20, Rm 8,10-11, 2 Coríntios 1,21-22, Ef 3,14-16) e como espírito do Filho (Rm 8,09, Gal 4,06, Fil 1,19, 1 Ped 1,11). Declarações dizendo que o Espírito vem “de” as outras duas Pessoas da Trindade indicam que a pessoa está intimamente ligada (assim como o Filho é o Filho do Pai).

 

A segunda prova é que a relação externa do modelo da Trindade tem seus elos internos. Em João 14,26, o Espírito é dito que procede do Pai, mas um capítulo posterior, em 15:26, Jesus afirma que vai enviar o Espírito do Pai. A mesma relação se reflete em Atos 2,33, onde Pedro afirma que Jesus recebeu o Espírito do Pai e vai envia-lo.

 

A explicação filosófica disso é encontrada no Concílio de Florença, que afirmou em 1439: “Como o Pai tem por gerações dado ao Filho unigênito tudo o que pertence ao Pai, o Filho, tem também elos eterno com o Pai, de quem ele é eternamente nascido, que o Espírito Santo procede

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Comportamento na Santa Missa e Depois

Uma carta de Santo Padre Pio para Annita Rodote Pietrelcina, 25 de julho de 1915 Amada filha de Jesus, Que Jesus e nossa Mãe sempre sorriam em sua alma, obtendo disso, a partir de seu mais Santo Filho, todos os carismas celestiais! Estou escrevendo para você por dois motivos: para responder mais algumas perguntas de […]

O Papa pede não cair na tentação de ser cristãos sem Cristo

VATICANO, 27 Jun. 13 / 03:39 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em sua homilia daMissa que presidiu na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco exortou a não cair na tentação de ser cristãos sem Cristo, não ser cristãos “líquidos” que fundamentam sua vida sobre a areia e não sobre a rocha que é Jesus, nem ser cristãos muito […]

Por volta de 15 mil prefeitos recusam celebrar matrimônio gay

PARIS, 19 Abr. 13 / 10:08 am (ACI/EWTN Noticias).- O porta-voz da organização Prefeitos pela Infância (“Maires pour l’Enfance”), Franck Meyer, assegurou que pelo menos 14.900 prefeitos franceses recusarão “celebrar matrimônios entre duas pessoas do mesmo sexo”, ante a possível aprovação do mal chamado “matrimônio” gay no país. O matrimônio civil entre um homem e […]