Mês: fevereiro 2013

Confirmador do imutável

Hoje a Sé de Roma fica vacante, com hora marcada. O mais difícil, no mundo de hoje, é entender o que é a Sé de Roma, o que é um papa, para que ele serve, qual o seu papel.

 

O historiador francês Alain Besançon, três anos atrás, escreveu no L’Osservatore Romano (o jornal oficioso do Vaticano) que Bento XVI “encontra-se numa posição semelhante à de Paulo VI após o Concílio Vaticano II, enfrentando o que aquele chamou de ‘autodestruição’ da Igreja. Desta vez, contudo, a autodestruição é de toda a sociedade, da natureza e da razão”. Uma sociedade em autodestruição não consegue entender para que serve alguém cuja função é testemunhar o Eterno.

 

Ao papa – um homem como qualquer um de nós – cabe a difícil missão de dizer sempre o mesmo, de repetir, elucidar e esclarecer a Revelação concluída com a morte do último dos apóstolos, no fim do século 1. Em outras palavras, compete a ele “confirmar os irmãos na fé”, na frase do próprio Cristo. Confirmar, não inventar, mudar ou seguir uma moda.

 

É um papel compreensível para muçulmanos, judeus, hinduístas, taoístas ou confucianos. Não o é, contudo, para os ativistas deste processo de autodestruição, que negam a própria natureza e a própria razão. Pode-se ter ideia da dificuldade ao ver as confusões de hoje entre gente e bicho, entre macho e fêmea, entre adulto e criança, entre desejo e identidade. Quem acha que querer é ser, ou que ter

Read More…

Onde estão os originais dos Evangelhos?

Sabemos que os originais (autógrafos) dos Evangelhos, tais como saíram das mãos Mateus, Marcos, Lucas e João, se perderam, dada a fragilidade do material usado (pele de ovelha ou papiro), mas isto não impede que a História prove a sua existência. Ficaram-nos as cópias (manuscritos) antigas desses originais, que são os papiros, os códices unciais […]

Bento XVI despede-se dos Cardeais

Bento XVI despede-se dos Cardeais presentes em Roma e assegura desde já “incondicionada reverência e obediência” ao futuro Papa 

2013-02-28 Rádio Vaticana

A Igreja é uma realidade viva, que se transforma permanecendo sempre a mesma. O seu coração é Cristo. É através da Igreja que o mistério da incarnação permanece presente para sempre. Reflexões de Bento XVI, esta manhã, no encontro de despedida na Sala Clementina com os muitos cardeais já presentes em Roma. A poucas horas da conclusão deste pontificado, antes de iniciar o comovente gesto de saudação pessoal a cada dum, o Papa Razinger assegurou que continuará a estar perto de todos eles, “especialmente (disse) nos próximos dias, para que sejais plenamente dóceis à ação do Espírito Santo, na eleição do novo Papa”.


“Que o Senhor vos mostre aquele que Ele quer. Entre vós, entre o Colégio dos Cardeais, está também o futuro Papa, ao qual já hoje prometo a minha incondicionada reverência e obediência”.
 


E foi “com afeto e reconhecimento” que o Papa concedeu aos irmãos cardeais “de coração”

uma derradeira “bênção apostólica”.


Partindo do episódio dos discípulos de Emaús, a que aludira na sua saudação o Cardeal decano Angelo Sodano, Bento XVI considerou ter sido uma alegria também para ele caminhar com os cardeais, nestes anos, à luz da presença do Senhor Ressuscitado. E recordou o que ontem, na audiência geral disse sobre a “grande ajuda” para o seu ministério que eles representaram.
 

“Nestes oito anos vivemos com fé momentos belíssimos de luz radiosa no caminho da Igreja, juntamente com momentos em que algumas nuvens se adensaram no céu”.
Bento XVI referiu o “amor profundo e total” com que (disse) “procurámos servir Cristo e a sua Igreja”, observando que é esse amor “a alma do nosso ministério”.
 “Demos esperança, aquela esperança que nos vem de Cristo, a única que pode iluminar o nosso caminho”. 


Juntos podemos dar graças a Deus que nos fez crescer na comunhão e pedir-lhe juntos que nos ajude a crescer ainda mais neste unidade profunda… – prosseguiu…
 


“Para que o Colégio dos Cardeais seja como uma orquestra onde a diversidade, expressão da Igreja universal, concorram sempre para a harmonia superior e concorde”.


A concluir, Bento XVI quis deixar aos cardeais “um pensamento simples” que lhe está muito a peito, “um pensamento sobre a Igreja, sobre o seu mistério”, que (disse) “constitui para nós a razão e a paixão da vida”. Uma expressão de Romano Guardini, na sua última obra, publicada no mesmo ano da Constituição conciliar “Lumen gentium”, sobre a Igreja:
“Diz Guardini: ‘A Igreja não é uma instituição elaborada e construída à mesa, mas sim uma realidade viva. Ela vive em devir, ao longo dos tempos, como todos os seres vivos, transformando-se, e contudo na sua natureza permanece sempre ela mesma. O seu coração é Cristo”.


Foi a experiência vivida ontem na Praça de São Pedro – observou Bento XVI:
“A Igreja é um corpo vivo, animado pelo Espírito Santo e vive realmente da força de Deus. Está no mundo mas não é do mundo. É de Deus, de Cristo, do Espírito…


Hoje à tarde pelas 16h55 o Papa Bento XVI partirá do Pátio de São Dâmaso dirigindo-se para o heliporto vaticano de onde partirá Castel Gandolfo. Aí chegará pelas 17h15 sendo acolhido pelo Cardeal Joseph Bertello, Presidente do Governatorato da Cidade do Vaticano, Dom Marcello Semeraro, bispo de Albano e ainda o Presidente da Câmara e o Pároco de Castel Gandolfo. após a sua chegada e pelas 20 horas serão fechados os portões da residência pontifícia. Por volta das 17h30, o Papa aparecerá na varanda central do Palácio Apostólico para “o último acto público”. Bento XVI dirigirá algumas palavras à população local. Às 20 horas, quando iniciar a Sede Vacante, a Guarda Suíça cessará o seu serviço em Castel Gandolfo terminando o ministério do Santo Padre como Papa.
 


No dia 1 de Março o Cardeal Decano Angelo Sodano convoca as Congregações Gerais dos Cardeais. Provavelmente, tais reuniões serão convocadas para se iniciarem a partir do dia 4. No âmbito destas reuniões os Cardeais estabelecerão a data de início do Conclave.

Fonte: http://www.news.va/pt/news/ultima-audiencia-de-bento-xvi-aos-cardeais-present#sthash.w36RuDLD.dpuf

Entre vós está o novo Papa ao qual prometo minha incondicional reverência e obediência!

Após ouvir a saudação do Decano do Colégio Cardinalício, Bento XVI tomou a palavra para se despedir dos Cardeais. Assim como o Card. Sodano, o Papa também citou a experiência dos discèipulos de Emaús, afirmando que também para ele foi uma alegria caminhar em companhia dos cardeais nesses anos na luz da presença do Senhor … Continuar lendo

Cardeais despedem-se de Bento XVI

O Decano do Colégio Cardenalício, Cardeal Angelo Sodano, pronunciou nesta manhã as palavras de despedida ao Papa Bento XVI, assegurando-lhe o carinho dos cardeais e que, a semelhança dos discípulos de Emaús com Jesus, “também ardia nosso coração quando caminhávamos contigo nestes últimos anos”. Em seu discurso breve na Sala Clementina do Palácio Apostólico, o … Continuar lendo

Palavras de Bento XVI em sua última Audiência Geral

Audiência Geral da Quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013 Praça São Pedro Venerados irmãos no Episcopado e no Sacerdócio! Ilustres Autoridades! Queridos irmãos e irmãs! Agradeço-vos por terem vindo em tão grande número para esta minha última Audiência geral. Obrigado de coração! Estou realmente tocado! E vejo a Igreja viva! E penso que devemos também … Continuar lendo

Estudo sobre a Igreja Católica Apostólica Romana:: O Antigo Testamento e a Igreja Católica

No Post de ontem, falávamos sobre o sonho de Deus para a humanidade chamado Igreja Católica Apostólica Romana. De fato o Pai quis esta Igreja, preparou e planejou para que este sonho acontecesse no devido tempo. É que as coisas de Deus não acontecem de sopetão. Não é como aquela coisa que agente faz quando … Continuar lendo

Última Catequese do Papa Bento XVI

Brasao_BentoXVI
Catequese 
Praça São Pedro
Quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal
Venerados irmãos no Episcopado e no Sacerdócio!
Ilustres Autoridades!
Queridos irmãos e irmãs!
Agradeço-vos por terem vindo em tão grande número para esta minha última Audiência geral.
Obrigado de coração! Estou realmente tocado! E vejo a Igreja viva! E penso que devemos também dizer um obrigado ao Criador pelo tempo belo que nos doa agora ainda no inverno.
Como o apóstolo Paulo no texto bíblico que ouvimos, também eu sinto no meu coração o dever de agradecer sobretudo a Deus, que guia e faz crescer a Igreja, que semeia a sua Palavra e assim alimenta a fé no seu Povo. Neste momento a minha alma se expande para abraçar toda a Igreja espalhada no mundo; e dou graças a Deus pelas “notícias” que nestes anos do ministério petrino pude receber sobre a fé no Senhor Jesus Cristo, e da caridade que circula realmente no Corpo da Igreja e o faz viver no amor, e da esperança que nos abre e nos orienta para a vida em plenitude, rumo à pátria do Céu.
Sinto levar todos na oração, um presente que é aquele de Deus, onde acolho em cada encontro, cada viagem, cada visita pastoral. Tudo e todos acolho na oração para confiá-los ao Senhor: para que tenhamos plena consciência da sua vontade, com toda sabedoria e inteligência espiritual, e para que possamos agir de maneira digna a Ele, ao seu amor, levando frutos em cada boa obra (cfr Col 1,9-10).
Neste momento, há em mim uma grande confiança, porque sei, todos nós sabemos, que a Palavra de verdade do Evangelho é a força da Igreja, é a sua vida. O Evangelho purifica e renova, traz frutos, onde quer que a comunidade de crentes o escuta e acolhe a graça de Deus na verdade e vive na caridade. Esta é a minha confiança, esta é a minha alegria.
Quando, em 19 de abril há quase oito anos, aceitei assumir o ministério petrino, tive a firme certeza que sempre me acompanhou: esta certeza da vida da Igreja, da Palavra de Deus. Naquele momento, como já expressei muitas vezes, as palavras que ressoaram no meu coração foram: Senhor, porque me pedes isto e o que me pede? É um peso grande este que me coloca sobre as costas, mas se Tu lo me pedes, sobre tua palavra lançarei as redes, seguro de que Tu me guiarás, mesmo com todas as minhas fraquezas. E oito anos depois posso dizer que o Senhor me guiou, esteve próximo a mim, pude perceber cotidianamente a sua presença. Foi uma parte do caminho da Igreja que teve momentos de alegria e de luz, mas também momentos não fáceis; senti-me como São Pedro com os Apóstolos na barca no mar da Galileia: o Senhor nos doou tantos dias de sol e de leve brisa, dias no qual a pesca foi abundante; houve momentos também nos quais as águas eram agitadas e o vento contrário, como em toda a história da Igreja, e o Senhor parecia dormir. Mas sempre soube que naquela barca está o Senhor e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas é Sua. E o Senhor não a deixa afundar; é Ele que a conduz, certamente também através dos homens que escolheu, porque assim quis. Esta foi e é uma certeza, que nada pode ofuscá-la.  E é por isto que hoje o meu coração está cheio de agradecimento a Deus porque não fez nunca faltar a toda a Igreja e também a mim o seu consolo, a sua luz, o seu amor.
Estamos no Ano da Fé, que desejei para reforçar propriamente a nossa fé em Deus em um contexto que parece colocá-Lo sempre mais em segundo plano. Gostaria de convidar todos a renovar a firme confiança no Senhor, a confiar-nos como crianças nos braços de Deus, certo de que aqueles braços nos sustentam sempre e são aquilo que nos permite caminhar a cada dia, mesmo no cansaço. Gostaria que cada um se sentisse amado por aquele Deus que doou o seu Filho por nós e que nos mostrou o seu amor sem limites. Gostaria que cada um sentisse a alegria de ser cristão. Em uma bela oração para recitar-se cotidianamente de manhã se diz: “Adoro-te, meu Deus, e te amo com todo o coração. Agradeço-te por ter me criado, feito cristão…”. Sim, somos contentes pelo dom da fé; é o bem mais precioso, que ninguém pode nos tirar! Agradeçamos ao Senhor por isto todos os dias, com a oração e com uma vida cristã coerente. Deus nos ama, mas espera que nós também o amemos!
Mas não é somente a Deus que quero agradecer neste momento. Um Papa não está sozinho na guia da barca de Pedro, mesmo que seja a sua primeira responsabilidade. Eu nunca me senti sozinho no levar a alegria e o peso do ministério petrino; o Senhor colocou tantas pessoas que, com generosidade e amor a Deus e à Igreja, ajudaram-me e foram próximas a mim. Antes de tudo vós, queridos Cardeais: a vossa sabedoria, os vossos conselhos, a vossa amizade foram preciosos para mim; os meus Colaboradores, a começar pelo meu Secretário de Estado que me acompanhou com fidelidade nestes anos; a Secretaria de Estado e toda a Cúria Romana, como também todos aqueles que, nos vários setores, prestaram o seu serviço à Santa Sé: são muitas faces que não aparecem, permanecem na sombra, mas propriamente no silêncio, na dedicação cotidiana, com espírito de fé e humildade foram para mim um apoio seguro e confiável. Um pensamento especial à Igreja de Roma, a minha Diocese! Não posso esquecer os Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio, as pessoas consagradas e todo o Povo de Deus: nas visitas pastorais, nos encontros, nas audiências, nas viagens, sempre percebi grande atenção e profundo afeto; mas também eu quis bem a todos e a cada um, sem distinções, com aquela caridade pastoral que é o coração de cada Pastor, sobretudo do Bispo de Roma, do Sucessor do Apóstolo Pedro. Em cada dia levei cada um de vós na oração, com o coração de pai.
Gostaria que a minha saudação e o meu agradecimento alcançasse todos: o coração de um Papa se expande ao mundo inteiro. E gostaria de expressar a minha gratidão ao Corpo diplomático junto à Santa Sé, que torna presente a grande família das Nações. Aqui penso também em todos aqueles que trabalham para uma boa comunicação, a quem agradeço pelo seu importante serviço.
Neste ponto gostaria de agradecer verdadeiramente de coração todas as numerosas pessoas em todo o mundo, que nas últimas semanas me enviaram sinais comoventes de atenção, de amizade e de oração. Sim, o Papa não está nunca sozinho, agora experimento isso mais uma vez de um modo tão grande que toca o coração. O Papa pertence a todos e tantas pessoas se sentem muito próximas a ele. É verdade que recebo cartas dos grandes do mundo – dos Chefes de Estado, dos Líderes religiosos, de representantes do mundo da cultura, etc. Mas recebo muitas cartas de pessoas simples que me escrevem simplesmente do seu coração e me fazem sentir o seu afeto, que nasce do estar junto com Cristo Jesus, na Igreja. Estas pessoas não me escrevem como se escreve, por exemplo, a um príncipe ou a um grande que não se conhece. Escrevem-me como irmãos e irmãs ou como filhos e filhas, com o sentido de uma ligação familiar muito afetuosa. Aqui pode se tocar com a mão o que é a Igreja – não uma organização, uma associação para fins religiosos ou humanitários, mas um corpo vivo, uma comunhão de irmãos e irmãs no Corpo de Jesus Cristo, que une todos nós. Experimentar a Igreja deste modo e poder quase tocar com as mãos a força da sua verdade e do seu amor é motivo de alegria, em um tempo no qual tantos falam do seu declínio. Mas vejamos como a Igreja é viva hoje!
Nestes últimos meses, senti que as minhas forças estavam diminuindo e pedi a Deus com insistência, na oração, para iluminar-me com a sua luz para fazer-me tomar a decisão mais justa não para o meu bem, mas para o bem da Igreja. Dei este passo na plena consciência da sua gravidade e também inovação, mas com profunda serenidade na alma. Amar a Igreja significa também ter coragem de fazer escolhas difíceis, sofrer, tendo sempre em vista o bem da Igreja e não de si próprio.
Aqui, permitam-me voltar mais uma vez a 19 de abril de 2005. A gravidade da decisão foi propriamente no fato de que daquele momento em diante eu estava empenhado sempre e para sempre no Senhor. Sempre – quem assume o ministério petrino já não tem mais privacidade alguma. Pertence sempre e totalmente a todos, a toda a Igreja. Sua vida vem, por assim dizer, totalmente privada da dimensão privada. Pude experimentar, e o experimento precisamente agora, que se recebe a própria vida quando a doa. Antes disse que muitas pessoas que amam o Senhor amam também o Sucessor de São Pedro e estão afeiçoadas a ele; que o Papa tem verdadeiramente irmãos e irmãs, filhos e filhas em todo o mundo, e que se sente seguro no abraço da vossa comunhão; porque não pertence mais a si mesmo, pertence a todos e todos pertencem a ele.
O “sempre” é também um “para sempre” – não há mais um retornar ao privado. A minha decisão de renunciar ao exercício ativo do ministério não revoga isto. Não retorno à vida privada, a uma vida de viagens, encontros, recepções, conferências, etc. Não abandono a cruz, mas estou de modo novo junto ao Senhor Crucificado. Não carrego mais o poder do ofício para o governo da Igreja, mas no serviço da oração estou, por assim dizer, no recinto de São Pedro. São Benedito, cujo nome levo como Papa, será pra mim de grande exemplo nisto. Ele nos mostrou o caminho para uma vida que, ativa ou passiva, pertence totalmente à obra de Deus.
Agradeço a todos e a cada um também pelo respeito e pela compreensão com o qual me acolheram nesta decisão tão importante. Continuarei a acompanhar o caminho da Igreja com a oração e a reflexão, com aquela dedicação ao Senhor e à sua Esposa que busquei viver até agora a cada dia e que quero viver sempre. Peço-vos para lembrarem-se de mim diante de Deus e, sobretudo, para rezar pelo Cardeais, chamados a uma tarefa tão importante, e pelo novo Sucessor do Apóstolo Pedro: o Senhor o acompanhe com a sua luz e a força do seu Espírito.
Invoquemos a materna intercessão da Virgem Maria Mãe de Deus e da Igreja para que acompanhe cada um de nós e toda a comunidade eclesial; a ela nos confiemos, com profunda confiança.
Queridos amigos! Deus guia a sua Igreja, a apoia mesmo e sobretudo nos momentos difíceis. Não percamos nunca esta visão de fé, que é a única verdadeira visão do caminho da Igreja e do mundo. No nosso coração, no coração de cada um de vós, haja sempre a alegre certeza de que o Senhor está ao nosso lado, não nos abandona, está próximo a nós e nos acolhe com o seu amor. Obrigado!
BENTOXVI_assinatura

Audiência Geral – Papa Bento XVI – 6 de Fevereiro de 2013

PAPA BENTO XVI

 

AUDIÊNCIA GERAL

 

Sala Paulo VI

Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2013

 

 

Queridos irmãos e irmãs,

 

No Credo, confessamos que Deus é o «criador do céu e da terra», como se lê no Génesis. Deus cria através da sua palavra: a vida surge, porque tudo obedece à Palavra divina. No vértice da criação, aparece o homem e a mulher: formados do pó da terra, possuem o sopro vital de Deus, e cada vida humana está sob a sua protecção. Esta é a razão mais profunda da inviolabilidade da dignidade humana. Viver na fé quer dizer reconhecer a grandeza de Deus e aceitar a nossa condição de criaturas. Por vezes, somos tentados a ver esta dependência do amor criador de Deus como um peso do qual libertar-se. Mas, indo contra o seu Criador, o ser humano renega a sua origem e a sua verdade, e o mal entra no mundo com a sua penosa cadeia de sofrimentos e morte. E, sozinhos, não podemos sair dela… As justas relações só podem ser reatadas, se Aquele, de quem nos afastamos, vier até nós e nos estender a mão. É o que faz Cristo! Percorre o caminho do amor, humilhando-Se até à morte de Cruz, para repor em ordem as nossas relações com Deus e com os outros. A Cruz torna-se a nova árvore da vida.

 

De coração, saúdo os peregrinos de Guaratinguetá e todos os presentes de língua portuguesa.

Read More…

Audiência Geral – Papa Bento XVI – 27 de Fevereiro de 2013

PAPA BENTO XVI

 

AUDIÊNCIA GERAL

 

Praça de São Pedro

Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

 

Queridos irmãos e irmãs,

 

No dia dezanove de Abril de dois mil e cinco, quando abracei o ministério petrino, disse ao Senhor: «É um peso grande que colocais aos meus ombros! Mas, se mo pedis, confiado na vossa palavra, lançarei as redes, seguro de que me guiareis». E, nestes quase oito anos, sempre senti que, na barca, está o Senhor; e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas do Senhor. Entretanto não é só a Deus que quero agradecer neste momento. Um Papa não está sozinho na condução da barca de Pedro, embora lhe caiba a primeira responsabilidade; e o Senhor colocou ao meu lado muitas pessoas que me ajudaram e sustentaram. Porém, sentindo que as minhas forças tinham diminuído, pedi a Deus com insistência que me iluminasse com a sua luz para tomar a decisão mais justa, não para o meu bem, mas para o bem da Igreja. Dei este passo com plena consciência da sua gravidade e inovação, mas com uma profunda serenidade de espírito.

 

* *

 

Amados peregrinos de língua portuguesa, agradeço-vos o respeito e a compreensão com que acolhestes a minha decisão. Continuarei a acompanhar o caminho da Igreja, na oração e na reflexão, com a mesma dedicação ao Senhor e à sua Esposa que vivi até agora e quero viver sempre. Peço que

Read More…